quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

GT Itaipu-Saúde capacita 30 cuidadores de idosos

Depois de dois meses de aula, o grupo de 30 cuidadores informais que participou do Curso para Cuidadores de Idosos do Grupo de Trabalho Itaipu Saúde (GT Itaipu-Saúde) recebeu seus certificados de conclusão na sexta-feira (30), no Sesc de Foz do Iguaçu. Os novos cuidadores agora estão mais preparados para atender os idosos, seja nas unidades hospitalares ou em domicílio.

Vera Lúcia da Silva, uma das “formandas”, trabalha no Lar dos Velhinhos. O conhecimento prático de como atender os 68 idosos internados na unidade ela já tinha, mas agora sabe também a teoria e os conceitos. “Nunca tinha participado de um curso específico como esse. As aulas foram dadas por especialistas, o que faz toda a diferença quando se trata de cuidar de pessoas. Com certeza, agora estou ainda mais preparada”, disse.

Regina e Vera: cuidadoras com experiência e, agora, formação.

Outra aluna do curso foi Regina Souza, que cuida da mãe de 84 anos. Segundo ela, as dicas dos pelos profissionais já estão sendo colocadas em prática. “Eu cuidava com amor. Agora, vou cuidar também com qualificação”, relatou.

Um dos exemplos mais interessantes de aprendizado, segundo Regina, foi a rotina do Caderno do Cuidador – uma espécie de “diário do idoso”. “É importante ter anotados todos os horários dos remédios e medicações. Assim, na troca de turno, é só ler o caderno para saber o que aconteceu e o que ainda precisa ser feito”, explica.

Capacitação

“Geralmente, o GT Itaipu-Saúde oferece cursos aos profissionais de saúde. Desta vez, porém, buscamos capacitar pessoas que não têm experiência profissional na área, mas que, no dia a dia, cuidam de idosos”, explicou Paula Rodrigues, coordenadora do curso.

O curso foi dividido em oito módulos, com enfoque na orientação e na melhoria da qualidade de vida da pessoa idosa. As disciplinas incluíram de tópicos práticos, como acomodar a pessoa na cama, auxiliar em exercícios e vestuários; a informações técnicas como alimentação saudável e medicação, emergência no domicílio e maus tratos.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

BAlada Especial: White Party beneficiará APAE

No dia 05 de dezembro, a partir das 14h30, os organizadores da festa White Party Cataratas e a Associação de Pais e Amigos Excepcionais (APAE) realizam a primeira Balada Especial. O objetivo é inserir socialmente 190 jovens na área de entretenimento e lazer através da música, diversão e interação pessoal. A festa que será realizada no dia 08 de dezembro, na ONO também está arrecadando brinquedos para ser doados a instituição. A balada será comandada pela DJ residente Marina Rocha que vai tocar sertanejo, pop e eletrônico. Depois da balada será servido um lanche para os participantes.

Serviço
Evento: Balada Especial
Local: ONO Music Hall
Endereço: Rua Rosa Cirilo de Castro, 85 – Polo Centro
Horário: 14h30
Organizadores: Marcio Queiroz
Contato: 45 – 99416573 - 30275700

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Canal Futura reforça a Rede Proteger

Encontro na Escola de Leigos reuniu representantes do Canal Futura e integrantes da Rede Proteger.

A Rede Proteger ganhou mais um reforço na defesa dos direitos das crianças e adolescentes na fronteira. O Canal Futura entregou, na sexta-feira (30), na Escola de Leigos, em Foz do Iguaçu, o guia “Que exploração é essa?” aos representantes das instituições da rede.

Produzido pelo Canal Futura, Organização Childhood e outras entidades, o material tem como objetivo servir de subsídio na luta contra a exploração e abuso sexual de meninos e meninas. Em todo o Brasil serão distribuídos mil exemplares. Além de um livreto, o guia vem acompanhado de dois CDs com filmes e séries.


Criviam (à esquerda) recebe das mãos de Lizely um exemplar do guia.

Com uma linguagem simples e acessível, o material trata da violência infanto-juvenil, violência sexual, exploração sexual, exploração sexual turística, pornografia e tráfico de pessoas, entre outros.

Lizely Roberta Borges, mobilizadora do Futura na região Sul, explicou que o guia é resultado de uma série de pesquisas e matérias produzidas pelo Futura em 2009 – e que renderam, inclusive, o Prêmio Neide Castanha de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, na categoria “Boas Práticas”.

Lizely exibe a capa do guia: mais uma ferramenta a ajudar no combate à exploração infanto-juvenil.

O material será utilizado tanto para a formação dos técnicos que atuam na defesa dos direitos à infância como também com os próprios jovens. “Fizemos algo humano e lúdico, capaz de atingir as pessoas sem causar repúdio. Os personagens relatam histórias reais e incentivam a denúncia”, disse.

Em julho de 2013, a equipe do Futura voltará à cidade para ver o resultados do trabalho. “Queremos saber se o material ajudou as instituições”, explicou Lizely.

Para Criviam Paiva de Siqueira, da Itaipu, o guia vem ao encontro dos trabalhos já realizados na capacitação dos técnicos que atuam na área. “Somente em 2012 realizamos três cursos e esse material será mais uma ferramenta”.

Fonte: JIE

Unati forma mais 25 alunos


 Fomandos da 3ª turma da Unati no CRV, sexta-feira (30).

Os 25 alunos da 3ª turma da Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati) receberam os certificados de conclusão de curso, na noite de sexta-feira (30), no Centro de Recepção de Visitantes (CRV) da Itaipu, em Foz do Iguaçu. A cerimônia contou com a presença da coordenadora do Programa Rede Cidadã, Criviam Paiva de Siqueira, do coordenador da Unati, Antônio Carlos Nantes, de representantes da Unioeste e de familiares dos formandos.

Nantes aproveitou o momento e agradeceu o apoio da Itaipu. “Itaipu é parceira desde o início, e sem essa contribuição não conseguiríamos oferecer este espaço aos nossos idosos”, ressaltou. O aprendizado, segundo o coordenador, é mútuo. “Nesses dois anos os alunos não somente aprenderam, mas foram grandes professores. Nos ensinaram com sua experiência de vida e otimismo”.

 
Os formandos

A aluna mais idosa, Leonilda Carlessi, de 80 anos, era só alegria. Depois de quase 70 anos sem sentar num banco escolar, frequentar as aulas da Unati foi um presente. “Nunca é tarde para aprender. Esses dois anos de curso foram muito rápidos. Fiz amizades muito boas”, contou. Ela nem pensa em guardar a mochila. Agora, quer fazer outros cursos oferecidos pela Unioeste, por meio da Unati. “Já fiz espanhol, agora falta informática e inglês”.

Roldão Frauzino Ribeiro, de 63 anos, também recebeu o diploma. O técnico em eletromecânica estava aposentado e sem muitos afazeres, mas quando foi convidado a voltar a estudar não pensou duas vezes. “Preferi estudar a não fazer nada. Com isso, aprendi a ter mais qualidade de vida e a ser mais companheiro”. Como Leonilda, Roldão não pretende voltar à vida sedentária. Em 2013 fará cursos de informática, espanhol e inglês. “Estou me sentindo muito mais jovem e vivo”.

Companheirismo

Carmem foi a oradora da turma: "Hoje, estamos mais fortalecidos e mais exigentes conosco mesmos”.

Carmem Firmina Scandalo, de 59 anos, era uma das mais jovens da turma de formandos. Ex-professora e com um jeito brincalhão e desinibido, como o próprio sobrenome sugere, Carmem foi a oradora da turma. “Vencemos mais uma etapa, na qual o companheirismo formou um novo despertar. Hoje, estamos mais fortalecidos e mais exigentes conosco mesmos”, discursou.

Homenageada da Noite

Criviam foi homenageada como “Nome de Turma” e o assistente do diretor-geral brasileiro, Joel de Lima, como paraninfo.

Criviam Paiva de Siqueira foi a Nome de Turma.

Em seu discurso ela parabenizou os formandos. “Estou feliz pela conquista de cada um de vocês. Estiveram em busca do conhecimento e por isso são merecedores deste diploma”, disse. E completou: “Vocês são a prova de que nunca é tarde para aprender. Desejo que continuem fazendo história por onde passarem. Esta homenagem me motiva a continuar trabalhando”.

Depois da cerimônia, os formandos participaram de um coquetel oferecido pela Itaipu.

Unati

A Unati é vinculada à Pró-Reitoria de Extensão da Unioeste e tem como finalidade reunir professores, pesquisadores, alunos e agentes universitários para desenvolver atividades de extensão, ensino e pesquisa ligadas ao processo de envelhecimento e à valorização do idoso na sociedade.

O funcionamento é semelhante a uma universidade, entretanto, para participar não é necessário ter o Ensino Médio. Basta vontade de aprender.

O calendário escolar é respeitado e os alunos precisam de 75% de frequencia para receber o certificado. Com duração de dois anos, as aulas são ministradas uma vez por semana.

Fonte: JIE

Itaipu apoia o Fórum Social Mundial Palestina Livre


 Comitiva de Foz do Iguaçu na Casa Palestina, durante o Fórum Social Mundial Palestina Livre, nessa quinta (29).

O assistente do diretor-geral brasileiro, Joel de Lima, representou a Itaipu no Fórum Social Mundial Palestina Livre, realizado na semana passada, em Porto Alegre (RS). Joel integrou uma comitiva de 15 pessoas de Foz do Iguaçu, a maioria formada por representantes da comunidade árabe-palestina da região.

O encontro teve o apoio da Itaipu, que promoveu a montagem da Casa Palestina, o maior estande do evento. O espaço reuniu e divulgou diversas informações da cultura palestina.

Joel de Lima (à direita) representa a Itaipu no evento.

Representando o diretor-geral brasileiro, Jorge Samek, Joel de Lima participou de conferências e fóruns que estimularam a discussão, troca de ideias, estratégias e planos para o desenvolvimento da solidariedade ao povo palestino.

O Fórum Social Mundial Palestina Livre é um encontro global de base popular e de mobilização da sociedade civil. Um dos objetivos do evento foi ajudar a promover a justiça e a paz no Oriente Médio.

Fonte: JIE

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Brasil está mais velho: Esperança de vida ao nascer chega a 74 anos

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a expectativa do brasileiro aumentou no último ano. Em 2011, a esperança de vida ao nascer no Brasil era de 74,08 anos (74 anos e 29 dias), um incremento de 0,31 anos (3 meses e 22 dias) em relação a 2010 (73,76 anos) e de 3,65 anos (3 anos, 7 meses e 24 dias) sobre o indicador de 2000.

Assim, ao longo de 11 anos, a esperança de vida ao nascer no Brasil, incrementou-se anualmente, em média, em 3 meses e 29 dias. Esse ganho na última década foi maior para os homens, 3,8 anos, contra 3,4 anos para mulheres, correspondendo um acréscimo de 5 meses e 23 dias a mais para os homens do que para a população feminina.


Mesmo assim, em 2011 um recém-nascido homem esperaria viver 70,6 anos, ao passo que as mulheres viveriam 77,7 anos. Essas informações estão na Tábua de Mortalidade da população do Brasil para 2011, que incorpora os dados populacionais do Censo Demográfico 2010, estimativas da mortalidade infantil com base no mesmo levantamento censitário e informações sobre notificações e registros oficiais de óbitos por sexo e idade. A partir das informações do Censo, foram feitas também revisões na série histórica.

A taxa de mortalidade infantil (até um ano de idade) em 2011 ficou em 16,1 para cada mil nascidos vivos e a taxa de mortalidade na infância (até cinco anos de idade), em 18,7 por mil. A partir do levantamento sobre a ocorrência de óbitos no domicílio, incluído pela primeira vez no questionário do Universo do Censo 2010, foi possível explorar o potencial dessa informação censitária, estabelecendo cruzamentos com variáveis associadas às características dos domicílios em que foi verificada a ocorrência de óbitos nos últimos 12 meses. Um cruzamento possível é o tipo de esgotamento sanitário. Nos domicílios com rede geral de esgoto a taxa de mortalidade infantil foi de 14,6 óbitos para cada mil nascidos vivos e a taxa de mortalidade na infância, de 16,8 óbitos para cada mil nascidos vivos, ambas abaixo das médias nacionais. Nos domicílios com esgotamento por vala, essas taxas subiram para 21,0 por mil e 24,8 por mil, respectivamente.

A taxa de mortalidade na infância para o Brasil em 2010, revisada com dados do Censo, foi estimada em 19,4 óbitos para cada mil nascidos vivos, alcançando a meta estipulada para o quarto Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) para 2015 (19,9 por mil).

As Tábuas Completas de Mortalidade para o Brasil são divulgadas anualmente pelo IBGE, sempre até o dia 1º de dezembro, em cumprimento ao Artigo 2º do Decreto Presidencial n° 3.266 de 29 de novembro de 1999. As Tábuas são usadas pelo Ministério da Previdência Social como um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário, no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social e podem ser acessadas na página.

Unati forma 25 alunos nesta sexta-feira (30)

A Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati) de Foz do Iguaçu forma nesta sexta-feira (30), 25 novos alunos. A cerimônia será às 19h, no Centro de Recepção de Visitantes (CRV), da Itaipu. Esta é a terceira turma a se formar pela Unati, desde a implantação em 2009, 55 pessoas receberam o diploma.

Participam da formatura o reitor da Unioeste, Paulo Sérgio Wolff; a diretora-geral do campus de Foz do Iguaçu, Renata Camacho Bezerra e o coordenador da Unati, Antônio Carlos Nantes.

A Itaipu é parceira da Unati através do Programa Rede Cidadã, cujo objetivo é erradicar o analfabetismo entre jovens e adultos nos municípios vizinhos ao reservatório da Usina. E desde 2010, apoia ações para o desenvolvimento e formação educacional e sociocultural da pessoa idosa.

Joel será o Paraninfo dos formandos

O assistente do diretor-geral, Joel de Lima será o paraninfo e a coordenadora do Rede Cidadã, Criviam Paiva de Siqueira, o nome de turma.

Segundo Criviam ser convidada a Nome de Turma da 3ª turma de formandos da UNATI, é uma honra, e o reconhecimento do resultado de todo o trabalho desenvolvido como coordenadora do Programa Rede Cidadã e da equipe de trabalho. “Os resultados somente foram alcançados devido ao nosso comprometimento com as políticas públicas e com o Estatuto do Idoso, que se mostra através da ação afirmativa da formatura desses 25 idosos e idosas”.

Unati

A Unati é vinculada à Pró-Reitoria de Extensão da Unioeste e tem por finalidade reunir professores, pesquisadores, alunos e agentes universitários e desenvolver atividades de extensão, ensino e pesquisa, ligadas às questões concernentes ao processo de envelhecimento. Bem como à valorização da pessoa idosa na sociedade, e sua inclusão no ambiente universitário.

O funcionamento é semelhante a uma universidade, entretanto, para participar não é necessário ter o Ensino Médio, basta vontade de aprender.

O calendário escolar é respeitado e os alunos precisam de 75% de frequencia para receber o certificado. Com duração de dois anos, as aulas são ministradas uma vez por semana.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Idosos agradecem Joel pelo apoio nas ações voltadas à terceira idade

Um grupo de idosos de Foz do Iguaçu participou de um passeio especial na Usina de Itaipu. Durante a visita, fizeram questão de fazer um agradecimento público a Joel de Lima. Segundo eles, a realização deste passeio e de outras atividades somente é possível com a ajuda de Joel.

A matéria foi publicada na edição do dia 21 no Jornal A Gazeta do Iguaçu.




Israel criará linhas de ônibus específicas para palestinos

Palestinos que trabalham legalmente em cidades israelenses, em breve, não poderão mais utilizar os mesmos ônibus que cidadãos do país. O Ministério de Transporte de Israel anunciou a criação de linhas de veículos específicas para os residentes da Cisjordânia que cobrem o trajeto de Tel Aviv até os postos de controle da fronteira com o território palestino.
Efe (22/11/2012)
Soldados israelenses descansam em ponto de ônibus. Governo do país irá criar linha específica para palestinos

A decisão veio após crescentes reclamações de colonos judeus sobre a presença dos palestinos em ônibus públicos. Os colonos reclamam que a segurança está ameaçada pela presença dos palestinos, e exigem que eles sejam devidamente revistadas antes de embarcar no veículo.

De acordo com o plano, citado pelo site de notícias israelense Walla News, as linhas já existentes vão entrar diretamente nos assentamentos judeus na Cisjordânia sem a necessidade de parar nos postos de controle, onde embarcavam os palestinos. Enquanto isso, os novos ônibus terão de passar pela inspeção das Forças de Defesa de Israel no posto de Samaria, na fronteira com o território palestino. Os veículos vão partir nos horários de saída e entrada desses trabalhadores.

O prefeito do assentamento Kernei Shomron, comemorou a resolução do Ministério de Transportes. “Estou muito contente, porque ambas as necessidades foram atendidas, tanto dos trabalhadores palestinos, que querem simplesmente levar uma vida decente, quanto dos colonos, que querem voltar às suas casas com segurança, sem o medo de ataques nos ônibus”, disse.

“Nós recebemos reclamações há muito tempo de residentes (dos assentamentos) e líderes municipais sobre os palestinos voltando de seus trabalhos em linhas regulares de ônibus, voltando sem passar por um posto de segurança”, informou a delegacia policial de Judea e Samaria citada pelo Walla News.

Terroristas e macacos

O prefeito do assentamento Ariel anunciou em sua página no Facebook que já havia se reunido com as Forças Armadas, a Polícia e o Ministério de Transporte para “impedir os palestinos de embarcar nos ônibus que vão para Ariel”. Muitos residentes deixaram comentários em seu post, caracterizando os palestinos de “terroristas” e “macacos”.

“Nas linhas de Ariel, tem mais terroristas que colonos judeus”, escreveu um deles. Outro afirmou que não conseguia visitar os parentes que vivem no assentamento porque estava muito assustada para entrar nos ônibus. “Finalmente, vocês se lembraram que nós temos ônibus repletos de árabes?”, questionou outro.

Expulsões diárias

Embora a medida ainda não tenha sido implementada, os palestinos já encontram dificuldade para embarcar nos ônibus. De acordo com apuração do jornal israelense Haaretz, oficiais de Israel começaram a expulsar esses trabalhadores em resposta às exigências dos cidadãos do país.

No início de novembro, a polícia israelense expulsou todos os passageiros palestinos de um ônibus, obrigando-os a andar por quilômetros até o próximo posto de controle das Forças de Defesa e pagar por um taxi até suas casas. “Os oficiais confiscaram seus documentos de identidade e levaram esses documentos para o posto de controle”, explicou um reservista ao Haaretz.

“Meus amigos que trabalham no posto de controle contaram que a mesma coisa aconteceu no outro dia”, acrescentou ele. Segundo reportagem do Walla News, motoristas da companhia Afikim não permitem a entrada dos palestinos em seus veículos.

Apartheid e dia-a-dia

O número de palestinos trabalhando legalmente em Israel cresceu nos últimos anos, atingindo a marca de 29 mil pessoas por dia. Esses trabalhadores moram em cidades palestinas na Cisjordânia e têm de passar por postos de controle das Forças de Defesa de Israel para conseguir entrar na cidade israelense, apesar de possuírem visto de entrada.

As únicas linhas de ônibus disponíveis para esse trajeto saem dos assentamentos judeus na Cisjordânia, que foram anexados ao território de Israel e que não admitem a entrada de palestinos sem autorização especial. Os trabalhadores embarcam nos veículos no meio de estradas depois de terem passado pela inspeção dos oficiais.

Durante a época do aparthaid, o regime da África do Sul também criou linhas de ônibus separadas para os residentes negros.

Ministro do Líbano visita Itaipu

O ministro do Turismo do Líbano, Fadi Abboud, veio a Foz do Iguaçu na última semana para participar das comemorações de 69 anos da Independência do Líbano. O Brasil e o Paraguai têm uma das maiores colônias de libaneses fora daquele país: quase 15 mil pessoas. A data da celebração de 69 anos da Independência do Líbano é 22 de novembro.
Ministro deixou sua marca na Itaipu.

No sábado (24), o ministro visitou Itaipu com sua comitiva. O assistente do diretor-geral brasileiro, Joel de Lima, recebeu os convidados e acompanhou-os durante a visita técnica pela hidrelétrica. Por fim, Fadi Abboud plantou uma árvore no Bosque dos Visitantes.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Discurso do Senador Requião

Presto contas, mais uma vez, de minhas atividades como Presidente da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, em missões no exterior. Retorno agora de Cádiz, Espanha, onde participei de mais uma assembleia parlamentar da Eurolat, que reúne Parlamentos Latino-americanos e o Parlamento Europeu.
Lá, como no “Foro de Guadalajara”, no México, assim como nas sessões do Parlamento Andino, em Lima, Perú, dominou o mesmo tema: a crise financeira global.
Se, em Guadalajara, com poucas discrepâncias, concluímos que o neoliberalismo não tem nada a contribuir para a libertação dos povos das desgraças que ele próprio engendrou, em Lima, ouvimos, estarrecidos, o presidente da Suprema Corte do país dizer que uma das tarefas fundamentais do Judiciário é a de garantir o “livre mercado” contra toda veleidade de regulamentá-lo.
Parece que as nossas Supremas Cortes enfiam-se por ínvias sendas.
Na Europa, foi possível o contato direto com os estragos –e a reação popular a eles- causados pela política de austeridade fiscal imposta a Portugal, Espanha, Itália e, principalmente, à Grécia pelo FMI, Comissão Européia e Banco Central Europeu – a tão amaldiçoada troika. De forma clara, sem qualquer véu, a conta da quebra dos bancos, com a débâcle financeira de 2008, está sendo repassada aos trabalhadores e à classe média, na forma de arrocho salarial, desemprego, cortes nos gastos de saúde, educação, previdência, habitação, aumento da jornada de trabalho sem compensação salarial. E mais.
O desemprego na Espanha ultrapassa os 25 por cento; mais de 400 mil famílias já perderam suas casas, retomadas pelos bancos, provocando uma onda de suicídios. E, até o final do ano, projeta-se, mais de 180 mil famílias serão expulsas de suas residências.
E leio nos jornais brasileiros que a Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro promove, naquela cidade, entre os dias seis e nove de dezembro, uma grande feira de oferta de imóveis, colocando à venda milhares de casas e apartamentos, tentando atrair os ricos brasileiros, porque os pobres portugueses não têm como comprar ou pagar suas casas.
Segundo o Banco de Portugal, o Banco Central deles, mais de 37 por cento das famílias lusitanas têm algum tipo de dívida; 25 por cento dos domicílios têm dívida hipotecária, de difícil resgate.
Sob a regência da senhora Merkel, uma dama de ferro tardia, uma chanceler de ferro deslocada no tempo, a troika assume os interesses das classes dominantes, releva as estripulias do mercado financeiro, cobre os rombos dos bancos, premia a especulação, por mais destinada que tenha sido.
Enquanto os inventores do subprime, enquanto os bancos, seguradoras e especuladores são resgatados e salvos sem arranhões, suas vítimas são punidas.
Enfim, nada mais do que o triunfo, a prevalência da ordem natural das coisas sob o capitalismo.
Foi o que vi, na Europa.
Vi mais. Vi no México e no Perú, vi nos debates na assembléia da Eurolat que isoladamente, que sozinhos, por nossa conta e risco, não vamos longe e permaneceremos presos à terrível ditadura do capitalismo financeiro internacional.
Paulo, o apóstolo, a quem talvez se deva a afirmação do cristianismo, sustentava que fora da igreja não havia salvação. Da mesma forma, é possível assegurar que fora da unidade –e da simbiose– latino-americana não há salvação.
Não há redenção para os nossos povos. Não há futuro para os nossos países. Não há clemência para os nossos seculares sonhos de independência, desenvolvimento e bem-estar, fora da unidade latino-americana.
O axioma é tão antigo e os pressupostos tão incontestáveis que reafirmá-los pode soar óbvio, pedante ou até mesmo tedioso.
A indispensabilidade da União Latino-americana é uma dessas verdades que de tanto serem reafirmadas parecem embotar os nossos sentidos, tornando-os insensíveis a elas. Mas são verdades que a cada passo de nossa história, especialmente em conjunturas de crise econômica –como agora- explodem à nossa frente.
O que nos impede de despertar?
O ditado “O uso do cachimbo faz a boca torta”, aplica-se aqui à perfeição. O nosso cérebro e a nossa alma, toda hora alvejados por uma mídia servil aos interesses imperiais e sempre pronta a revalidar a nossa inferioridade, entortam e distorcem a nossa percepção, deformam a nossa vontade, e moldam o nosso conformismo.
Todo sentimento de latinoamericanidade é tratado com deboche, como manifestação atrasada, jurássica. Moderno, avançado, proclamam os nossos liberais de fancaria e seus meios de comunicação, moderno e avançado é resignar-se ao papel de produtores de commodities e consumidores de produtos importados. Moderno é ser dependente.
Modernos são os acordos bilaterais, amarrando o mais fraco ao mais forte. Atrasado é formar blocos, buscando o perfeito equilíbrio entre os interesses de cada país. Moderno, como queriam Menem, Fernando Henrique Cardoso, Fujimori, e Salinas de Gortari, é a Alca, é a recolonização da América Latina.
Ao discursar na abertura da 67ª Assembleia Geral da ONU, a presidente do Brasil, Dilma Roussef, fez duras referências à política econômica dos países centrais. Criticou a guerra cambial; deplorou a opção por políticas fiscais ortodoxas que aumenta a recessão, esmaga os trabalhadores e prejudica ainda mais os países em desenvolvimento;
defendeu as iniciativas de defesa comercial dos países emergentes, repelindo a classificação de “protecionistas”.
Enfim, posições que cada um de nós, mesmo os mais críticos à presidente, assinaria. Mas não a imprensa brasileira, mas não as elites brasileiras.
Os principais veículos de comunicação de nosso país abriram espaços a críticas amargas ao discurso da presidente, posicionando-se em defesa do Fed, da troika, do FMI. Como obervou o economista José Carlos de Assis: o entreguismo parece coisa antiga, mas está vivo.
Logo, se é verdade que fora da unidade latino-americana não há salvação, da mesma forma é verdade cristalina que sob as classes dominantes de nossos países não há saída para o atraso, para se desatar as amarras que nos prendem à dependência, à condição de mendicantes. As elites de nossos países, com os seus instrumentos de dominação, como a mídia, setores das igrejas, o ensino, a academia, o sistema político-eleitoral, o judiciário são inimigas de toda mudança, de qualquer reforma, por inofensiva que seja.
Como se vê, a primeira barreira à unidade latino-americana está em nossos próprios países.
Mesmo em países que governos tendem à esquerda, persiste, resiste uma burguesia tacanha, retrógada, culturalmente limitada, sempre de plantão para apoiar golpes de Estado ou então conspirando no judiciário, no legislativo, na imprensa para que tudo permaneça como está. Quando se movimenta é para se antecipar à possibilidade de mudanças, segundo o preceito lampedusiano.
Assim, quando vejo elogios à “consolidação da democracia nos países latino- americanos” instintivamente me ponho alerta.
O que se vê, na verdade, é consolidação do status quo, com alguma tintura de boas maneiras, de civilidade, coisa para liberal norte-americano ou europeu se enganar.
O termômetro máximo de nosso estágio democrático, ou quem sabe civilizatório, para esses observadores da evolução de nossas habilidades com talheres e louças, para esses observadores do exótico, são as eleições; se elas forem, segundo o critérios deles, suficientemente “higiênicas”, eles concedem-nos o nihil obstat para que possamos ser admitidos no maravilhoso mundo da democracia ocidental. Oh, gloria!
Antigamente, abalavam-se para esses trópicos para observar pássaros.
Hoje, para observar eleições. Com o mesmo espírito de busca pelo inusitado.
Por isso, senhoras e senhores senadores, confesso que às vezes -ultimamente muitas vezes—impacienta-me o arrastar do tempo, as delongas desse tempo latino-americano.
Esse encantamento de Macondo que nos imobiliza, enfeitiça. Parece que nada anda, que a modorra tropical, como uma doença do sono, deixa-nos letárgicos, apáticos, resignados.
Mesmo quando nos agitamos, sacudimos a pasmaceira, o fazemos dentro da moldura institucional, respeitando os limites do quadrado aonde querem que nos condicionemos e nos movimentamos. A quadratura do quadrado tem sido o nosso espaço. Quer dizer, pensamos, raciocinamos, projetamos e propomos dentro das instituições.
Discutimos a crise, examinamos suas raízes e apontamos as saídas dentro das instituições, da chamada “normalidade democrática”, de respeito “aos contratos e às regras do jogo”.
Mesmo as nossas palavras mais duras, mais incandescentes transformam-se em belas palavras diante do muro das instituições, das pedras da lei.
Mas que são as instituições que governam cada um de nossos países?
Cui prodest?
Cui bono?
A quem elas interessam?
A quem elas beneficiam?
Certamente não à maioria de nossos povos.
Logo, não são democráticas.
Não aos interesses nacionais.
Logo, não servem aos nossos países.
Não ao progresso da civilização, à libertação do homem da exploração e da miséria.
Logo, não são humanitárias.
Singelamente o que eu quero dizer, singelamente quero dizer que se esgotou o tempo das belas palavras, das belas intenções. Esgotou-se o tempo da convivência com esse modelo institucional.
Fomos derrotados, claramente derrotados em nossas pretensões de rompimento, de mudança radical do sistema, nas décadas de 50, 60 e 70. Perdemos.
Não interessa examinar aqui por que, mas perdemos. Ou atordoados pela derrota ou cansados da Revolução ou fascinados pela possibilidade de ascensão ao parlamento, ao governo —nunca ao poder, ressalve-se— reinventamos, latinoamericanamente, o Pacto de Moncloa, embora, na substância, registre-se a mesma capitulação.
Será que não basta? Será que já não deu para o gasto? O que avançamos nessas três últimas décadas na Latino América sob a égide da tal democracia e sob governo ditos ou tidos como de esquerda, populares?
Sei, sei.
Argumenta-se que diminuímos a desigualdade, reduzimos a mortalidade materno-infantil, tornamos menor o número de analfabetos, distribuímos alguma espécie de renda, trouxemos dezenas de milhões de deserdados ao maravilhoso mundo do consumo de três refeições diárias.
E isso e mais aquilo.
Parabéns! Muito bom!
Mas desde quando iluminar, com uma luz ainda débil, os cantos escuros dessa miséria tão antiga significa o descortino, a aurora de um outro tempo?
Se contentamos com pouco, se agimos como as madames dos chás de caridade , se nos equiparamos aos jogadores de futebol e às celebridades televisivas, que sobem os morros ou descem às palafitas para fazer “trabalhos sociais”, tudo bem, que estejam servidos.
Acredito, no entanto, que a nossa ambição seja maior. Não é possível que aceitemos que a melhoria de vida das camadas mais pobres seja vista como uma revolução. O acréscimo de uma refeição a mais no cardápio dos pobres, e, de vez em quando, o luxo de um pedaço de carne, além de televisão, geladeira, móveis e quem sabe até um carro não mudam a substância das coisas.
E nada garante que tais “conquistas” persistam ou que suportem um pequeno sopro, uma marolinha que a crise provoque.
Reconheçamos: nada mudou. Se a natureza das coisas não mudou, se a substância é a mesma, que temos a festejar?
Da mesma forma que é verdade que a vida dos mais pobres melhorou um tanto —-não vou aqui falar sobre essa besteira de “nova classe média” para poupá-los de tanta sandice– é mais verdade ainda que a política econômica não mudou!
As nossas elites, os nossos chamados capitães da indústria, os grandes comerciantes e o agronegócio não se opõem à certa intervenção estatal na economia mas querem que a produção e o desenvolvimento capitalista se deem sob o controle deles.
Querem a participação do Estado porque o Estado é o maior gerador de capital disponível.
E esse Estado, o maior gerador de capital disponível , mesmo quando sob governos de esquerda e à esquerda, contribui para a perpetuação das desigualdades, para a exacerbação da concentração de rendas.
Insisto: alvíssaras! Saudemos, louvemos e agradeçamos os beneméritos que acrescentaram uma refeição a mais à mesa dos mais pobres. Mas isso não é revolução!
Se as concepções e os interesses de classe que guiam a política econômica continuam os mesmos, irrepreensivelmente os mesmos, o que mudou?
Alguns afagos nos pobres depois de cinco séculos de apartheid social, e depois de século e meio do fim da escravatura, são mudanças?
A redemocratização de nossos países, na sequência da remoção das ditaduras militares e civis –porque já imprestáveis, demasiadamente onerosas para o império e seus aliados nacionais– o fim delas, não mexeu uma única vírgula no caráter de classe de nossa sociedade.
Examinemos as nossas constituições.
As nossas constituições, ditas democráticas, ditas cidadãs, ditas libertadoras, não tocam em nada que possa colocar em xeque o caráter de classe de nossa sociedade.
Longe de eu pretender constituições socialistas. Não é isso.
Quero dizer que as nossas leis sacralizam e pretendem petrificar a idéia de uma sociedade com dominantes e dominados, detentores dos meios de produção e vendedores da força de trabalho. Assim sendo, como então imaginar uma política econômica que contradite tais preceitos?
Diariamente, aqui no Senado da República do Brasil, nas comissões e no plenário desta Casa, assim como na Câmara dos Deputados, aprovam-se emendas à Constituição. Diariamente.
No entanto, nenhuma emenda –uma mísera que fosse—arranha prerrogativas dos dominantes, faz cócegas no sistema bancário, cutuca os graníticos pilares em que se funda a República brasileira.
O jurista Fábio Comparato, fazendo uma exegese de nossas leis e examinando a realidade das coisas em nosso país, conclui: “No Brasil, o povo não tem poder algum. Faz parte da encenação. Faz parte do conjunto teatral, mas não faz parte propriamente do elenco”.
De fato. As leis, as nossas leis, não foram feitas para consagrar a plenitude da justiça e sim para garantir privilégios ou, quando muito, para remendar, mitigar situações, a fim de que tudo continue com o sempre foi.
Remendos- observe-se- que demoram séculos para serem cerzidos. E não falo nos 300 anos da escravatura dos negros, legalizada em nossas Cartas.
Mas não vim aqui propor reformas constitucionais. Não quero remendar o que parece irreparável.
Ruptura.
Esta é a palavra, esta é a ideia que gostaria de introduzir em nossas discussões. Da mesa forma que sem unidade não há salvação para a América Latina, sem ruptura não saída para a crise com a qual o capitalismo nos contamina.
Na verdade, o que eu queria dizer mesmo é que sem revolução não há salvação.
Parênteses.
Quando falo em revolução, não estou concitando ao levante, a pegar em armas. Os conservadores, pródigos em mistificações, buscam sempre associar a proposta de revolução à luta armada, à violência, estigmatizando a idéia de transformação, de mudança estrutural da sociedade. Não só a direita, mas também certa esquerda dogmática, tão aferrada ao pé da letra quanto os criacionistas.
Experiências aqui mesmo na América Latina, experiências na Europa exemplificam que é possível atingir um grau avançado de ruptura, lançando-se assim bases para a construção de uma nova sociedade, que tenha como medida, princípio, meio e fim os interesses nacionais e populares.
Utopia?
Sonhar é melhor que o inútil, estéril e esgotante trabalho de deitar remendos em um tecido que já se deteriora, e apenas não se desfaz em mil pedaços porque não agimos.
É o desafio que lanço. Sim concordo, vamos discutir a crise, vamos sinalizar as saídas para o impasse. Sim, vamos desancar a financeirização da economia e apontar seus malefícios para a civilização. Sim, vamos detonar a troika. Sim, vamos deplorar o conservadorismo dos nossos governos ditos de esquerda no enfrentamento da crise.
Sim, tudo isso.
Mas ousemos um passo a mais. Vamos abrir espaço para debater a revolução, a radicalização de nossas propostas, um avanço para além da quadratura da moldura.
É legítimo! A revolução é legítima! Até quando vamos ler, pensar e decidir segundo os interesses dos dominantes, segundo os interesses da grande mídia, acuados por ela, chantageados por ela, aterrorizados por ela?
Se eles consideram legítimo, de direito fazer desabar sobre os trabalhadores e a classe média o preço da crise, mais legítimo ainda é a reação a essas imposições.
Ruptura, revolução, subversão das instituições que apenas servem para apertar ainda mais os grilhões da dominação.
O resto, bem o resto é diversão.

Itaipu e SEJU montarão fábrica de carrinhos e cadeiras de rodas motorizadas na Cadeia Pública

A Itaipu Binacional e a Secretaria Estadual de Justiça (SEJU) montarão uma fábrica de placas solares, cadeiras de rodas motorizadas e de carrinhos elétricos (que serão utilizados por catadores de materiais recicláveis) dentro da Cadeia Pública Laudemir Neves, em Foz do Iguaçu. A proposta é que a produção comece no início de 2013.


No dia 10, técnicos da Coordenadoria de Energias Renováveis da Itaipu, apresentarão o layout da oficina a ser montada em um galpão dentro da própria cadeia.

O segundo passo será a capacitação de 30 detentas que trabalharão na linha de produção. A meta é fabricar ao menos uma cadeira e um carrinho por dia.

A reunião para definir detalhes do projeto ocorreu na manhã desta quinta-feira, (22), na instituição carcerária com a presença do assistente do diretor-geral da Itaipu, Joel de Lima; do Coordenador de Energias Renováveis da Itaipu, Cícero Bley Jr; do diretor da Cadeia Pública, Giovani Assis Leidentz; do diretor de Direitos Humanos da SEJU, José Antônio Gediel e representantes da Fundação Roberto Marinho, Unioeste e Instituto Gerar.

Ressocialização

Segundo Joel, a instalação desta oficina faz parte de um projeto da Itaipu em parceria com as demais entidades de promover a ressocialização dos detentos da cadeia pública. “O trabalho vai desde o acompanhamento jurídico dos apenados e suas famílias, passando pela alfabetização e elevação do nível de escolaridade, até a capacitação profissional, na qual entra a produção desses produtos”, explicou.

De acordo com Joel, a fabricação dos carrinhos, que serão utilizados pelos catadores de materiais recicláveis, busca atender uma demanda social com um custo acessível, além das cadeiras de rodas motorizadas a serem distribuídas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Já as placas solares serão utilizadas pelo próprio sistema prisional. “Nossa proposta é oferecer dignidade a essas pessoas e, ao mesmo, integrá-las à sociedade. Quando terminarem de cumprir suas penas, terão uma profissão da qual se orgulhar”.

“Esse projeto permitirá a eliminação da ociosidade e promoverá a valorização humana das presas. A cadeia precisa ser vista como um tratamento social. Essa oficina, com certeza, será um dos remédios, pois aprenderão a ter disciplina e terão seu trabalho valorizado”, afirmou o diretor da cadeia. Para cada três dias de trabalho na fábrica, a detenta terá um dia de remissão (descontado da pena).

Na prática

Cicero Bley explicou que a Itaipu montará a oficina e dará todo o suporte técnico, e caberá à SEJU fornecer o material. Assim, será possível produzir os carrinhos elétricos com um custo 60% menor. A justificativa é a não-tributação e por não visar lucro.

A meta é produzir ao menos um carrinho e uma cadeira de rodas por dia. “Ao final do ano teremos uma produção de 250 carrinhos e 250 cadeiras. Essa é a quantidade já produzida por Itaipu nos últimos quatros anos”, explicou.

“Queremos que esta fábrica seja uma ponte entre as detentas e o mundo do trabalho”, destacou José Gediel.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

GT Itaipu-Saúde se reúne para planejar 2013



Cerca de 150 especialistas em saúde atuantes na Tríplice Fronteira reuniram-se no Auditório Cesar Lattes, nesta terça-feira (20), para a 105ª reunião ordinária do Grupo de Trabalho (GT Itaipu-Saúde) em 2012. Na pauta do encontro, as metas para o ano seguinte.

A ex-ministra da saúde do Paraguai, Cinthia Prieto, acompanha há dois meses as atividades do grupo como consultora. Na sua visão, o trabalho entre os três países reforça as ações em cada um deles e serve para a troca de experiências.
“Isso está construindo um idioma comum, que é voltado para a população, fazendo com que todos se entendam por termos o desejo de poder chegar melhor ao povo e melhorar sua qualidade de vida, sem distinção de país. É algo único e poderia servir de modelo”, ressaltou Cinthia.

Entre os profissionais, a primeira turma de acadêmicos em Saúde Coletiva da Unila começou a se aproximar do GT Itaipu-Saúde.

“É uma graduação recente, começou em 2009, assim buscamos a identidade do curso e através da proposta do GT Itaipu-Saúde ver o ele pode contribuir”, explicou o acadêmico Carlos Arenhardt. “Para nós, participar dos eventos promovidos pelo GT é de grande valia”, disse a estudante Maísa Melara.


Segundo o assistente do diretor-geral brasileiro e coordenador suplente do GT Itaipu-Saúde, Joel de Lima, o grupo amadurece a cada ano e prova disso são as novas parcerias, como o Fundo de População para as Nações Unidas. “Isso demonstra que nosso trabalho é bem referenciado e tem um bom vínculo entre os três países”, comemorou.

Os novos parceiros já acompanham as reuniões há um ano, com participações relacionadas à saúde do homem e equidade de gênero. “É interessante um trabalho que inclui o olhar nos direitos humanos, dando respostas a muitas necessidades”, comentou Adriane Salinas, representante do Fundo de População às Nações Unidas.

Fonte: JIE

Show de Guilherme Arantes e Coral de Itaipu abre Natal das Cataratas


Guilherme Arantes na apresentação dos 15 anos do Coral de Itaipu.

O cantor e compositor Guilherme Arantes, um dos maiores nomes da música popular brasileira, e o Coral de Itaipu, serão as grandes atrações da abertura do Natal das Cataratas, nesta sexta-feira (23), em Foz do Iguaçu, na Praça do Mitre. O show será de graça e aberto a toda população. A expectativa da organização é que pelo menos 10 mil pessoas participem da festa.

Guilherme Arantes vai embalar o público com um repertório só de sucessos. A lista tem tudo para transformar a Praça do Mitre em um coral com milhares de vozes: Meu Mundo e Nada Mais, Brincar de Viver, Deixa Chover, Cheia de Charme, Lindo Balão Azul, entre outras. O cantor deve fechar o show com Planeta Água, sucesso que foi composto após viagem do compositor a Foz do Iguaçu.

A festa de abertura do Natal das Cataratas começa a partir das 20h, com a solenidade oficial e a chegada do Papai Noel em trenó puxado por um protótipo de veículo elétrico de Itaipu. O bom velhinho vai sair do Batalhão do Exército, na Avenida República Argentina, e percorrer toda a Avenida Brasil até chegar à Praça do Mitre. Após o Papai Noel receber as chaves da cidade, haverá a tradicional queima de fogos de artifício.

Vila do Natal

A programação do Natal das Cataratas tem atrações até o dia 23 de dezembro, todas de graça e abertas ao público. Na Praça do Mitre ficará a Vila do Natal, aberta das 20h às 23h, com o palco de shows, Casa do Papai Noel, Casa dos Brinquedos, tendas de artesanato e gastronomia e uma árvore de Natal de 15 metros, feita com garrafas pet.

“Serão 30 dias com atrações artísticas e culturais, locais e regionais, que valorizam a nossa cultura. São eventos ao ar livre, gratuitos, para que toda a população de Foz do Iguaçu participe, assim como os turistas que nos visitam”, afirmou o superintendente de Comunicação Social de Itaipu, Gilmar Piolla, que preside o Fundo de Desenvolvimento e Promoção Turística do Iguaçu – o Fundo Iguaçu.

Atrações

O Coral de Itaipu volta ao palco principal no sábado (24), às 20h30, para apresentação de peças clássicas acompanhado da Orquestra de Câmara de Curitiba, da soprano Luciana Melamed (filha do ex- funcionário de Itaipu Silvio Melamed) e o barítono autríaco Norbert Steidl. No domingo, no mesmo horário, haverá apresentação da Troupe Luz da Lua.

Até o final de dezembro, estão previstas atrações como a Orquestra Paranaense de Viola Caipira, Noite Latino-Americana com Rafain Show, Noite Brasileira, Noite Paraguaia e Noite Argentina.

A Lenda das Cataratas, pelo Grupo Fetzer, de Curitiba, será apresentada no palco da Vila do Natal nos dias 13, 14 e 15. A programação será fechada no dia 23 de dezembro com a apresentação do presépio e da Cantata de Natal do Coral e Orquestra da Fundação Cultural.

Para marcar as comemorações de Natal, a cidade ganhou uma decoração especial. Foram instalados pórticos dourados nas avenidas Brasil e Jorge Schimmelpfeng, que à noite ficam iluminados. Também foram instalados ao longo da Avenida da Avenida Jorge Schimmelpfeng 30 totens com a identidade visual da campanha Foz do Iguaçu Destino do Mundo e 280 banners com saudações natalinas em diversos idiomas.

Concurso de decoração

Também nesta sexta-feira, até o dia 15 de dezembro, serão abertas as inscrições para o Concurso de Decoração Natalina do Natal das Cataratas, com três categorias: residencial, comercial e Avenida Brasil, especificamente para os estabelecimentos instalados na principal via comercial da cidade.

Mais informações sobre o concurso estão no site do Natal das Cataratas (www.nataldascataratas.com.br).

Fonte: JIE

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Foz ganha Guia Gastronônico

O secretário municipal de Turismo, Felipe Gonzalez,  lançou no sábado (17), durante o Jantar do Dia do Hoteleiro o Guia Gastronômico de Foz do Iguaçu. A publicação, que traz mais de 200 opções de estabelecimentos, é bilíngue (inglês e português). O Guia Gastronômico foi dividido em sete categorias: Bares, Churrascarias e Restaurantes, Confeitarias, Cafés e Sucos, Quiosques e Sorveterias, Pizzarias, Lanches e Fast Food.


“É uma contribuição para posicionar a gastronomia iguaçuense como a melhor existente aqui nas Três Fronteiras. Nossa gastronomia é riquíssima, mas precisamos promovê-la. Esta é a função do primeiro Guia Gastronômico oficial de Foz do Iguaçu”, afirmou sobre o material, cuja primeira edição tem 10 mil exemplares.

Jantar do Dia do Hoteleiro reune mais de 250 pessoas

Mais de 250 pessoas, entre associados, colaboradores, fornecedores, empresários, lideranças do trade, vereadores e profissionais da imprensa, participaram da confraternização em comemoração ao Dia do Hoteleiro e do Dia do Restauranteiro, na noite de sábado, no o Rafain Palace Hotel & Convention Center.



O evento foi organizado pelo Sindhotéis (Sindicato de Hotéis, Bares , Restaurantes e Similares); ABIH (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis) – Regional Oeste Paraná; e Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes). Foi uma noite à altura da hospedagem e gastronomia de Foz do Iguaçu, com boas companhias, cardápio fino, boa música e dança.

Organizadores

A noite também foi marcada pelos discursos das autoridades ligadas ao turismo. O presidente do Sindhotéis, Carlos Silva, destacou a importância do segmento para o crescimento do município. “O mais importante é que não medimos esforços para o fortalecimento do setor. Um pouco do apoio de cada um ajuda a construir uma cidade mais pujante”, afirmou.

O presidente Abrasel Seccional Foz do Iguaçu, Paulo Ricardo Santos de Souza, lembrou que a sua entidade ainda é nova, mas tem conseguido realizar vários projetos na cidade graças às parcerias. “No Brasil, a gastronomia gera mais de 6 milhões de empregos. Temos crescido em número de estabelecimentos e refeições servidas”, enumerou.

O empresário Mauro Sebastiany, representando a ABIH Regional Oeste do Paraná e o Iguassu Convention & Visitors Bureau, afirmou que “praticamente o Destino Iguassu não teve baixa temporada neste ano. Temos grandes eventos pela frente, como X Games, Copa do Mundo e Olimpíadas. A tendência é uma visibilidade cada vez maior”.

domingo, 18 de novembro de 2012

Dilma conversa com Presidente do Egito sobre conflito em Gaza

A presidenta Dilma Rousseff recebeu ao meio-dia deste domingo, em Madri, telefonema do presidente do Egito, Mohammed Mursi. O presidente egípcio disse que está preocupado com o agravamento do conflito entre Israel e a Palestina e que tem trabalhado pelo fim da violência. Afirmou que aprecia a preocupação do Brasil com o agravamento da situação no Oriente Médio e saudou o comunicado do Mercosul sobre a questão, divulgado neste sábado (17), em Cádiz. Mursi disse que é importante que o Brasil exerça sua influência nesta questão, inclusive no âmbito das Nações Unidas.

No início da noite a Presidenta Dilma telefonou para o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki Moon, para tratar do tema. Manifestou a preocupação do Brasil com o uso desproporcional da força no conflito entre Israel e a Palestina, e disse que é importante que as Nações Unidas assumam plenamente as suas responsabilidades na questão.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Fundação Nosso Lar e Guarda Mirim lançam livro

A Fundação Nosso Lar e a Guarda Mirim de Foz do Iguaçu, em nome da coordenação estadual do Fórum dos Direitos da Criança e do Adolescente – Fórum DCA/PR, lançam o livro "Participação e Controle Social", na próxima segunda-feira (19).

O evento que contará também com uma palestra será reaizado na Guarda Mirim, às 15h.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Itaipu defende comitês em apresentação de gênero em Brasília

O assistente do diretor-geral da Itaipu, Joel de Lima e a coordenadora do Programa de Incentivo à Equidade de Gênero, Maria Helena Guarezi, participam nesta terça-feira (13), em Brasília, do 3º Ciclo de Encontros Regionais para o Fortalecimento da Equidade de Gênero e Raça, promovido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). O evento encerra às 18h.


Entre outras autoridades, também participam do evento o diretor-presidente do Serpro, Marcos Mazoni; o diretor da Eletronorte, Josias de Araujo e o vice-presidente de Gestão de Pessoas do Correio, Larry Manoel.

Na cerimônia de abertura, Joel destacou que a direção das empresas não deve apenas incentivar a criação dos comitês de gênero, mas ouvir as experiências e as dificuldades enfrentadas por eles. “Por mais sensível que as pessoas sejam, nem sempre conseguem perceber as dificuldades do outro, por isso é importante o diálogo”, disse.

Como exemplo, Joel citou a experiência que vivenciou com um grupo de pessoas com deficiência física. Ele recebeu no escritório algumas pessoas com deficiências físicas. No meio da reunião, segundo Joel, um deles comentou que embora a Itaipu desenvolva políticas de inclusão, algumas questões nem sempre são avaliadas. Eles relataram que apesar de existir a rampa de acesso, estava fora da área coberta e era muito íngreme. Como no dia da reunião estava chovendo, acabaram se molhando, enquanto as pessoas sem deficiências puderam desembarcar com conforto na área coberta. “Senão tivesse conversado com eles, jamais ficaria sabendo, por isso é importante ouvir os comitês. Um homem por mais que seja sensível jamais se sentirá como uma mulher, por exemplo,”.

Na parte da tarde, Maria Helena apresenta as experiências em ações à equidade de gênero.

O debate pode ser acompanhado ao vivo pela internet: streaming.serpro.gov.br/equidade.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Ecomuseu abre exposição de Paulo Bruscky nesta terça-feira (13)

Paulo Roberto Barbosa Bruscky nasceu no Recife (PE), em 1949. Artista multimídia e poeta, possui uma obra marcadamente experimental, desde o início até hoje. É pioneiro, no Brasil, na arte xerográfica e postal. Realiza filmes, vídeos e vários livros de artista, além de organizar exposições coletivas de artistas envolvidos com esse tipo de trabalho.


Em 1981, Bruscky ganha uma sala especial na 16ª Bienal Internacional de São Paulo. No mesmo ano, recebe um prêmio da Fundação Guggenheim, e passa a desenvolver suas pesquisas em Nova York e em Amsterdã.

Em 2004, a 26ª Bienal de São Paulo transportou todo o arquivo de cartas, filmes e anotações do artista de Recife para uma sala especial na mostra. Em 2009, ganhou sala especial na Bienal de Havana e participou da 7ª Bienal do Mercosul. Em 2010, fez parte da 29ª Bienal Internacional de São Paulo e, em 2012, da Trienal Poli/Gráfica de San Juan, em Porto Rico.