segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A nova fase de Lula

A Revista IstoÉ publicou uma matéria sobre a nova fase do ex-presidente Lula. A reportagem diz que depois de um duro tratamento médico, Lula  vence o câncer e se prepara para encarar desafios que devem renovar sua imagem de mito da política.

Leia a reporagem


Na manhã da segunda-feira 6, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou irritado ao Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Estava cansado, nauseado e com uma forte dor na garganta – efeitos colaterais do duro tratamento médico a que vem se submetendo há cerca de três meses. Lula recebeu mais uma sessão de radioterapia e, como em outras vezes, foi andando com calma até uma ala de dez metros quadrados no setor de recuperação, onde costuma receber políticos que o visitam. Mas não naquele dia. O ex-presidente tinha preferido a presença de apenas um amigo de longa data. E foi ao lado dele que recebeu a informação que mudaria seu ânimo: o câncer detectado em outubro estava vencido pela intensa medicação. Segundo a definição de um de seus médicos, o tumor maligno de quase três centímetros “foi reduzido a zero”.
Era a notícia que Lula esperava e, de certa forma, havia antecipado em 1º de novembro, quando, apenas quatro dias após receber o diagnóstico de um câncer na laringe, fez sua primeira manifestação pública sobre a doença. Num vídeo divulgado pela internet, ao lado da esposa, Marisa Letícia, ele se empenhava em mostrar confiança: “Estou preparado para enfrentar mais uma batalha e acho que nós vamos conseguir tirar de letra.”

TRATAMENTO
Mesmo sabendo que ainda tem pela frente a fase final das aplicações, que seguem até o dia 17 de fevereiro, o ex-presidente se empolgou. Mal chegou ao Instituto Lula na terça-feira 7, para onde segue quase todos os dias depois de deixar o hospital, disparou telefonemas. Comunicava a amigos e lideranças de diversos partidos o que tinha escutado do médico, sempre pedindo total discrição. Com os mais próximos, se animou até a discutir detalhadamente a ambiciosa agenda que projetou para 2012. Confiante por constatar que, afinal, está superando mais uma provação, ele planeja uma nova fase. Lula quer daqui para a frente dedicar seus dias a quatro missões: preparar o PT para as eleições municipais em todo o País, cravar uma vitória histórica em São Paulo, ampliar o Instituto Lula e angariar fundos para a construção do Memorial da Democracia. Mas Lula terá que esperar mais algumas semanas para entrar de cabeça nessas tarefas. Apesar de aliviado com a primeira vitória contra o câncer, o ex-presidente não passou bem o resto da semana. Em razão de uma enorme inflamação na garganta, mal conseguia comer, embora siga à risca o regime de dieta pastosa recomendado pelos médicos. Cansado, chegou a interromper por mais de duas vezes reuniões com a equipe do seu instituto. De acordo com pessoas próximas, Lula perdeu cerca de três quilos desde o começo do mês.

A equipe médica responsável pelos cuidados do ex-presidente não confirma o desaparecimento do tumor, preferindo referir-se apenas à fase concluída do tratamento; antes, portanto, das aplicações de radioterapia. “Sem dúvida, o prognóstico é muito bom porque o ex-presidente respondeu muito bem ao tratamento com quimioterapia, quando houve uma redução de 75% do tumor”, disse o oncologista Paulo Hoff, diretor do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Ele vai aguardar os exames conclusivos, em março. Os médicos também orientaram Lula a não comparecer ao desfile da escola de samba Gaviões da Fiel no sábado 18, que terá como tema “Verás que um filho fiel não foge à luta: Lula, o retrato de uma nação”, em razão de sua ainda baixa imunidade. A última sessão de radioterapia acontecerá um dia antes da apresentação da Gaviões.

PLANOS

A partir de março, Lula terá vida normal. Passará apenas por exames periódicos (um câncer só é considerado realmente “curado” depois de cinco anos) e será acompanhado por uma fonoterapeuta para melhorar a fala e a deglutição na laringe. Nos últimos dias ele definiu com seus principais assessores o que chamou de “espinha dorsal” de sua agenda em 2012. Ficou definido que até o final de março ou no máximo até a primeira quinzena de abril, ele deverá permanecer a maior parte do tempo despachando no instituto. Sua atenção estará voltada prioritariamente às campanhas petistas em cerca de 120 cidades com mais de 150 mil habitantes pré-definidas e assinaladas em um mapa sobre a mesa de sua sala. Na avaliação do ex-presidente, em cerca de 30 desses municípios, incluindo Curitiba e Belo Horizonte, o PT deve abrir mão da cabeça de chapa para apoiar candidatos do PSB, do PMDB e do PDT. Um dos primeiros a ser chamado para uma conversa será o deputado federal Dr. Rosinha. Ele quer que o petista abandone a ideia de se candidatar ao Executivo da capital paranaense e apoie Gustavo Fruet (PDT). Especialista em montar palanques e solucionar conflitos entre as alas internas do PT, Lula pretende convocar as lideranças de sua legenda e convencê-las da importância de construir alianças amplas o mais rápido possível.

Entre abril e o fim de julho, Lula pretende dedicar seu tempo ao instituto que leva seu nome. Considerando que até lá estará livre dos efeitos colaterais da luta contra o câncer, priorizará visitas ao Exterior. Durante o tempo em que permaneceu sob tratamento, ele deixou de fazer cerca de 30 viagens internacionais para dar palestras que reforçariam o caixa da instituição. O ex-presidente tem insistido junto a seus assessores, principalmente Paulo Vanucchi e Paulo Okamoto, para que o Instituto Lula seja mais amplo que o PT, do ponto de vista ideológico. Ele pretende transformar a entidade numa referência mundial em formulação e implantação de políticas de inclusão social em desenvolvimento e consolidação de democracias. Para essa nova fase, o Instituto Lula planeja ampliar em 40% o número de funcionários e trocar a atual sede, um pequeno sobrado no bairro do Ipiranga, na capital paulista, por uma sala comercial com cerca de mil metros quadrados.

ESCOLHIDO


A partir de agosto, na reta final das eleições municipais, o ex-presidente dedicará o seu tempo ao que tem chamado de “mergulho nas campanhas”. Subirá em palanques em todos os municípios com mais de 150 mil habitantes para pedir votos aos candidatos do PT e aliados. Dará atenção especial, no entanto, à capital paulista, onde Fernando Haddad, seu ministro da Educação, será o candidato petista. Lula está empenhado em tirar proveito do índice de popularidade, que nunca esteve tão favorável entre os eleitores da maior cidade do País. Enquanto no pleito presidencial de 2006, o ex-presidente conseguiu apenas 35,7% dos votos paulistanos no primeiro turno na disputa por Palácio do Planalto, agora pesquisas, como o Datafolha, indicam que 48% dos eleitores da capital paulista dizem que podem escolher o candidato indicado pelo ele.

Antes da doença, esse número de seguidores não passava de 16%. O cenário político, na opinião de Lula, também não poderia ser melhor: as forças que derrotaram a então prefeita Marta Suplicy, em 2000, estão divididas. Com a recusa de José Serra em concorrer, os tucanos ainda não acharam um nome para a disputa. De seu apartamento em São Bernardo, na noite da quarta-feira 8, Lula telefonou para um dos líderes petistas mais próximos a ele. Com a voz muito rouca, disse que a aliança com Kassab em São Paulo passou a ser vital ao seu projeto e explicou: “Não se trata apenas de ganhar a eleição em São Paulo, mas de quebrar a espinha dorsal da parceria PSDB com os liberais, representados ora pelo DEM, ora pelo PSD.”
Dois meses atrás, quando Kassab passou a se insinuar para o PT, Lula estava disposto a refutar o apoio, evitando entrar em rota de colisão com a senadora Marta Suplicy, que rejeita a possibilidade de dividir palanque com o atual prefeito. Há duas semanas, no entanto, a posição de Lula mudou. Até o fim de janeiro, o ex-presidente nutria a esperança de conseguir afastar da disputa paulistana o deputado federal Gabriel Chalita e compor uma chapa com o PMDB em São Paulo. Do hospital, manteve diversas conversas com o vice-presidente, Michel Temer, e com o próprio candidato peemedebista. “O Lula tentou de todas as formas convencer o PMDB e o Chalita a estar conosco ainda no primeiro-turno”, disse um dos principais confidentes de Lula. “Desde o início de fevereiro, no entanto, partiu para outra.” Para convencer os resistentes petistas a uma parceria eleitoral com o PSD de Kassab, Lula tem uma carta na manga. Na semana passada, durante conversa com o prefeito, o ex-presidente desenhou o que chamou de a “chapa dos sonhos”: Haddad, prefeito; Henrique Meirelles, vice. Na opinião do ex-presidente, até os petistas mais radicais de São Paulo não teriam problemas para subir em um palanque ao lado de Meirelles, tido no próprio partido como um dos pilares do sucesso do governo de Lula. Kassab prometeu se empenhar em convencer o ex-presidente do Banco Central a encarar o desafio. A ideia de Lula era ele mesmo ligar para Meirelles na quarta-feira 8. O seu estado físico, porém, não permitiu.
Outra missão encarada como primordial pelo ex-presidente está diretamente ligada à aproximação entre Lula e Kassab: a construção do Memorial da Democracia pelo Instituto Lula. Um museu que, além de contar com o acervo do período do ex-presidente na Presidência da República, apresentará temas que contribuíram para a evolução política do País, como a Anistia e a Constituinte. Cerca de 20 profissionais trabalham no projeto arquitetônico e na curadoria. Entre eles, Gringo Cardia, que participou também do desenvolvimento e da implementação do Memorial Minas Vale, do Museu das Telecomunicações e do Museu da Cruz Vermelha, na Suíça. “Tudo é muito preliminar, pois estamos nos reunindo ainda. Mas posso adiantar que será um espaço multimídia, no qual o público vai interagir com as obras”, conta Cardia. Certo mesmo é que o espaço será erguido em um terreno cedido recentemente pela Prefeitura de São Paulo na região da Cracolândia, área degradada no centro da capital paulista marcada pela presença de dependentes químicos e traficantes.
A doação da área em um período pré-eleitoral, no momento em que PT e PSD ensaiam uma aliança na capital paulista, foi fruto de negociações que começaram no primeiro semestre de 2011, conforme apurou ISTOÉ. Por meio de emissários, Lula tinha enviado a proposta de montar o Memorial da Democracia aos governantes da cidade de São Paulo e São Bernardo do Campo e do Estado do Rio de Janeiro. Kassab tomou a frente e passou a reunir-se com Paulo Okamoto, comandante do instituto, depois de regularizar a criação do PSD e se mostrar próximo ao governo em reunião da bancada da nova legenda com a presidenta Dilma. O prefeito também se reuniu com o próprio Lula para discutir o assunto. “Nessas negociações, Lula e Kassab começaram a criar uma afinidade”, diz um parlamentar do PSD. Em uma das visitas ao petista no Hospital Sírio-Libanês, Kassab comunicou a Lula a doação da área. Agora o desafio da entidade do ex-presidente é obter na iniciativa privada os recursos para viabilizar os custos. Uma das alternativas é oferecer a cada patrocinador o nome de uma das salas de exposição.

PARCERIA

Lula pretende atrair para o Memorial da Democracia acervos de todos os presidentes que governaram o País após o fim da ditadura e, para isso, já mandou sinais a José Sarney e Fernando Henrique Cardoso. Atividades como essa, acima dos partidos em conflito, o encantam. E a força para realizá-las não deve lhe faltar. Afinal, o Lula que sai do calvário da luta contra o câncer é, inevitavelmente, um mito revigorado, sem paralelos na história política brasileira. A vitória sobre a doença, segundo especialistas em comunicação política ouvidos por ISTOÉ, ampliam a sua imagem de vencedor junto à população. Para a pesquisadora da Universidade Federal do Paraná e autora do livro “Lula, do Sindicalismo à Reeleição, um Caso de Comunicação, Política e Discurso”, Luciana Panke, o petista se projeta como poucos líderes na figura pública do herói descrita há mais de meio século pelo americano Joseph Campbell, um dos maiores estudiosos de mitologia e religiões do mundo. Segundo ele, a façanha da formação de um mito heroico começa com alguém a quem foi usurpada alguma coisa ou que sente estar faltando algo entre as experiências normais permitidas aos membros da sociedade. Essa pessoa, então, passa a empreender uma série de aventuras que ultrapassam o usual – com a intenção de recuperar o que tinha sido perdido ou para descobrir a essência da vida. “Lula faz questão de ressaltar em seus discursos as dificuldades pelas quais passou e as formas como deu a volta por cima. Cria, ao mesmo tempo, identificação e admiração entre o público”, explica Panke. “Provavelmente, esse caso da doença reforçará ainda mais essa trajetória acompanhada durante seus mais de 30 anos de vida pública.”

Mais dados: Acesse http://www.istoe.com.br/reportagens/190373_A+NOVA+FASE+DE+LULA?pathImagens&path&actualArea=internalPage


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Domingo tem Café com Teatro, no Zeppelin Old Bar

Uma miscelânea de arte e de cultura. Assim é o Café com Teatro, evento que reúne diversas formas e expressões artísticas, a ser realizado neste domingo, dia 12, no Zeppelin Old Bar. Com início no entardecer, as atividades contemplam os públicos de diferentes interesses estéticos e todas as idades.
No encontro, a Associação Guatá apresenta algumas atividades de literatura e expressões, que integram o Programa Tirando de Letra, mantido pela entidade. Além da banca de leitura, reunindo a Revista Escrita e publicações de editoras alternativas, os volantes e impressos contendo poemas, contos e textos poéticos, também são instaladas exposições e varais voltados para a popularização e o incentivo à leitura e à produção literária.
O Café com Teatro é realizado pela Casa do Teatro, através de parceria com artistas e produtores culturais da região. Desde o ano 2007, o evento acontece a cada dois meses, com edições alternadas no Zeppelin Old Bar e no Teatro Barracão, mais recentemente. O primeiro Café com Teatro deste ano irá marcar o período de fechamento temporário do Zeppelin, que passará por reformas, retornando às atividades já mo mês de março.
Para esta edição, o Café com Teatro irá oferecer música, teatro, literatura, dança, artesanato e artes visuais. A primeira parte da programação, que terá início às 17 horas, é voltada para o público infantil e juvenil. A partir das 19 horas, as atrações são voltadas para o público adulto.

SERVIÇO
Café com Teatro
Quando: domingo, 12 de fevereiro, a partir das 17 horas
Onde: Zeppelin Old Bar (Próximo ao Posto Sabiá da Av. das Cataratas/Vila Yolanda)
Quanto: R$ 3,00
Informações: (45) 3572-1473 e 3027-1474 ou casadoteatrofoz@hotmail.com

O Brasil já deu certo - apesar dos céticos, por Alberto Carlos Almeida

Grande parte da mídia brasileira se especializou em falar mal do Brasil. Graças a isso, a percepção que a sociedade tem de si mesma, em diversos aspectos, é inteiramente equivocada. Vende-se algo que não existe: a visão de que somos piores em quase tudo, quando comparados com a maioria dos países desenvolvidos. Nem mesmo as boas notícias são recebidas de maneira positiva. Por exemplo, a recente informação de que ultrapassamos o Reino Unido quanto ao PIB foi divulgada cheia de ressalvas, afirmando-se que o PIB per capita é um indicador mais relevante e coisas do gênero.
A covardia com o Brasil atinge o ápice quando se tenta comparar nosso sistema político com o dos outros países. Afirma-se que o presidencialismo é pior do que o parlamentarismo, mas não dizem que os países parlamentaristas têm gastos públicos sistematicamente maiores do que os presidencialistas e que é justamente por isso que a Europa se encontra mergulhada na pior crise econômica de sua história recente. Diz-se que o sistema eleitoral distrital é melhor do que o proporcional com lista aberta, mas não dizem que um dos países que melhor escapou da crise mundial é a Suécia, que adota o mesmo sistema eleitoral que o nosso tão criticado Brasil. Como sempre, a lista de críticas ao Brasil é muito longa. É difícil imaginar como um país tão ruim, com tantas coisas negativas, possa ter chegado aonde chegou. Opa, para os críticos ele não chegou a lugar algum, continua lá atrás, sendo um dos países mais problemáticos do mundo.

A crítica permanente ao Brasil está fundamentada em excesso de provincianismo: como não se conhece o que acontece em outros lugares, assume-se que aquilo que conhecemos de muito perto, em detalhes, é muito ruim. A greve dos policiais da Bahia e a desordem e criminalidade resultantes é um prato cheio para a frase típica dos que sofrem de complexo de inferioridade: "Isso só acontece no Brasil". É possível ver o outro lado da moeda, o lado positivo. A greve dos policiais baianos será resolvida de uma forma inteiramente diferente de greves congêneres que ocorrem nos Estados Unidos. Ao contrário de nosso vizinho mais rico, aqui não será dado um aumento salarial que comprometa a situação de nossas finanças públicas.


É isso mesmo. Para aqueles que não sabem, vários Estados e municípios americanos estão quebrados porque concederam aumentos salariais a perder de vista para policiais e bombeiros. Esse é o caso, tão bem relatado por Michael Lewis em seu livro "Bumerangue", recentemente publicado no Brasil, da Califórnia e dos municípios de San Jose e Vallejo. Aqueles que idolatram o federalismo americano deveriam saber que justamente por isso lá não há nada que se assemelhe a nossa Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Governadores e prefeitos estão livres para exercer sua prerrogativa de gastar muito, endividar o setor público ao ponto de comprometer seu funcionamento para as futuras gerações. Não serve aqui o argumento em abstrato, o princípio teórico, de que descentralizar é necessariamente melhor do que centralizar.

Os policiais da Bahia e de outros Estados estão limitados pela nossa centralização, que se traduz na possibilidade de ter algo como a LRF. Mais do que isso, a simples discussão ora em curso sobre a PEC 300, um sinal evidente de nossa centralização, mostra que jamais nossos Estados ou municípios ficarão na situação, como é o caso de Vallejo, de ter somente um funcionário público, aquele que tem como função pagar os salários, aposentadorias e pensões de policiais e bombeiros. Isso mesmo, em Vallejo, os sinais de trânsito estão todos piscando permanentemente em amarelo. O município, falido, não tem recursos para sustentar uma burocracia que faça valer as leis de trânsito. Isso jamais ocorreu ou ocorrerá no Brasil.

Na Grécia, não há cartões de crédito na grande maioria dos estabelecimentos comerciais. A razão é simples: o pagamento em dinheiro vivo está a serviço da mais fácil e completa sonegação de impostos. Não adianta dizer que os gregos são uma piada e isso e aquilo. Sempre foi assim, desde o momento em que a Alemanha aceitou a entrada da Grécia no acordo que estabeleceu o euro. Os gregos vão muito além de não utilizar cartões de crédito. Em ano eleitoral, o governo relaxa o controle fiscal, faz vista grossa para o não pagamento de impostos. É muito interessante que o Brasil seja tão ruim, mas que um país europeu utilize o (não) pagamento de impostos como moeda de troca eleitoral. Cá entre nós, comprar votos em comunidades pobres é muito mais redistributivo. Nosso sistema de controle fiscal pode não ser germânico, mas certamente temos uma burocracia muito mais avançada do que muitos países europeus. Os críticos contumazes do Brasil não sabem disso, são provincianos demais para imaginar que algum país supostamente desenvolvido possa não controlar o pagamento de impostos, como se faz na nação de Macunaíma.

Aliás, nada mais distante do espírito germânico do que Macunaíma, nosso herói sem caráter. Ele é um retrato da nossa incredulidade. O brasileiro jamais acredita no que se diz. Essa credulidade alemã não faz parte da nossa cultura. Foi graças a isso que os alemães sempre acharam que a Grécia estava cumprido as metas de gastos definidas pelo tratado de Maastricht. Um burocrata ou um ministro da Fazenda brasileiro jamais confiaria na Grécia quanto a isso.

O livro "Bumerangue" é um excelente antídoto para o excesso de pessimismo quanto ao Brasil. Michael Lewis mostra que nos Estados Unidos, Grécia, Islândia, Irlanda e Alemanha aconteceram e acontecem coisas terríveis, que jamais atingiram e provavelmente nunca farão parte de nossa realidade. É claro que temos coisas ruins e abomináveis, mas isso está longe de ser o cenário catastrófico pintado pelos críticos. Todo país e toda sociedade têm problemas, mas também não somos piores do que os outros em tudo ou quase tudo.


Os alemães de Lewis são crédulos ao ponto de serem os únicos que, já com a crise no horizonte, continuavam comprando os papéis do "subprime" em Wall Street. Aliás, quando um "trader" americano tinha dificuldade para vender tais papéis, recebia invariavelmente a seguinte recomendação: "Venda para aqueles otários de Dusseldorf, que eles compram de tudo". Não creio que algum dia será possível trocar otários de Dusseldorf por otários de São Paulo ou do Rio de Janeiro, e muito menos de Brasília.

Os brasileiros acreditam em coisas mágicas como o boto da Amazônia ou o nêgo d'água em Minas Gerais. Ambos cumprem o mesmo papel de justificar, em uma sociedade conservadora, a gravidez de mulheres solteiras ou a traição das casadas. Isso causa muito menos prejuízo aos cofres públicos do que os duendes nos quais acreditam. Isso mesmo, na Islândia se acredita em duendes e quando uma empresa como a Alcoa foi se instalar por lá teve que aguardar por seis meses, até que fosse concluído um estudo que verificaria que em determinada área não havia duendes. É a mesma Islândia que transformou dezenas de pescadores em banqueiros. Isso mesmo, os banqueiros islandeses tinham sido pescadores durante toda sua vida profissional.

Mais do que isso, David Oddsson, que foi primeiro-ministro e presidente do Banco Central islandês, nunca teve experiência alguma com bancos e era poeta de formação. Talvez por isso os bancos alemães tenham colocado US$ 21 bilhões na Islândia, a Holanda tenha apostado US$ 305 milhões, o Reino Unido US$ 30 bilhões e a Universidade de Oxford tenha perdido US$ 50 milhões. No Brasil, é impensável que alguém que não tenha familiaridade com o mercado financeiro assuma a presidência do Banco Central. Mesmo assim, há aqueles que insistem em criticar tudo ou quase tudo.

Trata-se de uma questão de ponto de vista, de como olhamos o Brasil. O exemplo da centralização é emblemático. Não há nada necessariamente melhor em ser tão descentralizados como são os Estados Unidos. Uma postura cética indica que o que melhor e pior, o benéfico e maléfico, dependerão das consequências. A comparação entre os gastos com funcionários públicos estaduais e federais no Brasil e nos Estados Unidos mostra que a centralização política e administrativa tem sido mais efetiva para conter seu descalabro. Indo além, ser um pouco macunaímico quando se trata de comprar papéis do "subprime" teria sido bom para os germânicos. Nada disso se escolhe: são coisas que as nações são ou não são. Ultimamente, temos sido os grandes beneficiários de ser como somos.

Alberto Carlos Almeida, sociólogo e professor universitário, é autor de "A Cabeça do Brasileiro" e "O Dedo na Ferida: Menos Imposto, Mais Consumo". E-mail: Alberto.almeida@institutoanalise.com www.twitter.com/albertocalmeida

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Aulas do IFPR começam nesta segunfa-feira (13)

As aulas para os 650 estudantes matriculados no campus de Foz do Iguaçu do Instituto Federal do Paraná (IFPR) começam nesta segunda-feira (13). Os alunos estudarão em um dos cinco cursos oferecidos pela entidade: Informática, Aquicultura, Edificações, Hidrologia e Cozinha.

Para o diretor-geral do Campus, Luiz Carlos Eckstein, a proposta do Instituto é transformar jovens em profissionais aptos para atuarem em diversos setores da economia, com ênfase no desenvolvimento socioeconômico local, regional e nacional. “Nosso trabalho parece estar dando certo. Em três anos o número de alunos mais que dobrou. Começamos com 250 estudantes, hoje estamos com 650”, destacou.

Antes de iniciar as atividades, professores e coordenadores do IFPR estão participando de uma Semana Pedagógica que vai até sexta-feira, 10. O objetivo é preparar o corpo docente para o ano-letivo de 2012. Durante cinco dias a equipe planeja aulas, discute as políticas de ensino, bem como as normas e procedimentos internos do instituto.

Laboratório de Recursos Naturais

A novidade este ano será o Laboratório de Recursos Naturais a ser inaugurado dia 24.O espaço será utilizado, principalmente, pelos alunos dos cursos de Aquicultura e Cozinha.

O local, com 800 metros quadrados, abrigará um mini-auditório; laboratório de Limnologia (para análise de água); de desempenho de Zootecnia para fabricar e testar rações; laboratório de Reprodução; de Tecnologia de Pescado; um aquário e uma cozinha. “Num mesmo espaço conseguiremos fazer a reprodução de peixes, produzir rações e, ainda, na cozinha, agregar valor ao pescado. Como por exemplo, nuggets e hambúrgueres à base de peixe”, explicou o coordenador do curso de Aquicultura Bruno Estevão.

O IFPR funciona na área do antigo Floresta Clube, na Avenida Araucária, na Vila A. O espaço de mais de 100 mil metros quadrados foi doado pela Itaipu Binacional.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Espetaculo INvisivel estréia neste sábado

Paraná registra a maior alta na produção industrial de 2011

A produção industrial cresceu em nove dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2011, em relação ao ano anterior. Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Regional, divulgados nesta terla (7), a maior alta foi registrada no estado do Paraná, que apresentou expansão de 7%.
Outros estados em que a produção cresceu acima da média nacional de 0,3% foram o Espírito Santo (6,8%), Goiás (6,2%), o Amazonas (4%), o Pará (2,7%) e o Rio Grande do Sul (2%). Minas Gerais e o Rio de Janeiro, com crescimento de 0,3%, e São Paulo, com aumento de 0,2%, completam a lista dos estados que tiveram taxa positiva em 2011.

Pernambuco não teve crescimento em 2011, assim como em 2010, já que apresentou taxa zero. Já os estados que tiveram queda foram a Bahia (-4,4%), Santa Catarina (-5,1%) e o Ceará (-11,7%). A Região Nordeste também teve resultado negativo: -4,7%.

Na comparação de dezembro de 2011 ante novembro, oito estados tiveram crescimento e seis, queda. Já na comparação com dezembro de 2010, sete estados apresentaram alta e sete, redução na produção.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Energia na Revista Unimed

Joel de Lima foi entrevistado, na sexta-feira, 3, pela jornalista Jacqueline Kruger para a edição 2 da Revista Unimed.

A reportagem especial será sobre Energia e abordará detalhes da construção da Usina de Itaipu, a importância de Itaipu para o Brasil e o cuidado da empresa com as causas socioambientais.

“Na época, não se justificava construir uma Usina tão grande. O Brasil não precisava, mas foi uma solução para minimizar conflitos entre Brasil e Paraguai. Hoje, o Brasil não ‘viveria’ sem Itaipu”, disse Joel.

"Em 2003, sob orientação do Presidente Lula, a Itaipu fez uma releitura de sua missão. Continuaria gerando energia elétrica limpa e de qualidade, mas passaria a promover o desenvolvimento regional", destacou.
Mais detalhes na Revista Unimed que deverá estar circulando no final de fevereiro.

Confira a edição 1 através do link http://www.revistaunimedfoz.com.br/revista/edicao001/index.html



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Rodovia 469 poderá ser duplicada


Durante a entrega das obras de melhorias dos 20 quilômetros da Rodovia 469 que custaram aos cofre públicos, R$ 11 milhões, em uma cerimônia no Espaço Porto Canoas, o Ministro dos Transportes Paulo Sérgio Passos anunciou que a estrada, mais conhecida com Avenida das Cataratas, poderá ser duplicada. "Vamos fazer um estudo de viabilidade, pois fluxo é muito grande e a cidade está cada vez mais internacional, e o movimento deverá ser ainda maior", disse o Ministro. Ele garantiu ainda, que o Governo, através do DNIT, cuidará da manutenção da rodovia.

A cerimônia de entrega das obras contou com a presença do ex-ministro de Planejamento e atual ministro das Comunicações, Paulo Bernardo; Paulo Sergio Passos, do diretor geral da Itaipu (DGB), Jorge Samek; do prefeito de Foz do Iguaçu, Paulo Mac Donald, além de outras autoridades.

Esta foi a primeira vez que a Rodovia foi totalmente reformada, e agora conta com terceiras faixas, acostamento e sinalização ideal, além de uma rótula para acesso ao aeroporto internacional de Foz do Iguaçu.


Mais investimentos

Durante a cerimônia, os ministros anunciaram mais investimentos para a cidade. Inclusive, o Ministro dos Transportes, afirmou que a licitação para a construção da tão esperada 2ª Ponte, para ligar Foz do Iguaçu a Ciudad del Este, no Paraguai, deve ser feita em no máximo 90 dias. "De pronto é que em fevereiro estamos concluindo o projeto da segunda ponte, no mais tardar lançamos a licitação para maio".

Paulo Bernardo lembrou que as licitações para reforma do Aeroporto Cataratas do Iguaçu ocorrerá ainda neste trimestre. Previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), as obras – orçadas em R$ 68 milhões – devem contemplar ampliação do terminal e melhorias na pista, além de ampliação das salas de embarque e desembarque (para voos domésticos e internacionais). "Não quero falar mal, mas o Aeroporto de Foz está muito ruim e apertado", disse.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ministros inauguram restauração da BR-469 em Foz do Iguaçu

Uma cerimônia no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu/PR, às 16h desta quinta-feira, dia 02, deve marcar a entrega da rodovia BR-469, a rodovia das cataratas, após as obras de restauração do DNIT. Para o evento são esperados o Ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, do Diretor Geral do DNIT, General Jorge Fraxe, do Superintendente do DNIT no Paraná, José da Silva Tiago, entre outras lideranças
A obra foi realizada em duas etapas, dentro e fora do Parque Nacional, somando investimentos de R$ 11 milhões, para o trecho total de 20 Km. A intervenção principal foi a restauração da pista de rolamento com substituição da capa asfáltica, mas outros benefícios foram realizados.

No trecho fora do parque foram restaurados e implantados acostamentos, terceiras-faixas ao longo de 3,6 Km nos dois sentidos, dispositivo de rótula cheia para acesso ao aeroporto internacional e a construção de 10 baias de parada de ônibus com guaritas cobertas e assentos.

Já o trecho dentro do parque, onde o tráfego é restrito para proteção da flora e fauna, além da nova camada asfáltica, foram implantados e pavimentados acostamentos para aumentar a segurança dos veículos, na sua maior parte ônibus especiais de turistas.

Fonte: Assessoria de Imprensa do DNIT-PR

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Paulo Passos e Paulo Bernardo entregam obras da 469

Os Ministros do Transporte e das Comunicações, Paulo Passos e Paulo Bernardo, participam nesta quinta-feira, 2, em Foz do Iguaçu, da cerimônia de entrega das obras de recapeamento, alargament, sinalização horizontal e vertical, caneletas, meio fio, além de plantação de grama. da Rodovia 469. Os trabalhos iniciaram em 2011. A obra custou R$ 6 milhões.

Paulo Bernardo participará da cerimônia porque na época, estava  no Planejamento, pasta responsável pela liberação dos recursos.

Gleisi, a suave poderosa

Notícias boas, verdadeiras e inteligentes precisam e devem ser replicadas. Leia o artigo escrito pela jornalista Chistina Lemos, do portal R7


Nenhum ministro cresceu tanto no cargo em 13 meses de governo Dilma quanto Gleisi Hoffmann. A indicação da senadora do Paraná, mulher do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, para a crucial Casa Civil, em junho do ano passado, surpreendeu a todos e foi a primeira escolha com a marca clara da presidente Dilma. Na época, muita gente desdenhou. Hoje, a discreta lourinha com cara de boneca é a substituta suave da presidente, com exclusivo poder de interlocução conferido pela própria Dilma.

Causou surpresa durante a reunião ministerial da semana passada o tom peremptório com que a presidente declarou aos ministros que, na equipe, ninguém é melhor que ninguém, mas, quem fala por Dilma é Gleisi. É a ela que devem ser encaminhados os projetos, para o devido crivo técnico. E mais, não adianta mandar substituto para se reunir com Gleisi, porque a audiência será cancelada automaticamente.


É esta Gleisi, sete meses depois de assumir na vaga de Palocci, que se apresenta pela primeira vez ao Congresso na quinta-feira para levar a mensagem do Executivo na abertura do ano legislativo. Dilma a está transformando na gerente que ela mesma foi, e tenta evitar os problemas que tanto a irritavam quando exerceu esta função, como por exemplo, ser surpreendida por ministros que vendiam idéias diretamente a Lula. Sobrava para Dilma demover o presidente de projetos frágeis, gastadores ou ineficientes.


A presidente admira a suavidade, o senso de organização e capacidade técnica da ministra – uma espécie de algodão entre os cristais ásperos do poder palaciano.

Instituto Eficaz abre as portas e aposta no desenvolvimento de habilidades

Despertar sua mente. Esse é um dos principais compromissos do Instituto Eficaz que abre suas portas nesta quarta-feira, 1º de fevereiro em Foz do Iguaçu. Com profissionais dedicados às áreas de educação, arte e neurociências, os programas incluídos nos módulos têm como principal meta valorizar a utilização da memória e desenvolver habilidades.


Com didática específica, a motivação de ambos os hemisférios do cérebro acontece através de exercícios, com intuito de promover melhor e maior utilização através da Ginástica Cerebral. “Todo mundo tem um lado (cérebro) mais desenvolvido que o outro. O que fazemos é estimular o uso através da ativação da circulação cerebral”, comenta Rosangela Spoladore, com formação em artes e pedagogia, coordenadora responsável pelos projetos Vivart e Ginástica Cerebral do Instituto Eficaz.

Para a fundadora do Instituto, Nadia Cristina Benitez, a motivação no cérebro pode refletir diferentes resultados no cotidiano. O estímulo pode promover uma ativação da memória, do raciocínio lógico e agilidade no pensar. Para as crianças o despertar de ambos os lados pode representar melhor desempenho escolar com uma aprendizagem significativa além do reconhecimento de suas aptidões. Entre os jovens e adultos, o aprendizado através de exercícios visa ativar áreas não trabalhadas do cérebro e promover exercícios constantes auxiliando na observação e também na eliminação do estresse. “A utilização dos dois lados do cérebro é algo novo. Os estudos vêm sendo feitos há pouco mais de 40 anos, mas ainda assim já reconhecemos os benefícios dos exercícios”, confirma Rosangela.

Fonte: Assessoria

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Foz será sede de fórum mundial

A apresentação do projeto à ministra Gleisi Hoffmann reuniu representantes das instituições promotoras do fórum.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Fundo Andaluz de Municípios pela Solidariedade Internacional (Famsi) e a Itaipu Binacional acabam de firmar uma parceria para a realização do 2º Fórum Mundial de Agências de Desenvolvimento Local, em Foz do Iguaçu, em outubro de 2013. Na sexta-feira (27), a iniciativa ganhou o apoio do governo federal, após apresentação do projeto pelos representantes das instituições promotoras à ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, em Brasília.

O desenvolvimento de territórios a partir de suas potencialidades locais é hoje, assim como a sustentabilidade e a economia verde, um dos temas mais discutidos no âmbito das Nações Unidas e dos fóruns internacionais ligados à ONU.

“Na América Latina de maneira geral, e o Brasil não é exceção, predomina uma visão de desenvolvimento baseada em trazer investimentos de fora. Mas o desenvolvimento local preconiza um estudo profundo das potencialidades de uma determinada região e um plano de longo prazo para desenvolvê-la”, explicou Jorge Miguel Samek, diretor-geral brasileiro da Itaipu. “O que queremos com a realização desse fórum é difundir o conceito e contribuir para que se torne política pública no Brasil e nos países que vierem participar”.

A ministra Gleisi Hoffmann afirmou que esse tema interessa ao Brasil e à América Latina e que irá constituir um grupo de articulação de políticas públicas federais voltadas ao desenvolvimento local. “Desenvolvimento não pode ser importado. Deve ser promovido conforme a realidade de cada território”, disse a ministra.

A primeira edição do Fórum Mundial de Agências de Desenvolvimento Local foi realizada pela Famsi e pelo Pnud em outubro de 2011, em Sevilha, na Espanha, e reuniu mais de mil autoridades de 47 países. Para a definição da sede da segunda edição, Foz do Iguaçu disputou com cidades nos cinco continentes. A expectativa dos organizadores é atrair ainda mais participantes, principalmente latino-americanos, para o evento.

A realização do fórum coincide com a decisão de instalar em Foz do Iguaçu um escritório do programa Articulação de Redes Territoriais (Art), do Pnud, que também trabalha com esse conceito de desenvolvimento, buscando promover alianças e parcerias entre regiões em desenvolvimento. A criação do escritório ainda depende de aprovação do Itamaraty, mas a expectativa é que venha a trabalhar em sintonia com iniciativas como o Núcleo de Fronteira e outros programas que vêm buscando mudar a realidade da fronteira trinacional de Argentina, Brasil e Paraguai.

Fonte:JIE

Com maquete gigante, Ecomuseu de Itaipu reabre suas portas nesta terça-feira

A partir de terça-feira (31), o Ecomuseu da Itaipu reabrirá as sua portas após a reforma que trouxe um novo atrativo: uma maquete gigante de 76 metros quadrados, que permitirá ao visitante uma viagem pedagógica pela fronteira do Brasil, Paraguai e Argentina.
 
Com 10 metros de comprimento e 7,6 metros de largura, a maquete do Ecomuseu é uma das maiores do País. O modelo exibe o relevo de uma área equivalente a 48 mil metros quadrados, representada em uma escala de 1:25.000 – ou seja, 25 mil vezes menor que o espaço original.

O destaque é para a Bacia do Paraná 3, região que abrange 29 municípios do Oeste paranaense.

Para conhecer de perto toda a região e ainda parte do território paraguaio e argentino, o visitante só precisa olhar para baixo. A maquete está instalada sob um piso de vidro de três centímetros de espessura, cuja estrutura completa chega ao peso de seis toneladas. Na mesma sala, 750 fio de fibra ótica, aplicados no forro de gesso, simulam um céu estrelado. Nas paredes laterais da maquete, oito telas com teclas sensíveis ao toque exibem depoimentos de moradores dos 29 municípios da BP3. Os vídeos contam um pouco da relação destas pessoas com o ambiente onde vivem. Os monitores touchscreen permitem ainda que o visitante conheça as ações socioambientais de Itaipu desenvolvidas na bacia.

O sistema de áudio que acompanha as telas é outra inovação do museu. Os visitantes poderão ouvir as gravações debaixo de uma cúpula que direciona o som apenas para o espectador, os soundtubes.

A tecnologia também está presente no corredor de acesso à maquete, um túnel virtual com projeções de imagens e sons da natureza.


Como conhecer
Há duas formas de visitar o Ecomuseu, aberto de terça a domingo, das 8h às 17h. Para visitação individual ou em grupos de turismo, os ingresso devem ser adquiridos no Centro de Recepção de Visitantes (CRV) de Itaipu, na Avenida Tancredo Neves, 6731, ou pela internet, no site https://www.turismoitaipu.com.br/.

O atendimento por telefone é feito pelos números 0800 645 4645 ou +55 45 3520 6676. O valor é de R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia entrada).

Para visitas institucionais, feitas em grupo por escolas ou instituições, o contato para reservas é o (45) 3520-5626.

Gleisi, a Dilma da Dilma

A presidente Dilma Rousseff aproveitou a primeira reunião ministerial de 2012, na semana passada, para confirmar o papel da ministra chefe da Casa Civil, Glesi Hoffmann, de “gerente” de seu governo. Segundo reportagem da Folha de São Paulo, Dilma deixou claro aos demais ministros, que Gleisi esta encarregada pessoalmente por ela de agir como “a Dilma da Dilma”, no sentido de ser a responsável pelo controle gerencial do governo. O termo é uma referência ao papel desempenhado pela própria Dilma, quando ministra da Casa Civil do governo do ex—presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a reportagem, antes de encerrar o encontro, Dilma retomou a palavra e avisou aos ministros de que não adianta tentar passar por cima de Gleisi para falar com ela. “Gleisi é uma de vocês, mas quando fala, fala por mim. Antes de falar comigo, tem que falar com ela”, afirmou a presidente.

Dilma ainda teria dado um ultimato, ao avisar que se os ministros faltarem às reuniões marcadas na Casa Civil e, em seu lugar, decidirem mandar seus assessores, Gleisi está orientada a cancelar os encontros automaticamente. “Eu não quero saber de pessoas não qualificadas nas reuniões”, disse a presidente.

A Cuba que Dilma visita, por Emir Sader

Assim que Fidel e seus companheiros tomaram o poder e o governo dos EUA acentuou suas articulações para tratar de derrubar o novo poder, a grande burguesia cubana e uma parte da classe média alta foram se refugiar em Miami. Bastava esperar que mais um governo rebelde capitulasse diante das pressões norte-americanas ou fosse irremediavelmente derrubado. Afinal, nenhum governo latinoamericano rebelde tinha conseguido sobreviver. Poucos anos antes Getulio Vargas tinha se suicidado e Peron tinha abandonado o governo. Os dois governos da Guatemala que tinham ousado colocar em prática uma reforma agrária contra a United Fruis – hoje reciclada no nome para Chiquita -, sofreram um violento golpe militar.


Como um governo cubano rebelde, em plena guerra fria, a 110 quilômetros do império, conseguiria sobreviver? Cuba era o modelo do “pátio traseiro” dos EUA. Era ali que a burguesia cubana passava suas férias como se estivesse numa colônia sua. Era ali que os filmes de Hollywood encontravam os cenários para os seus melosos filmes sentimentais. Era ali que um aristocrata cubano tinha importado Esther Williams para inaugurar sua casa no centro de Havana, mergulhando numa piscina cheia de champanhe. Era em Cuba que os milionários norteamericanos desembarcavam com seus iates diretamente aos hotéis com cassinos ou às suas casas, sem sequer passar pelas alfândegas. Era ali que os marinheiros norteamericanos se embebedavam e ofendiam os cubanos de todas as formas possíveis. Era para Cuba que a Pan American inaugurou seus vôos internacionais. Era ali que as construtoras de carros norte-americanas testavam seus novos modelos, um ano antes de produzi-los nos EUA. Foi em Cuba que a máfia internacional fez seu congresso mundial no fim da segunda guerra, para repartir os seus mercados internacionais, evento para o qual contrataram o jovem cantor Frank Sinatra para animar suas festas. Em suma, Cuba era um protetorado norteamericano.


Os que abandonaram o país deixaram suas casas intactas, fecharam as portas, pegaram o dinheiro que ainda tinham guardado e foram esperar em Miami que o novo governo fosse derrubado e pudessem retomar normalmente sua vida num país de que se consideravam donos, associados aos gringos.


Há um bairro em Miami que se chama Little Havana, onde os nostálgicos ficam olhando para o sul, cada vez menos esperançosos de que possam retornar a uma ilha que já não podem reconhecer, pelas transformações radicais que sofreu. Participaram das tentativas de derrubada do regime, a mais conhecida delas a invasão na Baía dos Porcos, que durou 72 horas, mesmo se pilotada e protagonizada pelos EUA – presidido por John Kennedy naquele momento. Os EUA tiveram que mandar alimentos para crianças para conseguir recuperar os presos da invasão, numa troca humanitária.


Cuba mudou seu destino com a revolução, conseguiu ter os melhores índices sociais do continente, mesmo como país pequeno, pobre, ao lado dos EUA, que mantem o mais longo bloqueio da história – há mais de 50 anos -, tentando esmagar a Ilha.


Durante um tempo Cuba pode apoiar-se na integração ao planejamento conjunto dos países socialistas, dirigida pela URSS, que lhe propiciava petróleo e armamento, além de mercados para seus produtos de exportação. O fim da URSS e do campo socialista aparecia, para alguns, como o fim de Cuba. Depois da queda sucessiva dos países do leste europeu, a imprensa ocidental se deslocou para Cuba, instalou-se em Havana Livre, ficaram tomando mojitos e daiquiris, esperando para testemunhar a ansiada queda do regime cubano. (Entre eles estava Pedro Bial e a equipe da Globo.)


Passaram-se 23 anos e o regime cubano está de pé. Desde 1959, 10 presidentes já passaram pela Casa Branca e tiveram que conviver com a Revolução Cubana – de que todos eles previram o fim.


Cuba teve que se reciclar para sobreviver sem poder participar do planejamento coletivo dos países socialistas. Cuba teve que fazer um imenso esforço, sem cortar os direitos sociais do seu povo, sem fechar camas de hospitais, nem salas de aulas, ao invés da URSS de Gorbachev, que introduziu pacotes de ajuste e terminou acelerando o fim do regime soviético.


É essa Cuba que a Dilma vai encontrar. Em pleno processo de reciclagem de uma economia que necessita adaptar suas necessidades às condições do mundo contemporâneo. Em que Cuba intensificou seu comércio com a Venezuela, a Bolívia, o Equador – através da Alba -, assim como com a China, o Brasil, entre outros. Mas que necessita dar um novo salto econômico, para o que necessita de mais investimentos.


Necessita também aumentar sua produtividade, para o que requer incentivar o trabalho, de acordo com as formulações de Marx na Critica do Programa de Gotha, de que o principio do socialismo é o de que “a cada um conforme o seu trabalho”, afim de gerar as condições do comunismo, em que a fartura permitira atender “a cada um conforme suas necessidades”.


Cuba busca seus novos caminhos, sem renunciar a seu profundo compromisso com os direitos sociais para toda a população, a soberania nacional e a solidariedade internacional. Cuba segue desenvolvendo suas políticas solidárias, que permitiram o fim do analfabetismo na Venezuela e na Bolívia e o avanço decisivo nessa direção em países como o Equador e a Nicarágua.


Cuba mantem sempre, há mais de dez anos, a Escola Latinoamericana de Medicina, que já formou na melhor medicina social do mundo, de forma gratuita, a milhares de jovens originários de comunidades carentes todo o continente – incluídos os EUA. Cuba promove a Operação Milagre, que ja’ permitiu que mais de 3 mil latino-americanos pudessem recuperar plenamente sua visão.


Cuba é um sociedade humanista, que privilegia o atendimento das necessidades dos seus cidadãos e dos de todos os outros países necessitados do mundo. Que busca combinar os mecanismos de planejamento centralizado com incentivos a iniciativas individuais e a atração de investimentos, na busca de um novo modelo de crescimento, que preserve os direitos adquiridos pela Revolução e permite um novo ciclo de expansão econômica.


Aqueles que se preocupam com o sistema politico interno de Cuba, tem que olhar não para Havana, mas para Washington. Ninguém pode pedir a Cuba relaxar seus mecanismos de segurança interna, sendo vítima do bloqueio e das agressões da mais violenta potência imperial da história da humanidade. A pressão tem que se voltar e se concentrar sobre o governo dos EUA, para o fim do bloqueio, a retirada da base naval de Guantanamo do território cubano e a normalização da relação entre os dois países.


É essa Cuba que a Dilma vai se encontrar, intensificando e ampliando os laços de amizade e os intercâmbios econômicos com Cuba. Não por acaso o Brasil só restabeleceu relações com Cuba depois que a ditadura terminou, intensificando essas relações no governo Lula e dando continuidade a essa política com o governo Dilma.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Casa do Teatro abre inscrições para cursos de artes, realizadas no Teatro Barracão.

Inovar, transformar e compartilhar. As três conjugações articuladas formam a base pedagógica das oficinas em artes oferecidas pela associação cultural Casa do Teatro, que acaba de iniciar o período de inscrição. O objetivo dos cursos é desenvolver o potencial criativo e fomentar as formas de expressão, por meio das atividades lúdicas.

Neste semestre, as oficinas serão realizadas nas linguagens de teatro, ballet, bateria, violão e jazz, sendo dirigidas a crianças, adolescentes e jovens. Já o curso de dança soltá contará com uma turma especial, formada apenas de mulheres adultas. As atividades, ministradas em horários variados, são desenvolvidas no Teatro Barracão, equipamento público de cultura localizado na região Jardim São Paulo. As turmas são dividas por faixa etária e nível de desenvolvimento e apropriação dos conteúdos.

 
Conforme  a coordenadora da entidade, Arinha Rocha, o objetivo das oficinas é oferecer formação técnica aos participantes e ao mesmo tempo promover espaços de vivências e de sociabilidade entre as pessoas. “A arte humaniza. Nos tornamos indivíduos melhores quando permitimos a manifestação da sensibilidade e da criatividade artísticas, construindo relações humanas mais tolerantes e respeitosas. Além disso, através de trocas culturais que são simbólicas, aprendemos a ser cidadãos melhores, desconstruindo noções de poder e praticando mecanismos de igualdade, liberdade e autonomia”, enfatiza Arinha.

Seis meses
As oficinas artísticas duram seis meses de duração, período em que os participantes recebem conteúdos técnicos específicos em cada modalidade praticada. Nos cursos cênicos, de dança e teatro, os alunos participam de laboratórios de montagem de espetáculos.

Ao final de cada semestre, todos os participantes apresentam espetáculos individuais e coletivos, durante a Mostra da Cidadania. O evento apresenta ao públicos os trabalhos derivados das oficinas, reunindo os pequenos e jovens artistas e seus familiares, além da comunidade em geral.

Mais informações pelo telefone: (45) 3027-1474 ou o email: casadoteatrofoz@hotmail.com

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Foz deve sediar evento internacional de agências de desenvolvimento

Representantes do Fundo Andaluz de Municípios pela Solidariedade Internacional (Famsi) estão em Foz do Iguaçu para negociar a realização do 2º Fórum Mundial de Agências de Desenvolvimento Local. A Itaipu participou da primeira edição do evento, realizada em outubro de 2011, na Espanha, representada pelo assessor do diretor-geral brasileiro, Herlon Goelzer de Almeida. Na ocasião, ele apresentou a proposta ao Famsi, responsável pela organização do Fórum, para a realização do próximo evento em Foz, em 2013. A expectativa é concluir as negociações até sexta-feira (27).

PNUD negocia criação de escritório no PTI

Da esquerda para a direita: Juan Sotuyo, superintendente da Fundação PTI; Herlon de Almeida, assessor do DGB; Giovanni Camilleri, representante do PNUD; e Santiago Gallo, da área de cooperação internacional do PTI.

O projeto Articulação de Redes Territoriais (ART), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), está em negociações com a Itaipu para a instalação de um escritório de representação para a América Latina, no Parque Tecnológico Itaipu (PTI). Em operação desde 2005, o ART já contabiliza cerca de 1.200 projetos de cooperação dos mais variados gêneros, como o compartilhamento de tecnologias, técnicas de gestão, ações ambientais e sociais.

Conforme explica o coordenador internacional do ART, Giovanni Camilleri, essa iniciativa distingue-se do tradicional modelo de cooperação entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, que pressupõe uma relação doador-receptor. “Buscamos promover parcerias em que as duas partes possam contribuir para o desenvolvimento uma da outra”, afirmou.

O foco do ART, segundo ele, é buscar o desenvolvimento econômico e social a partir dos talentos regionais e não da importação de modelos já utilizados por países ricos. “Também não se trata apenas de uma troca de informações e experiências, mas também de apoio na execução dos projetos”, completou.

Camilleri explicou que são várias as razões para o PNUD ter uma representação dessa iniciativa no Brasil, mas destacou duas. Em primeiro, muitos países do hemisfério Sul reconhecem no Brasil um parceiro com quem podem compartilhar diversos temas de desenvolvimento. “Em segundo, identificamos que a Itaipu tem uma experiência relevante em temas como energia, água e relacionamento binacional”, apontou.

Conforme o assessor da diretoria-geral brasileira da Itaipu, Herlon Goelzer de Almeida, a presença do escritório do ART, caso venha a ser confirmada, beneficiará projetos voltados ao desenvolvimento da região da Tríplice Fronteira. “É um projeto com larga experiência internacional no apoio a projetos de cooperação e que, por isso, têm muito a contribuir para a nossa região”, disse.

Fonte: JIE

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

IFPR: Inscrições para novatos podem ser feitas até sexta-feira

Os alunos aprovados no Processo Seletivo do Instituto Federal do Paraná (IFPR), no campus de Foz do Iguaçu, para os cursos de Informática, Edificações e Hidrologia podem fazer a inscrição até sexta-feira (27).

Caso os calouros não compareçam à unidade no período estabelecido, serão eliminados. Os novatos foram aprovados no processo seletivo realizado em dezembro.

As aulas iniciam no dia 13 de fevereiro com 800 estudantes.

Documentos

Para efetivar a matrícula, o candidato deve comparecer à sede do IFPR, localizada na Avenida Araucária, 780, Vila A, com original e cópia: Cédula de Identidade (RG); Cadastro de Pessoa Física (CPF) e Histórico Escolar do Ensino Fundamental.

Os aprovados nas vagas de inclusão racial, social, indígena ou com deficiência, além da documentação, precisam apresentar documentos que comprovem a origem.

Segundo o diretor-geral do Campus de Foz do Iguaçu, Luiz Carlos Eckstein, o objetivo da instituição é suprir a carência de técnicos no mundo do trabalho. Ainda, oferecer uma capacitação profissional aos jovens e às pessoas interessadas em uma nova profissão.

Mais informações pelo telefone (45) 3422-5300 ou pelo (45) 9972-6731

Governo pretende aprimorar normas de proteção aos consumidores dos serviços bancários

Conversa com a Presidenta O governo federal está trabalhando para aperfeiçoar a regulação do sistema bancário e aprimorar as normas de proteção aos consumidores dos serviços financeiros. A President explicou que todo banco é obrigado a oferecer gratuitamente um número básico de transações relativas a saques, extratos e cheques.

Em relação aos serviços não gratuitos, acrescentou, uma das medidas adotadas foi a padronização das denominações e siglas dos serviços bancários, além da descrição minuciosa do seu significado, para facilitar a comparação das tarifas cobradas. Segundo a presidenta, o Banco Central mantém na internet os valores que cada instituição cobra pelos serviços.
“Os clientes podem comparar os preços e dispor de base para negociar melhores tarifas com seu banco. Outra importante inovação foi a criação da portabilidade, que determina que um banco tem que enviar os dados cadastrais, do crédito e dos salários a outra instituição, caso seu cliente decida mudar de banco. Isso aumenta o poder de barganha do cliente. E se houver descumprimento das normas, basta entrar em contato com a ouvidoria da instituição ou então acionar a Central de Atendimento do BC, pelo telefone 0800-9792345”, disse a presidenta.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Em uma década, 10 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema, mostram dois diferentes estudos

Até pouco tempo muitos brasileiros saíam do Brasil em busca de uma vida "melhor" em países desenvolvidos. Deixavam suas famílias para trabalhar "duro" em países como Estados Unidos, Espanha, Inglaterra e Portugal. A justificativa era a falta de oportunidade de ganhar dinheiro e ter uma boa condição de vida no Brasil. Entretanto, em uma década é possível ver as mudanças. Hoje, o país tem muita oferta de emprego e até falta mão de obra. O resultado é uma população mais feliz, com mais qualidade de vida, com casa própria, com carro e bens de consumo. E o melhor de tudo isso, sem precisar deixar a família, a língua pátrica e, ainda, de forma regular, sem correr o risco de ser deportado, pois não vive clandestinamente.

Leia a matéria publicada nesta segunda-feira, pelo Estadão

Pela primeira vez a classe E, a base da pirâmide social, representa menos de 1% dos 49 milhões de domicílios existentes no País. Isso significa que o número de brasileiros em situação de pobreza extrema teve uma drástica redução nos últimos dez anos, conforme apontam duas pesquisas de consultorias que usaram metodologias distintas.

Em números exatos: 404,9 mil ou 0,8% dos lares são hoje de classe E, segundo os cálculos do estudo IPC-Maps, feito pela IPC Marketing, consultoria especializada em avaliar o potencial de consumo. Em 1998, a classe E reunia 13% dos domicílios, indica o estudo baseado em dados do IBGE.

Marcos Pazzini, responsável pelo estudo, explica que os dados são atualizados segundo um modelo desenvolvido pela consultoria, que leva em conta a pesquisa do Ibope Mídia sobre a distribuição socioeconômica dos domicílios, projeções de crescimento da população e da economia, entre outros indicadores. Os lares são classificados segundo o Critério Brasil, da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (Abep), que leva em conta a posse de bens e o nível de escolaridade do chefe da família.

O Instituto Data Popular, especializado em baixa renda, vai na mesma direção. Em 2001, a classe E era 10% da população (17,3 milhões) e, em 2011, tinha caído para 3,6% ou 7 milhões, segundo o estudo que divide a população pela renda mensal per capita - R$ 79 para a classe E.
"Não dá para dizer que acabaram os pobres, mas diminuíram muito, e a condição social deles melhorou porque tiveram acesso a vários bens de consumo, o que antes era praticamente impossível", afirma Pazzini.
Segundo o sócio diretor do Data Popular, Renato Meirelles, a tendência das pesquisas é a mesma: uma forte redução do contingente de pobres. "Em dez anos, foram 10 milhões de pessoas a menos na classe E", observa, ponderando que a divergência entre a ordem de grandeza dos resultados pode ser decorrente do fato de muitas pessoas da classe E não terem domicílio.

Mobilidade

As participações das classes E e D na estrutura social encolheram por causa da forte migração que houve entre 1998 e 2011. A fatia dos domicílios de classe D caiu quase pela metade no período, de 33,6% para 15,1%. Já os estratos C e B cresceram. Em 1998, 17,8% dos domicílios eram da classe B e, em 2011, representavam 30,6%.

Na classe C, o crescimento foi ainda mais significativo, de 31% em 1998 para 49,3% em 2011, aponta o IPC-Maps. Resultado: quase 80% dos lares brasileiros hoje já são de classe C ou B. "Não dá mais para falar em pirâmide social, com a baixa renda representando a maior parte da população. Agora a estratificação social é como um losango", diz Pazzini. Ele destaca que hoje o porcentual de domicílios mais pobres (0,8%) quase empata com o total de mais ricos (0,5%).

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

IFPR abre período de matrículas para novatos nesta segunda-feira (23)

O Instituto Federal do Paraná (IFPR), campus de Foz do Iguaçu, abre nesta segunda-feira (23), o período de matrículas para novatos. 

O cronograma – veja quadro abaixo – será dividido de acordo com um dos três cursos técnicos escolhido: informática, edificações e hidrologia. Ao todo serão matriculados 115 estudantes.

Caso os calouros não compareçam à unidade no período estabelecido, serão eliminados. Os novatos foram aprovados no processo seletivo realizado em dezembro.

As aulas iniciam no dia 13 de fevereiro com 800 estudantes, mas a meta para os próximos anos é atender 2,5 mil alunos.

Documentos

Para efetivar a matrícula, o candidato deve comparecer à sede do IFPR, localizada na Avenida Araucária, 780, Vila A, com original e cópia: Cédula de Identidade (RG); Cadastro de Pessoa Física (CPF); Histórico Escolar do Ensino Fundamental - para aprovados nos cursos Técnicos Integrados –; Histórico Escolar do Ensino Médio – para cursos Técnicos Subsequentes -.No caso da não-apresentação dos originais, as cópias devem ser autenticadas.

Os aprovados nas vagas de inclusão racial, social, indígena ou com deficiência, além da documentação, precisam apresentar documentos que comprovem a origem.

Segundo o diretor-geral do Campus de Foz do Iguaçu, Luiz Carlos Eckstein, o objetivo da instituição é suprir a carência de técnicos no mundo do trabalho. Ainda, oferecer uma capacitação profissional aos jovens e às pessoas interessadas em uma nova profissão.

Confira o cronograma de datas e horários

DATA      HORÁRIO                                                     CURSO
23            Das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30      Informática
24            Das 8h30 às 11h30h e das 13h30 às 17h30    Edificações
25            Das 8h30 às 11h30h e das 13h30 às 17h30    Hidrologia


Os alunos que não conseguirem estar no dia estipulado para seu cursos poderão fazer a matrícula nos dias 26 e 27, no mesmo horário.

Mais informações pelo telefone (45) 3422-5300 ou pelo (45) 9972-6731

Governo do PR aumenta em quase cinco vezes gasto com comunicação

O governo do Paraná, comandado por Beto Richa (PSDB), vai gastar neste ano mais de quatro vezes mais na área de comunicação do que em 2011.

O orçamento de 2011 havia sido definido pelo governo anterior, de Roberto Requião (PMDB) e de seu vice Orlando Pessuti (PMDB).

Durante os oito anos em que governou o Estado, Requião cortou as verbas de publicidade para os jornais e rádios locais, medida que chamava de "choque de moralidade".

Neste ano, os gastos da Secretaria de Comunicação Social serão de R$ 52,1 milhões --valor quase cinco vezes maior que o orçamento do ano anterior, de R$ 11,6 milhões.

Cerca de 70% do orçamento da pasta, afirma o governo, deve ser destinado a contratos de publicidade, cuja licitação está em andamento.

Seis agências serão contratadas, ao custo total de R$ 143,5 milhões (valor diluído entre várias secretarias).

O objetivo das peças, segundo o edital de licitação, será "resgatar a confiança da população no governo do Paraná e aumentar a autoestima dos paranaenses em relação a seu Estado", além de "atrair o interesse dos grandes investidores".

O secretário de comunicação do Paraná, Marcelo Cattani, disse, via assessoria de imprensa, que, diferentemente do governo anterior, a atual gestão considera a política de comunicação uma política pública.

"[O governo] tem o dever de dar publicidade, de forma clara, abrangente e objetiva, aos programas que desenvolve, a fim de que as comunidades tenham conhecimento suficiente daquilo que é realizado em seu favor", afirma o governo, no edital para a contratação das agências de publicidade.

ESTELITA HASS CARAZZAI
DE CURITIBA
Caderno Poder Folha.com

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1036723-governo-do-pr-aumenta-em-quase-cinco-vezes-gasto-com-comunicacao.shtml

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Sósia de Aécio na minissérie da Globo? Será?

O texto escrito porEduardo Guimarães, no Blog da Cidadania, faz uma crítica a minissérie estreada na Globo essa semana. Vale a pena ler.


Paulo Ventura (Domingos Montagner) é o presidente da Câmara dos Deputados na nova minissérie da Globo, Brado Retumbante. Quando um acidente aéreo mata o Presidente da República e o vice, o personagem – da faixa etária de Aécio Neves, incrivelmente parecido com ele e mulherengo como o próprio, ainda que idealista e honesto como o Superman – assume a Presidência e passa a combater sem tréguas a corrupção que o antecessor deixou (!).


Acima de tudo, a produção deixa ver um fato até então insuspeito. Apesar de que a imprensa paulista passou a hostilizar o senador tucano por Minas Gerais, coincidentemente após o lançamento do livro Privataria Tucana, a mídia carioca – ou seja, a Globo – deixa ver que pode ter decidido pular fora do barco de José Serra, que, a esta altura, deve estar mordendo os cotovelos de raiva e inveja…

Quanto à estratégia da Globo, é apenas um começo de trabalho visando 2014. Mas ao levar ao ar material publicitário de tal porte em benefício de um político, a emissora da família Marinho escancara que a sua aposta no neto de Tancredo Neves não é pequena nem fortuita. O descaramento de colocar quase um clone dele como político incorruptível, um verdadeiro herói, só se justifica diante de grande esperança em que decole.

Não é a primeira vez que a Globo faz algo assim. Já fez uma novela inteiramente com finalidade política, só que como propaganda negativa. O Salvador da Pátria foi ao ar entre 8 de janeiro e 14 de agosto de 1989, ano da primeira eleição presidencial depois de vinte e um anos de ditadura e quatro de transição para a volta efetiva da democracia. Daquela vez, o protagonista pretendia parodiar o então candidato Lula.

A trama gira em torno de Sassá Mutema (Lima Duarte), um bóia-fria ignorante e ingênuo que se deixa cooptar por… Sindicalistas! Sassá acaba convencido a se candidatar a prefeito e acaba se elegendo. A novela mostra a transformação de um analfabeto em político poderoso, mas ainda um títere usado ao sabor das conveniências. A má notícia é que Lula acabou não sendo eleito, naquele ano, ainda que não se possa culpar (só) a novela por isso.

Brasil em números: PAC 2 – Investimentos para melhorar a infraestrutura do Brasil

O PAC 2 investirá R$955 bilhões entre 2011 e 2014. Até setembro de 2011, haviam seido investidos R$ 143,6 bilhões: R$ 13,2 bilhões do Orçamento Geral da União (OGU), R$ 2 bilhões de financiamento ao setor público, R$ 41,4 bilhões das empresas estatais, R$ 25,6 bilhões do setor privado, R$ 5,4 bilhões do Minha Casa, Minha Vida, R$ 55,2 bilhões de outros financiamentos habitacionais, além de outros R$ 700 milhões de contrapartidas estaduais e municipais.

Em 2011, o PAC 2 aumentou em 22% o volume de pagamentos e manteve valores de empenho semelhantes, na comparação com o mesmo período de 2010, ano de melhor desempenho do programa. Em 2010, foram empenhados R$ 23,3 bilhões e pagos R$ 17,7 bilhões. Em 2011, foram empenhados
R$ 22 bilhões e pagos R$ 21,6 bilhões.

Fonte: Destaques

Começa reforma ministerial

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, vai substituir Fernando Haddad no Ministério da Educação. A informação foi dada pela ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas. Para o lugar de Mercadante no Ministério da Ciência e Tecnologia, irá o atual presidente da Agência Espacial Brasileira, Marco Antônio Raupp.
“A presidenta da República, Dilma Rousseff, agradece o empenho e a dedicação do ministro Haddad à frente de ações que estão transformando a educação brasileira e deseja a ele sucesso em seus projetos futuros. Da mesma forma, ressalta o trabalho de Mercadante e Raupp nas atuais funções, com a convicção de que terão o mesmo desempenho em suas novas missões”, diz a nota divulgada pela Secom.
A posse e a transmissão de cargo dos novos ministros serão realizadas no próximo dia 24 de janeiro.
Segundo Helena Chagas, tanto o novo ministro quanto Mercadante e Haddad irão participar da reunião ministerial marcada para 23 de janeiro.

Outros nomes devem ser anunciados nos próximos dias.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Dilma muda regras de concessões de rádio e TV

A presidente Dilma Rousseff assinou nesta segunda-feira (16/1) decreto que altera regras para concessões de rádio e televisão no país. A medida muda principalmente as regras para a licitação, com exigência de garantias financeiras para participar dos leilões. Outra alteração do decreto é que as outorgas de rádio passarão a ser assinadas pelo Ministério das Comunicações. Já as concessões de TV continuarão passando pela presidência.
As mudanças começaram a ser articuladas depois que o ministério recebeu denúncias de pessoas que venceram licitações de concessões sem capacidade financeira para manter emissoras de rádio e TV. Os leilões de novas concessões estavam suspensos desde o ano passado.

A partir de agora, os interessados em obter uma concessão têm que comprovar capacidade técnica e financeira de manter a emissora no ato da inscrição no processo licitatório. Eles terão que enviar dois pareceres independentes que comprovem a capacidade econômica da empresa para executar o serviço. Também será obrigatória a comprovação de origem dos investimentos e a apresentação de balanço patrimonial e contábil, de acordo com o Ministério das Comunicações.

O pagamento da outorga, que antes era parcelado em duas vezes, agora tem que ser feito à vista, de acordo com o decreto. A caução exigida da empresa pode chegar até 10%. Na regra anterior, o valor não passava de 1%. Se o vencedor do leilão não fizer o pagamento, será desclassificado e a concessão será repassada ao segundo colocado no certame. Se a concessão não for aprovada pelo Congresso Nacional, o dinheiro será devolvido, com correção pela taxa Selic.

O decreto também altera questões de conteúdo. Com a mudança, o tempo destinado a programas locais (produzidos no município de outorga) e a produções independentes será utilizado como critério para decidir os vencedores dos leilões. Até agora, essa avaliação levava em conta o tempo destinado a programas jornalísticos, educativos, culturais e informativos. Segundo o Ministério das Comunicações, a nova exigência segue uma diretriz da Constituição, que prevê a valorização de as produções locais e as independentes.

Para o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a reformulação do processo licitatório visa a tornar as licitações mais transparentes, rápidas e eficientes. "É uma garantia para o Estado que as licitações feitas serão implementadas e virarão emissoras de rádio e televisão, evitando que pessoas entrem [na licitação] simplesmente para especular. Estamos empurrando regras para maior profissionalização dos licitantes. Estamos fazendo mais exigências que vai tornar esse processo mais seguro", disse.

Com as mudanças, o governo pretende retomar os leilões de concessões de emissoras comerciais de rádio e TV e deve lançar em março um planejamento com datas de novas concorrências. O decreto será publicado na edição desta terça-feira (17/1) do Diário Oficial da União. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 17 de janeiro de 2012

Quadro do poder

Em tempos de reforma ministerial, indico um link de ótima matéria que trás a participação dos partidos políticos em número de ministérios e, também importante, no controle do orçamento da união.

http://www.seuguara.com.br/2012/01/reforma-ministerial-muito-mais-que-uma.html

Aproveito para anotar uma percepção. Ontem foi publicado decreto que reorganiza as concessões de rádio e TV no Brasil, estabelecendo critérios mais rígidos a fim de evitar a especulação no setor, porém um dos principais sites do país, o UOL, requenta notícia da semana passada sobre a participação do Ministro Paulo Bernardo nas aulas de reciclagem no Detran, e não fala nada sobre a pauta quente do dia. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Perplexidade Mongol

Vamos imaginar que um cientista político da Mongólia resolvesse fazer uma análise da situação política do Brasil em 2011, país que mal conhecia quando se propôs essa inusitada empreitada. Vamos imaginar que entende o português, pelo menos o suficiente para acompanhar o que a imprensa brasileira publicou sobre o assunto nos últimos meses.

Ao avançar na pesquisa, sua primeira reação seria de perplexidade. De um lado, pela diferença entre o que leu em nossos grandes jornais (e viu no noticiário dos principais -veículos de comunicação de massa) e o que compreendeu dos sentimentos da população, a partir das pesquisas de opinião disponíveis. De outro, pela discrepância entre o que diz a imprensa nativa e a internacional a respeito do Brasil.

A segunda seria de incredulidade. Se o que afirmam os analistas de nossos veículos de informação for verdade, como explicar que o governo tenha aprovação popular tão expressiva e que a avaliação externa seja quase unanimemente positiva? É possível que as fontes que consultam – normalmente vinculadas aos partidos de oposição – sejam as únicas que estão certas. Mas não é provável.

Nosso analista mongol ficaria desconfiado. O Brasil que viu nesses jornais é incoerente com aquele que esperaria, como cientista político, ao tomar conhecimento de alguns fatos básicos sobre o País.

Temos no poder um partido que venceu três eleições seguidas (cuja lisura não foi questionada por ninguém), em todas apresentando, com a clareza possível nesses casos, uma proposta de governo. E que cumpriu, no fundamental, o que havia prometido: manter algumas coisas, inovar em outras.

Nem Lula nem Dilma inventaram políticas de última hora, sacaram mágicas da algibeira (como havia acontecido há não muito tempo). Não praticaram uma política de terra arrasada para com seus antecessores ou hostilizaram governadores e prefeitos de outros partidos.

Montaram alianças governativas amplas, tentando preservar o núcleo estratégico da administração, mas admitindo que era necessário, nas condições institucionais vigentes, ceder espaço aos aliados. Excessos, quando constatados, foram punidos (às vezes, de forma mais branda que o recomendado). Não foram eles que criaram o modelo.

É um país onde o governo tem ampla maioria no Congresso e a faz funcionar nos momentos decisivos. (Não escaparia ao mongol que, na última votação relevante do ano, no Senado, a respeito da “desvinculação das receitas da União”, a chamada DRU, o governo venceu pelo placar de 52 a 13. Em sua opinião abalizada, isso seria uma legítima “maioria operativa”.)

Estabilidade institucional, democracia em funcionamento, governo bem avaliado, avanços na solução de problemas sociais crônicos, uma das economias mais protegidas da crise internacional (e que continua a crescer apoiada em forças autóctones). Com tudo isso, qual é o “grande problema” do Brasil? Por que é tão difícil às nossas oposições – na política e na mídia – entender a razão de não termos “indignados”?

Podemos olhar o que aconteceu em 2011 de duas maneiras: pensando no que é chamado, em inglês, big picture – procurando identificar as coisas realmente importantes – ou prestando atenção no vaivém do cotidiano. Que também é relevante, mas de maneira diferente.

As “crises no ministério”, as “denúncias de irregularidades”, as “desavenças na base do governo”, os “atrasos nas obras do PAC”, os “aeroportos lotados”, tudo isso existe, é preocupante e exige remédios. Mas não muda o “quadro geral”, a “visão do conjunto”.

Na política (como sabe o mongol), é preciso ganhar eleições. Quem não consegue pode acreditar que as suas são as melhores ideias do mundo, considerar-se o mais preparado, o mais ético, o mais predestinado, mas não conseguirá mostrá-lo (a menos que seja dispensado de vencê-las, chegando ao poder por outras vias).

Para o PT, as perspectivas melhoraram, com o sucesso de Dilma. É claro que é cedo e que apenas o primeiro ano transcorreu. Mas o partido já pode raciocinar com duas opções de candidatura para 2014. Ambas, se tudo permanecer como está, terão chances reais de vitória. A escolha será política e não pragmática.

Enquanto isso, indefinidas sobre o que querem dizer ao País, divididas em correntes inconciliáveis, sem nomes nacionais (fora os desgastados), o cenário não é bom para as oposições.

Ao concluir seu relatório, nosso amigo mongol chegaria à conclusão de que, a tomar por 2011, o quadro geral da política brasileira aponta, objetivamente, para um longo período de hegemonia do “lulopetismo” (para desconsolo de alguns).


Marcos Coimbra
mcoimbra@br.inter.net

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi. Também é colunista do Correio Braziliense e da Carta Capital.

Novo mínimo colocará R$ 48 bilhões nas mãos da classe C

O reajuste de 14,13% no piso do salário mínimo irá beneficiar 66 millhões de brasileiros e adicionar R$ 63,98 bilhões na economia durante o ano de 2012, aponta estudo da consultoria Datapopular.  Neste mês, o piso nacional passou de R$ 545 para R$ 622.

Segundo o levantamento, a classe C (famílias com renda per capita entre R$ 327 e R$ 1.410, pelos critérios do instituto), será a maior beneficiada pelo aumento, ficando com R$ 48,3 bilhões - valor maior que o PIB (Produto Interno Bruto) da Bolívia e Paraguai, por exemplo.

Taxa de juros é a menor desde 95, diz Anefac

A taxa média de juros cobrada das pessoas físicas nas operações de crédito recuou em dezembro para 6,58% ao mês, segundo pesquisa divulgada na segunda-feira (16) pela Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac). A taxa é a menor da série histórica da entidade, que tem início em 1995. Em novembro, a taxa média ficara em 6,67%.

Das seis linhas de crédito pesquisadas, apenas a taxa do cartão de crédito ficou estável, em 10,69% ao mês. Os juros do cheque especial recuaram de 8,41% em novembro para 8,36% no mês passado.

No empréstimo pessoal, a taxa média recuou de 4,39 ao mês % em novembro para 4,21% em dezembro nos bancos, e de 8,88% para 8,66% em financeiras – ambas também as menores taxas nas modalidades desde 1995.

Para o financiamento de automóveis, a taxa média de juros recuou de 2,20% para 2,18%, enquanto no comércio os juros ficaram em 5,36% em dezembro, ante 5,46% no mês anterior.
 
Pessoas jurídicas
Para as empresas, a taxa média de juros também recuou, passando de 3,98% ao mês em novembro para 3,87% em dezembro – a menor desde fevereiro de 2011.

Fonte: G1

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Juntos, ProUni e Sisu vão oferecer 300 mil vagas no início de 2012, diz presidenta

Café com a presidenta O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (Prouni) irão ofertar 300 mil vagas no ensino superior no primeiro semestre de 2012, informou nesta segunda-feira (16) a presidenta Dilma Rousseff.

Ao participar do programa semanal de rádio Café com a Presidenta, ela destacou que esses alunos entrarão em instituições de ensino superior a partir do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). E lembrou que, neste mês, o governo federal atingirá a marca de 1 milhão de vagas no ProUni, cujas inscrições ficarão abertas até a próxima quinta-feira (19).
“Com o Enem, nós estamos democratizando o acesso ao Ensino Superior. Além de poder escolher entre as 95 instituições públicas do Sisu, com a nota do Enem, o candidato também pode pleitear uma bolsa de estudos do Prouni, o Programa Universidade para Todos, para estudar em uma faculdade particular. Essas bolsas são para estudantes que fizeram o Ensino Médio em escolas públicas, são bolsas integrais ou parciais em 1.321 instituições em todo o país.”
Dilma Rousseff lembrou ainda que no passado muitos estudantes não prestavam vestibular em universidades públicas por ausência de recursos para o deslocamento até outros municípios. “Com o Enem, este obstáculo deixa de existir”, garantiu a presidenta, ao lembrar que o exame foi aplicado em 1,6 mil cidades brasileiras, garantindo a participação de 1,7 milhão de candidatos e a aprovação de 108 mil estudantes.

Mais informações em http://blog.planalto.gov.br/juntos-prouni-e-sisu-vao-oferecer-300-mil-vagas-no-inicio-de-2012-diz-presidenta/

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Tesouro capta pela menor taxa da história

O Brasil, por meio do Tesouro Nacional, realizou essa semana a primeira operação em dólares do mercado internacional do ano, com a reabertura do bônus de 10 anos, o Global 2021, e pagou a menor taxa da história (3,449% ao ano), captando US$ 750 milhões. O prêmio da emissão, porém, ficou um pouco superior ao da reabertura anterior do mesmo papel. Em julho de 2011, foram captados US$ 550 milhões com esse bônus, com um "spread" sobre o título americano de 105 pontos básicos. Desta vez, o prêmio foi de 150 pontos. A explicação é que agora os prêmios de risco estão altos para todos os países e os títulos do governo americano estão em patamares muito baixos. Além disso, o Brasil tem conseguido as melhores taxas entre os emergentes

Sem depender das captações externas para financiar a dívida - como ocorria no passado - e com as contas fiscais em ordem, o governo brasileiro tem se destacado no segmento de dívida soberana. Ontem, o Tesouro Nacional realizou a primeira operação em dólares do mercado internacional do ano, com a reabertura do bônus de 10 anos, o Global 2021, e pagou a menor taxa da história (3,449% ao ano) para um papel já emitido pelo Tesouro.

Mais informações em Tesouro capta pela menor taxa da história

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Diminui a desigualdade de renda em todas as regiões

Dados de um levantamento do Governo Federal apontam que o índice da distribuição do rendimento
mensal das pessoas de 10 anos ou mais diminuiu de 0,611 para 0,526 entre 2000 e 2010. A maior
queda foi verificada na região Sul, que também apresentou o menor valor para o índice.

Os domicílios com microcomputador mais que triplicaram em 10 anos. Na última década, aumentou o número de domicílios com acesso a bens de consumo durável como televisão, máquina de lavar, microcomputador e automóvel particular.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Conheça o Brasil em números: Um Brasil mais metropolitano, com mais emprego e menos desigual

A Presidência da República divulgou a segunda edição Destaques em 2011 apresentando as políticas  lançadas no período de agosto a outubro e os principais resultados e avanços alcançados nos primeiros meses do governo Dilma Rousseff.

Mais brasileiros nas grandes cidades: Em 2010, 54,7% dos brasileiros ou 104 milhões de pessoas viviam nos 283 municípios com população maior que 100 mil habitantes. Nos 3.914 municípios com população inferior a 20 mil habitantes, viviam 17,1% dos brasileiros ou 32 milhões de pessoas.

93,8% das crianças com até 1 ano são registradas: Entre as crianças menores de 1 ano de idade, 93,8% tinham registro de nascimento. Consideradas as crianças até 2 anos, 97,1% possuíam o registro civil de nascimento. Já entre as crianças com até 10 anos de idade, 98,7% eram registradas. A região Sul possuía a maior cobertura de registro de nascimento até 1 ano (98,1%), seguida pelo Sudeste, com 97,6%. A menor proporção estava na região Norte, com 82,4%. Na região Centro-Oeste, este percentual correspondia a 95,0% e no Nordeste, 91,2%. A população indígena apresentava a menor proporção de registro de nascimento: das crianças até10 anos, apenas 67,8% eram registradas.

Maioria da população é constituída por pretos e pardos: Em 2010, menos pessoas se declararam brancas e mais pessoas se declararam como pretas ou pardas, em comparação com 2000.

Mulheres são responsáveis por 38,7% dos domicílios: Dos 57 milhões de domicílios existentes no Brasil, 61,3% eram chefiados por homens (35 milhões) e 38,7% por mulheres (22 milhões). A maioria dos responsáveis (62,4%) tinha acima de 40 anos de idade.

Domicílios com microcomputador mais que triplicam em 10 anos: Na última década, aumentou o número de domicílios com acesso a bens de consumo durável como televisão, máquina de lavar, microcomputador e automóvel particular.