terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Gleisi participa da cerimônia que abre oficialmente a colheita de soja, neste sábado



A Ministra-chefe da Casa Civil e senadora, Gleisi Hoffmann, participa neste sábado, 1º de fevereiro, às 9h30, em Goioerê da cerimônia que abre oficialmente a colheita da safra de soja 2013/2014, no Brasil.
 

Em sua segunda edição, o evento contará com a participação também do Secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Neri Geller, do presidente da Associação Nacional dos Produtores de Soja (Aprosoja), Glauber Silveira e Edeon Vaz Ferreira, diretor-executivo do movimento Pró-Logística. 

“Este ano a expectativa é quebrar os recordes de produção e de exportação. O Paraná se destaca como Estado de maior rendimento”, disse Fabrício Rosa, diretor-executivo da Aprosoja Brasil.

A expectativa é colher 90,94 milhões de toneladas no país, com um aumento de 9,6% em relação a 2012/2013.

A abertura da colheita é uma realização da Aprosoja Brasil e do Canal Rural com coordenação técnica da Embrapa, consultoria de Safras & Mercado e apoio local da Aprosoja Paraná e das prefeituras municipais de Goioerê e Quarto Centenário.


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Jovens Atletas são beneficiados pelo Programa Talentos Olímpicos do Paraná

Se os adolescentes que fazem parte do projeto Jovens Atletas – Correndo para o Futuro, mantido pela prefeitura de Foz do Iguaçu e pelo Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente (PPCA) da Itaipu, já eram vistos como possibilidade de medalha na Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro e, Tóquio em 2020, agora eles ganharam mais uma força para a busca da conquista olímpica.

Cinco atletas do projeto foram contemplados pelo Programa Talento Olímpico do Paraná (TOP 2016), iniciativa que oferece incentivo financeiro aos melhores atletas do Estado. Até o final do ano, eles vão receber uma ajuda de R$ 500 mensais. O critério de seleção foi o desempenho dos esportistas em 2013.
 Os contemplados são: Jair Pacentchuck Junior, o “Chuck”, 2º colocado no ranking brasileiro no lançamento do martelo, na categoria Menor; Edson André Cestari Monteiro, 6º colocado no ranking brasileiro na categoria Juvenil no lançamento do dardo; Thais Carolina dos Santos e Alexandre Vinicius Silva, 14º no ranking brasileiro em salto triplo na categoria Menor; e Indiamara de Oliveira, em 14º lugar nos 100 metros rasos na categoria Menor.

  



Jair Pacentchuck Júnior e seu pai: atletismo agora é profissão.
         

Segundo o técnico do grupo, Sérgio Muniz dos Santos, o “Quick”, esse valor ajudará na formação dos atletas e no reforço à renda familiar. “Se os pais tinham alguma dúvida de que o esporte poderia ser uma profissão para o filho, agora eles não têm mais e estão orgulhosos”, disse.

“Já recebo uma bolsa do município de R$ 400. Agora, com mais esta ajuda não dependerei tanto dos meus pais. Posso dizer que sou um profissional”, disse Chuck. Para Alexandre, esta ajuda também veio em boa hora. Além contribuir para a renda da família, ele diz que poderá investir mais na vida de atleta. “Posso comprar meus tênis e minhas sapatilhas para saltar”, contou. 

Márcio Bortolini, da Assistência da Diretoria Geral da Itaipu (AS.GB), disse que esse aval do Governo do Estado demonstra que o trabalho está seguindo na direção correta. “Esse é mais um salto para que o projeto cresça e mais adolescentes possam ser beneficiados e conquistem suas sonhadas medalhas”.


Fonte> JIE

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Jornal do Brasil: Banqueiros admitem que Dilma Rousseff será reeleita

O setor financeiro acredita que Dilma Rousseff dificilmente perderá a chance de se reeleger, mas mesmo diante dessa situação, praticamente consolidada, as apostas serão feitas em Aécio Neves e Eduardo Campos. A previsão foi revelada em matéria do jornal Valor desta terça-feira (21) e demonstra que banqueiros e gestores do setor, embora tenham óbvia preferência pelos candidatos de oposição, não deverão colaborar com a campanha dos tucanos e socialistas numa eleição com resultado anunciado.

A rejeição dos banqueiros à candidatura de Dilma é reflexo das decisões tomadas pela presidente com relação ao setor, que há décadas apresenta os maiores lucros na economia brasileira e mantém as maiores taxas de juros (spreads)do mundo. Em 2012, Dilma iniciou uma campanha para que essas taxas tivessem uma redução e ficassem próximas a um patamar mais civilizado, como em países onde a relação com os tomadores finais de crédito não é a selvageria que se vê no Brasil.

Os banqueiros também ficaram “traumatizados” quando Dilma lançou mão dos bancos oficiais (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) – que por sinal pertencem ao povo brasileiro, seus principais acionistas – para que houvesse uma redução das taxas de juros. Na época falou-se em intervenção do governo no mercado e que tal atitude “colocava em risco a credibilidade das ações do executivo”. O setor financeiro também é o principal avalista de uma política econômica restritiva que possa lhe dar a garantia de que seus financiamentos nunca deixarão de ser honrados.

Como o setor acredita que a reeleição de Dilma já está praticamente definida, tucanos e socialistas certamente ficarão à míngua no que depender de colaborações para as campanhas de Aécio Neves e Eduardo Campos. As doações até poderão ser feitas, mas nada que seja impactante a ponto de ajudar numa reversão do quadro que os próprios banqueiros estão desenhando.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O nó agora é na previdência, por Celso Nascimento



Confira o artigo publicado por Celso Nascimento na edição desta quinta-feira (16), na Gazeta do Povo.

 
"Requião tem razão”, dizia o velho slogan pintado nos muros, mas quase nunca levado a sério em razão da contradição intrínseca que o bordão eleitoral continha. Mas agora os olhos azuis do senador esbugalham-se um pouco mais diante da possibilidade de que, pelo menos desta vez, reconheçam que ele pode ter mesmo razão ao afirmar que o estado não cumpre a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e que, portanto, não pode contrair financiamentos.

É dele uma iniciativa para barrar a liberação do empréstimo do Proinveste, no valor de R$ 817 milhões, que já havia sido prometido pela presidente Dilma Rousseff durante a audiência que concedeu ao governador Beto Richa em novembro do ano passado. O estado não viu a cor desse dinheiro até agora nem das demais operações que dependem de aval da União, num total de R$ 3,2 bilhões. Seria esta mais uma maldade de Requião contra o governador Beto Richa, o adversário que pretende enfrentar na eleição deste ano? A coluna foi atrás da resposta percorrendo (telefonicamente) vários gabinetes brasilienses. Até que chegou ao Ministério da Previdência Social (MPS) e constatou que é lá que ainda existe um nó a ser desatado pelas autoridades estaduais. Comecemos pelo começo: o governo estadual penava desde 2011 com negativas da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) em conceder aval aos empréstimos. A persistente alegação da STN era de que o estado não cumpria a LRF, gastando com pessoal acima do limite permitido. Embora continuasse culpando os dois principais ministros paranaenses (Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo) pelo seu calvário, o governador 

Beto Richa acabou reconhecendo que, de fato, precisava ajustar as finanças estaduais à LRF. Ministros ou reza braba não seriam mesmo capazes de resolver o problema. E foi, então, que determinou que se fizesse uma espécie de “contabilidade criativa”: anunciou cortes de despesas, demissões de comissionados (81 dentre as 1.000 prometidas) e, sobretudo, promoveu uma gambiarra legal para extirpar os inativos e pensionistas civis e militares da rubrica das despesas com pessoal. Jogou a conta para a Paranaprevidência, comprometendo-se a transferir-lhe mensalmente (retroativamente desde janeiro do ano passado) R$ 225 milhões por mês. Com base nas informações que prestou à STN, a secretária da Fazenda, Jozélia Nogueira, foi alçada à condição de heroína da pátria por ter removido o último obstáculo à obtenção dos empréstimos. A STN acatou como corretas e suficientes as medidas do Paraná, elogiou-as e mandou os processos seguirem para outras instâncias do governo federal. Uma dessas instâncias é o Ministério da Previdência Social, responsável pela fiscalização de todas as instituições previdenciárias do país. Em dezembro, o MPS começou a verificar se as medidas adotadas pelo Paraná eram de fato regulares. Embora seus estudos não sejam ainda conclusivos, o MPS já encontrou indícios de ilegalidades. Fonte do ministério que pediu sigilo relata que, por exemplo, o governo do Paraná não cumpriu os repasses que deveria fazer à Paran previdência, assim como seria também irregular a transposição de recursos entre os fundos previdenciário e financeiro da instituição.

À mesma fonte a coluna indagou: essas constatações se devem às denúncias que o senador Roberto Requião encaminhou ao Ministério Público? E a resposta: sim e não. O MPS já estava trilhando os mesmos caminhos, mas o extenso arrazoado de Requião está ajudando a apressar os estudos. Não significa que o ministério venha a consagrar o slogan “Requião tem razão” – mas também não descarta que ele tenha a sua. O esforço, no entanto, vai em sentido contrário, isto é, não causar transtornos ao governo do Paraná e emitir tão logo quanto possível a certidão que, finalmente, o tornará apto a obter os empréstimos.

Olho vivo

Precatórios
A pedido de parte interessada, o TJ emitiu certidão dando conta de um fato grave: em dezembro, o governo estadual deixou de repassar à conta do Judiciário a parcela mensal de 2% de sua receita líquida anual para pagamento de precatórios. É de R$ 40 milhões o valor que o estado, condenado pela Justiça, deixou de pagar à fila de credores. O repasse de recursos para pagamento de precatórios é uma obrigação constitucional, prevista no artigo 97 dos Atos e Disposições Transitórias. O parágrafo 10 desse artigo diz que “enquanto perdurar a omissão” o ente devedor “não poderá contrair empréstimo externo ou interno”, não receberá repasses federais e o “chefe do Poder Executivo responderá na forma da legislação de responsabilidade fiscal e de improbidade administrativa”.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Em coluna semanal, presidenta Dilma fala sobre investimentos em educação



Conversa com a PresidentaNa coluna Conversa com a Presidenta desta terça-feira (14), Dilma Rousseff comentou os investimentos do governo federal em educação. Respondendo ao questionamento da costureira catarinense Nádia Luciane Hermann, Dilma lembrou que a educação básica é responsabilidade de estados e municípios, mas que o governo federal tem contribuído com o repasse de recursos para o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), além de investimentos em infraestrutura.
“A educação é uma prioridade absoluta de meu governo, por isso estamos realizando investimentos para garantir o acesso de todos a escolas de qualidade, em todos os níveis, da creche à universidade”, afirmou a presidenta.
A presidenta também lembrou o apoio que está sendo dado para garantir o acesso de estudantes ao ensino superior, como as vagas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que neste ano atingiu 2,5 milhões de inscrições; o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), no qual o aluno pode financiar, com juros baixos e por prazos longos, as mensalidades do curso superior em uma universidade particular; e o Programa Universidade para Todos (ProUni), que concede bolsas a estudantes de baixa renda em universidades privadas.
As inscrições para o ProUni começaram nesta segunda-feira (13) e vão até sexta-feira (17), com a oferta de 190 mil vagas para quem estudou em escola pública e pertence a família com renda mensal de até três salários mínimos por pessoa.
“Todos esses programas fazem parte da grande transformação que estamos fazendo na educação no Brasil. Avançamos muito, e vamos avançar mais. O esforço, a dedicação e o empenho dos estudantes, o apoio e o suporte das famílias, e os programas do governo formam um arco de força que nos tornará do tamanho dos nossos sonhos”, garantiu Dilma.

Fonte: Blog do Planalto

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Na CBN: Joel de Lima faz balanço das atividades desenvolvidas por Itaipu no ano de 2013

Na manhã do dia (26), em entrevista à rádio CBN, o assistente do diretor-geral da Itaipu, Joel de Lima, fez um balanço geral das ações de Itaipu durante o ano de 2013.
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Joel falou sobre as atividades desenvolvidas pela entidade binacional e as que estão no planejamento de Itaipu para o ano de 2014.
 

Gleisi: "Se o governo do PR tivesse projetos, poderíamos ter feito mais"

O jornal Gazeta do Povo publicou nesta segunda-feira (30) uma entrevista com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Confira na íntegra:

Gleisi: "Se o governo do PR tivesse projetos, poderíamos ter feito mais"

De saída da Casa Civil em janeiro, a ministra Gleisi Hoffmann começa a moldar o discurso para a disputa do governo do Paraná, em 2014. Mesmo sem oficializar a candidatura, a petista faz uma série de críticas à gestão Beto Richa (PSDB) e questiona as declarações de que a administração federal prejudica o estado. Para ela, o crescimento paranaense nos últimos anos se deve à política econômica dos governos Lula e Dilma Rousseff.

"Talvez pudéssemos fazer mais, se nós não tivéssemos um vazio, um deserto de projetos e propostas no governo do Paraná", afirmou, em entrevista concedida no Palácio do Planalto, semana passada. Dura na avaliação do provável adversário eleitoral no próximo ano, Gleisi se emocionou ao falar dos episódios mais marcantes na passagem pelo ministério. A ministra chorou ao lembrar de uma visita que fez a uma unidade de saúde no Tatuquara, em Curitiba, para verificar o andamento do programa Mais Médicos.

Direto ao ponto: já dá para chamar a sra. de candidata ao governo do Paraná?

As eleições cabem a 2014. Portanto, é quando elas serão discutidas e as definições serão tomadas. Eu tenho várias manifestações favoráveis a eu ser candidata ao governo do Paraná, de lideranças no estado, de prefeitos, de partidos aliados. Mas essa é uma discussão que ainda vamos fazer no início do próximo ano.

Ainda existe alguma possibilidade de não ser candidata e permanecer no ministério?

A possibilidade maior é de eu sair do governo em janeiro. Isso não quer dizer necessariamente que eu saio para ser candidata. A avaliação sobre eu ser candidata ou não será feita no início do ano, com a participação de várias pessoas e partidos que participam da política paranaense.

Então janeiro é mesmo a data-limite para a saída da Casa Civil?

Sim, a presidenta pretende anunciar as mudanças ministeriais a partir de janeiro.

Sem citá-la como candidata, qual é o desafio do PT na próxima eleição paranaense?


Apresentar uma proposta de estado que seja factível, em termos de gestão do estado, de administração, e que isso tenha como objetivo a sustentação de um crescimento e de um desenvolvimento harmonioso do Paraná e de todas as suas regiões. O Paraná é um estado rico, de gente trabalhadora, com grande potencial. Infelizmente, o atual governo do estado não tem dado os estímulos necessários nem tem feito as concertações necessárias para ampliar esse potencial de desenvolvimento.


E quais seriam essas concertações?

Uma grande colaboração que o governo do estado poderia dar, em primeiro lugar, é pagar em dia seus fornecedores. Em segundo lugar, deveria estimular principalmente a micro e pequena empresa e rever sua política de substituição tributária. Em terceiro, enfrentar de vez a questão dos pedágios distorcidos e que tanto contribui para onerar a nossa produção.

A justificativa do governo do estado para a questão do pagamento dos fornecedores passa pelo atraso na liberação de empréstimos que dependem do aval da União, o que sempre foi tratado como uma questão política e até de perseguição do governo federal. Qual é a sua visão sobre isso?

Eu lamento que se tente justificar a incapacidade e a incompetência administrativa do governo estadual e do chefe do Executivo colocando a culpa em outras situações e outras pessoas. Os empréstimos do Paraná só não saíram porque o estado estava com pendências no Cadastro Único de Convênios da União e não respeitava a Lei de Responsabilidade Fiscal, já demonstrando uma desgovernança.


Mas sempre ficou clara que essa era uma questão técnica? A sra. sabia dessas dificuldades ou ficou tudo restrito ao Tesouro Nacional?


Tudo que dependia de nós para encaminhar os empréstimos foi feito. Inclusive esses processos, quando passaram pela Casa Civil, passaram de maneira muito rápida. Não ficou sequer um dia aqui antes de ser despachado. As discussões sobre os empréstimos foram técnicas. Faltou na realidade gestão financeira e administrativa para o estado. O governo da presidenta Dilma tem se pautado por ter uma administração republicana. Todos os estados brasileiros são contemplados com recursos, programas, com os projetos que o governo federal coloca à disposição da sociedade brasileira. Fizemos um grande esforço para que o Paraná pudesse ser contemplado na maioria desses programas. E o estado foi contemplado com investimentos em rodovias, nas BRs-153, 163 a 487, que são trechos com infraestrutura finalizada. Vamos fazer a licitação da BR-163, de Cascavel a Marmelândia. Finalizamos o contorno oeste de Cascavel. Em janeiro vamos entregar o contorno de Maringá. Estamos fazendo um grande investimento em mobilidade urbana em Curitiba. Temos grandes investimentos para o porto de Paranaguá, para os nossos aeroportos, em São José dos Pinhais, no Bacacheri, em Foz do Iguaçu, em Londrina. O programa Minha Casa, Minha Vida tem um dos maiores investimentos no Paraná. Há entregas de máquinas e equipamentos, reformas de unidades básicas de saúde de unidades de pronto atendimento. Colocamos duas universidades no estado. Ou seja, o governo federal tem feito grandes investimentos no Paraná.

Mas há muita reclamação sobre o volume de repasses e de investimentos diretos em relação a outros estados.

Injustamente. Talvez pudéssemos fazer mais, se nós não tivéssemos um vazio, um deserto de projetos e propostas no governo do Paraná.


Então o problema é esse, a falta de projetos?


Com certeza. Há uma baixa iniciativa do governo do estado em relação à captação de recursos federais e de ampliação de programas e projetos.

Até agora a campanha pelo governo do estado vem sendo travada nessa esfera, numa discussão sobre uma possível discriminação que o governo do estado promove contra o Paraná. Isso vai entrar no debate eleitoral para valer, no ano que vem?

É difícil fazer uma avaliação de futuro. Eu espero que seja uma campanha que, quem quer que sejam os candidatos que participem, possa se pautar por um debate propositivo para o nosso estado. O Paraná é um estado muito pujante. Se tiver boas iniciativas e uma boa coordenação de governo, é um estado que pode despontar ainda mais no cenário nacional e internacional.

A sra. recebe muitos pedidos e cobranças para ajudar de alguma forma o Paraná, apesar de a Casa Civil precisar se preocupar com os estados como um todo. Isso atrapalhou a sua gestão de alguma forma, foi algum tipo de incômodo?


De maneira alguma. Recebo a todos aqui com muita boa vontade e com disposição de auxiliar, sejam paranaenses ou sejam representantes de outros estados. Penso que temos que dar respostas aos problemas diversos das unidades da federação. Isso tem a ver com o desenvolvimento do Brasil. O Paraná é um estado que tem crescido muito. Hoje mesmo [dia 19 de dezembro] vi uma matéria na Gazeta do Povo mostrando que o Paraná teve o maior crescimento econômico entre os estados. Até achei interessante a avaliação de alguns representantes do governo do estado, que no meu entender chegam a ser despropositadas, de que o Paraná cresce apesar da União, apesar de o governo federal estar atrapalhando. Eu diria que o Paraná só está crescendo no ritmo que está crescendo graças à política econômica feita pelo governo federal. Quem faz política econômica não é o governo do estado. Se a agricultura teve esse desenvolvimento, é porque fizemos investimentos fundamentais. Hoje nós financiamos a agricultura brasileira com juros subsidiados, de no máximo 5,5% ao ano. Nós temos um programa de investimentos em máquinas e equipamentos com juro de 3,5% ao ano. E colocamos agora, no Plano Safra 2013/2014, um programa de financiamento de armazenagem também com juro de 3,5% ao ano, três anos de carência e 15 anos para pagar. O Paraná é o estado que tem mais projetos em análise na área de agricultura no Banco do Brasil e que mais liberou recursos até agora. Essa pujança da agricultura, que é um dos fatores que levantam a economia paranaense, tem a ver com uma política de estímulo a crédito e investimentos na agricultura. Se nós formos olhar Mato Grosso, com certeza vai ter o mesmo desempenho. O emprego está bom no Paraná porque está bom no Brasil. Nós temos a menor taxa de desemprego nacional da nossa história. É óbvio que tudo isso tem reflexo no Paraná e se deve a uma política de defesa da produção nacional e, principalmente, da indústria. Não podemos esquecer que o Paraná recebeu três grandes empresas na área de indústria automobilística, a Audi, a Volkswagem e a DAF Caminhões, graças ao estímulo da desoneração de 30% no Imposto sobre Produtos Industrializados. Aqui não tem estímulo do governo do estado. Portanto, a política de proteção de emprego tem a ver com medidas nacionais e não locais.

Então a sra. vê que o crescimento do Paraná não ocorre "apesar" do governo federal, mas "por causa" do governo federal, é isso?

É por conta das políticas que estamos desenvolvendo de proteção do nosso emprego, da nossa renda, da nossa indústria e da produção agrícola. Eu poderia dizer que, a despeito do que o governo do Paraná está fazendo, nós crescemos. Porque nós temos no Paraná um pedágio caro, nós temos fornecedores sem receber e tivemos agora uma política de substituição tributária que praticamente afoga nossas pequenas e micro empresas.

Tirando a polêmica sobre os empréstimos, como a sra. avalia a questão das dificuldades nas contas do estado?

Com muita preocupação. Eu trabalhei no governo do Mato Grosso do Sul, fui secretária de estado lá. A economia deles é binária, baseada na produção de soja e boi. É um estado pouco industrializado e que, portanto, arrecada pouco. Mesmo assim nós conseguimos deixar em ordem as finanças, pagar as contas e estimular o desenvolvimento. A economia paranaense é diferente, é diversificada. Tem agricultura, grande, média e familiar, tem indústria, comércio desenvolvido, um bom setor de serviços. Mesmo assim, o governo do estado não consegue captar essa pujança para que a gestão possa ser melhorada. Me preocupa muito. Mostra a falta de zelo, a incompetência, a incapacidade administrativa do governo.

Como a sra. gostaria que sua passagem pela Casa Civil fosse lembrada?

A minha intenção desde o início foi de ter uma atuação discreta, de auxiliar a presidenta na estruturação e no monitoramento dos programas. Foi uma gestão voltada para dentro do governo, que também foi o justamente o que a presidenta me solicitou à época. Portanto, eu espero que a minha colaboração nesse sentido tenha sido efetivada. A melhor forma de eu ser lembrada é como eu me propus a trabalhar aqui: de uma maneira discreta.

A Casa Civil tinha antes um perfil mais político e quando a sra. entrou só falou em gestão.

O foco foi esse. Para isso que eu me organizei junto com a equipe. Hoje a presidenta tem a condição de fazer entregas em quase todas as áreas em que ela se focou. Nós temos um monitoramento dos programas, sabemos os seus resultados, os problemas que ainda existem e o que eles estão trazendo de benefícios à população brasileira.

A presidente Dilma é sempre citada como "mãe" do PAC. A senhora se sente um pouco "mãe" do pacote de concessões do governo federal, o Programa de Investimentos em Logística (PIL)?

De maneira alguma. O projeto de concessões reuniu muitas áreas no governo. Coube à Casa Civil coordenar o trabalho nessas áreas, mas ele é resultado de um esforço muito grande, dos ministérios dos Transportes, da Fazenda, da Secretaria de Portos, da Secretaria de Aviação Civil. Muitas áreas gastaram muita energia com ele.

Mas foi o programa que deu mais trabalho?

Eu diria que foi o mais desafiador, pelo tamanho, pelo volume de recursos que estão sendo mobilizados e por ter vários modais sendo colocados ao mesmo tempo para serem concedidos. Orquestrar esse conjunto de órgãos federais, de fiscalização, de regulação e de mercado foi um grande desafio.

As concessões são um sinal de que o PT e o governo reviram o seu conceito de relacionamento com o setor privado?

Nós já tínhamos uma experiência no PAC, que também teve uma série de estímulos a parcerias público-privadas. A área de energia há muito tempo recebe investimentos por meio de concessões. O Estado brasileiro já tinha esse costume e continuou com essa proposta. Nós agora aprofundamos. Foi muito motivado porque precisávamos mobilizar um valor maior de recursos e, principalmente, recursos vindos da iniciativa privada para investimento. E também utilizar mais a capacidade gerencial da iniciativa privada em desenvolver projetos. Esses foram os dois grandes motivadores para que nós pudéssemos ampliar as parcerias nas obras de infraestrutura.

A sra. está saindo da Casa Civil bem no momento em que as concessões começam a sair do papel, com a definição de vários leilões de rodovias e aeroportos.

Ainda bem que estão se realizando. Para chegar nesse momento de realização e resultados, muitos esforços foram feitos. Nós trabalhamos nesse processo de concessão desde o final de 2011 e início de 2012, quando nós começamos a analisar e a integrar o Plano Nacional de Logística de Transporte com o Plano Nacional de Logística Portuária.

O balanço é satisfatório?

É. A iniciativa privada atendeu o chamado do governo e o modelo das concessões de aeroportos e rodovias mostraram-se modelos de sucesso. Conseguimos fazer as concessões, termos uma baixa tarifa, que era nossa preocupação maior, e termos investidores com vontade de investir, com retorno daquilo que colocaram.


Os índios chegaram a fazer um enterro simbólico da sra. na frente do Congresso. Alguma coisa mudou na interpretação da sra. sobre demarcação de áreas indígenas?

Este é um país que tem lugar para todos, para índios e para não índios. Nós já temos demarcados 120 milhões de hectares de terras indígenas. Isso era um débito que o Estado brasileiro tinha com essa população. O que nós precisamos agora é ter equilíbrio com essas demarcações. Nós não podemos hoje desalojar um pequeno agricultor ou uma comunidade quilombola para fazermos uma demarcação. Nós temos que chegar a uma mediação. Todos têm direito a se estabelecer no território nacional. Portanto, o direito de um não pode tirar o direito de outro. Estamos falando de pessoas que estão cultivando a terra há mais de 80, 100 anos. Nós precisamos mediar e isso não se faz só por demarcação. Talvez tenhamos que partir para uma outra situação, que sejam assentamentos, compra de terra, indenizações, tudo isso tem que ser estudado. Agora, para não termos injustiça, em qualquer processo fundiário, temos de ouvir todos os atores envolvidos - a Fundação Nacional do Índio, os representantes dos índios, o Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, o Ministério da Agricultura, a Secretaria de Direitos Humanos. Quando todos podem acompanhar e opinar sobre um processo, com certeza ele vai ser mais justo e mais equilibrado no final.

Que balanço a sra. faz do episódio envolvendo o ex-assessor da Casa Civil Eduardo Gaievski (o ex-assessor foi preso em agosto por suspeita de estupro de menores e favorecimento de prostituição)? Ficou alguma lição?


Foi um episódio muito triste. Lamentei muito pelo que aconteceu. Eu espero sinceramente que as coisas sejam devidamente esclarecidas e apuradas e as responsabilidades punidas.

A sra. teme que esse caso seja utilizado durante a campanha para atingi-la?

Isso já foi bastante utilizado, inclusive por perfis falsos nas redes sociais. Perfis até feitos e estimulados por servidores do governo do estado, o que eu lamento muito. Mas acho que a população sabe separar bem isso.


Como foi o cotidiano do relacionamento com a presidente?

Muito bom. Aprendi muito com a presidenta. Ela é uma pessoa firme, determinada, que faz cobrança por resultado. É uma grande gestora. Acho um privilégio para o nosso país ter uma mulher como ela na sua direção. Hoje temos programas com resultados grandes para a população brasileira. Temos certeza que estamos qualificando cada vez mais a máquina pública, a gestão pública, e a presidenta tem uma grande responsabilidade nisso.

A presidente tem uma imagem para a população de alguém durona, que cobra muito. No dia a dia ela é assim mesmo?

Ela cobra muito e tem que cobrar. Mas existe um mito sobre o comportamento da presidenta. Penso que isso é estimulado porque na administração pública as pessoas não estão acostumadas à cobrança de resultados. E nós temos que nos acostumar. Nós estamos fazendo gestão para o povo brasileiro, com dinheiro do povo brasileiro. Nós temos que dar resultado.

O que mudou na Gleisi que chegou ao governo em 2011 para a Gleisi de hoje?

Aprendi muito aqui. A conhecer o Brasil, os desafios, as necessidades, as diferenças que esse país tem em termos regionais, a importância das políticas públicas para o desenvolvimento e o equilíbrio do país. Com certeza eu saio outra pessoa. Com uma visão de maior responsabilidade em relação à gestão pública.

Teve algum episódio que possa ser considerado como mais marcante nessa passagem pela Casa Civil?

Todos os lançamentos de programa, de projetos, foram muito positivos. E principalmente quando a gente monitora os resultados. Um dos programas que eu mais gostei de participar e que me deram muito prazer pelo resultado prático foi o Viver Sem Limites e o Mais Médicos. O Viver Sem Limites é voltado à pessoa com deficiência e, pela primeira vez, o Estado brasileiro mobilizou 15 órgãos para ter uma política pública efetivada para esse setor da sociedade. Era um débito que nós tínhamos. E o Mais Médicos pelo conjunto que tem para o conjunto da população. Eu fiz questão de visitar uma unidade de saúde em Curitiba, no Tatuquara, para saber como na prática estava sendo um programa que estávamos começando a discutir em 2012. Foi emocionante ver a população dizer: o médico me atende [nesse momento da entrevista, Gleisi começa a chorar]. Eu acho que isso é dar resultado às pessoas. .

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Jovens Atletas entre os 20 melhores do Brasil

O Projeto Jovens Atletas – Campeões do Futuro não esperou o futuro: ao final de 2013, já conta com 14 adolescentes classificados entre os 20 melhores do Brasil em suas categorias. No total, 70 adolescentes treinam diariamente no Ginásio Costa Cavalcanti. O projeto é mantido pela prefeitura de Foz e pelo Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente (PPCA), da Itaipu.
     

Jair Pacentchuk, destaque no arremesso de martelo.
     
Junto com as medalhas, os atletas contabilizam outros resultados positivos, como boas notas na escola e mais afinidade com os amigos e familiares. Um exemplo é Jair Pacentchuck Junior, de 16 anos. Ele é o 2º do ranking brasileiro de arremesso de martelo e 11º no Sul-Americano. Na última competição, durante os Jogos da Juventude do Paraná, lançou 59,71 metros, quando o recorde nacional é de 65,8 metros.
      

Jair e o paizão orgulhoso.
      
“No próximo ano, vou treinar ainda mais. Minha meta é atingir 70 metros e conquistar uma medalha no Campeonato Sul-Americano, na Bolívia”, revelou. Para o pai do atleta, Jair Pacentchuck, melhor que sentir orgulho das medalhas do filho é perceber a mudança física e o amadurecimento. “Antes, ele era um menino obeso e introvertido. Hoje, além da mudança no corpo, ele amadureceu. Tem mais responsabilidade. Até as notas na escola melhoraram”, disse.
    
Medalha
     
Depois de três anos treinando assiduamente e lutando contra uma lesão na coluna, Rebeca Cavalcanti, de 14 anos, conquistou a primeira medalha em 2013. A espera valeu a pena: a garota terminou o ano em 7º lugar no arremesso de martelo, com a marca de 37,96 metros. “Participar do projeto é um presente. Tenho duas famílias. A biológica e os atletas. Sentimos saudades quando estamos longe”, contou.

     

Jovens dedicados, de várias idades.
     
Outro grande vencedor é Douglas Gattermann, de 17 anos. Como todo bom atleta, ele precisou de muita disciplina, concentração e determinação para chegar ao 10º lugar no ranking brasileiro no lançamento de disco. “Eu lancei 46,57 metros em 2013, mas em 2014 pretendo alcançar 55 metros”.
     
Apoio
    
Para o técnico do grupo, Sérgio Muniz dos Santos, como o atletismo é um esporte individual, o bom desempenho depende da dedicação de cada atleta. Entretanto, esses resultados somente foram possíveis graças ao apoio da Itaipu.

     

Márcio e Sérgio, o "Quick": parceria de sucesso.
     
O projeto foi lançado há quatro anos, mas somente no último ano, quando a Itaipu passou a oferecer os equipamentos para treino, suplementos alimentares e patrocínio para viagens, os saldos positivos foram alcançados. “As crianças treinavam com vontade, mas quando chegava na hora de participar de uma competição, não tínhamos condições de levá-las”, contou Quick. E completou: “Gostamos de medalhas, entretanto, mais que formar atletas, trabalhamos para formar cidadãos. Pessoas que pensam”.
      
 
Jovens campeões: esperança de muitas medalhas para Foz.
     
Segundo Márcio Bortolini, da AS.GB, é justamente esse tipo de apoio que a Itaipu gosta de dar para que os projetos deslanchem. “Existe muita boa vontade e bons projetos, mas às vezes, falta apoio”, disse. Desde o lançamento do projeto, 650 crianças carentes já treinaram no Ginásio Costa Cavalcanti. 


Fonte: JIE

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Em crise, governo do Paraná atrasa obras e pagamentos, por Estelita Hass

Sem dinheiro para pagar funcionários e fornecedores, o governo Beto Richa (PSDB), no Paraná, tem atrasado há pelo menos quatro meses pagamentos referentes a dezenas de obras e serviços.
 
Construções de rodovias pararam ou desaceleraram. Veículos policiais esperam conserto em oficinas. Não há aumentos para servidores desde setembro. E até obras da Copa foram afetadas.

Empresas contratadas pelo governo dizem que acumularam dívidas pela falta de pagamento.
"Tem empresa em extrema dificuldade, que está se financiando para não deixar de pagar salários e fornecedores", diz Evaldo Kosters, diretor do Sindirepa (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos).

A situação, considerada um "sufoco" pelo próprio governo, é explorada pela oposição. O PT, que deve lançar a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) como candidata ao governo em 2014, acusa Beto Richa de má gestão.

O ex-governador e senador Roberto Requião (PMDB), outro possível candidato, gravou vídeo em frente a obras paradas e afirma que Richa "não começou a governar".

REAÇÃO

A gestão tenta reagir. Com nova secretária desde outubro, a Fazenda fechou o cofre para reavaliar prioridades.

A dívida é de R$ 700 milhões. O orçamento anual, de R$ 29 bilhões. Ou seja, o Estado deve cerca de 30% das despesas mensais.

Com metas estipuladas na campanha de 2010, o governo teme não conseguir cumprir o que prometeu.

O Estado teve alta de 17% na receita neste ano, mas gastou no mesmo ritmo. Desde 2012, com a contratação de policiais e novos reajustes a professores, o Paraná atingiu o limite de gastos com pessoal fixado por lei.

E a receita de transferências federais cresceu menos que o esperado -apenas 5%.

Além disso, empréstimos internacionais aprovados em órgãos como Banco Mundial não foram liberados pelo Tesouro, diante do estouro de gastos com o funcionalismo.

Mesmo sem o dinheiro garantido, o governo começou as obras a serem financiadas pelos empréstimos.

"Todo mundo foi gastando e gastando", diz a secretária da Fazenda, Jozélia Nogueira. "Pensavam: amanhã sairá o empréstimo. Não saiu."

A situação, agora, é de aperto total, ainda que os empréstimos sejam esperados para breve -o Tesouro deve autorizar as operações.

O salário do funcionalismo, promete o governo, está confirmado. As dívidas com fornecedores devem ser quitadas até março. Mas espaço para "respirar", diz a Fazenda, só em 2015.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Denúncias de maus tratos contra crianças e adolescentes aumenta na região

Reunião de representantes de entidades que integram a Rede Proteger, no Sesc: 2013 com saldo positivo.
   
Uma das metas da Rede Proteger em 2013 era incentivar a denúncia de exploração sexual e maus tratos contra meninos e meninas em Foz do Iguaçu. Essa e outras missões do grupo foram alcançadas e a Rede termina o ano com saldo positivo. A avaliação foi feita na sexta-feira (29), durante a última reunião de 2013 da rede, no Sesc, em Foz do Iguaçu.
    
Segundo dados do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria), o número de denúncias de maus tratos cresceu mais de 10% nos primeiros 11 meses de 2013, se comparado aos 12 meses de 2012. O aumento, segundo os coordenadores da Rede, tem relação com as campanhas realizadas durante o ano.
   
Outra conquista da Rede é a Campanha Trinacional de Combate à Exploração Sexual Infantojuvenil. Inicialmente, foi realizada apenas no município, mas acabou ganhando uma proporção maior e deve mostrar seus resultados no próximo ano.
   
A campanha envolve agora Brasil, Paraguai e Argentina, com a apresentadora Xuxa Meneghel assumindo o papel de madrinha da campanha, cedendo sal imagem para todas as peças publicitárias.
    
Com esta parceria, a Fundação Xuxa Meneghel, que tem como presidente a própria apresentadora, é a mais nova integrante da Rede Proteger. “Contamos com mais de 40 instituições, mas a Fundação Xuxa dará às nossas ações uma repercussão nacional”, disse Criviam Paiva de Siqueira, da Assistência da Diretoria Geral Brasileira da Itaipu (AS.GB).
  
Com isso, a expectativa é que o número de crianças em situação de risco na Tríplice Fronteira, que hoje é de cerca de 3,5 mil, seja reduzido consideravelmente. “Em 2014, continuaremos a contribuir para que as políticas públicas em prol da criança e do adolescente sejam fortalecidas”, completou Criviam.
   
Segundo o coordenador da Rede Proteger, Hélio Cândido do Carmo, presidente da Guarda Mirim, a Rede Proteger atua, sobretudo nas áreas de acolhimento, educação e aprendizagem. “Toda a ação relacionada à defesa da infância é importante, mas a exploração tem sido pauta constante, pois essa violência é uma das formas mais perversas. Viola os direitos básicos das crianças, negando a elas liberdade, prazer, dignidade e a oportunidade de crescer em ambientes que ofereçam condições saudáveis de desenvolvimento”, disse.
   
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Capacitação
  
Sueli Ruiz, coordenadora da Campanha Trinacional de Combate à Exploração Sexual Infantojuvenil, lembrou que em 2014 haverá muito trabalho pela frente. Em fevereiro iniciam os cursos voltados aos profissionais na área do turismo. “Não podemos permitir que esta região tão repleta de belos atrativos tenha crianças exploradas. Todos os profissionais do turismo participarão dos cursos”, ressaltou.
    
Também serão produzidos de guias de referência para jornalistas, educadores e para as próprias crianças.
    
Conselho Tutelar

    
Outro ganho na área da defesa dos direitos da criança e do adolescente na cidade foi a implantação do 2º Conselho Tutelar, de acordo com o Plano Municipal de Enfrentamento à Violência Sexual de Crianças e Adolescentes.
    
Outra ação que envolveu não somente as 40 instituições que formam a Rede Proteger, mas a sociedade como um todo foi a Caminhada no dia 18 maio, em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infantil.
      
Em 2013, ocorreu também a retomada da execução do Programa Guarda Subsidiada, pela Associação Fraternidade e Aliança (AFA), e o lançamento da campanha de arrecadação do Funcriança, para doação de parte do imposto de renda às entidades de Foz.
    
"Temos que avançar muito no próximo ano. Esperamos que a articulação realizada até então, entre os atores da política local, continue. Somente assim o direito de nossos meninos e meninas será garantido, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)", disse o presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), André dos Santos.


Fonte: JIE

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Gleisi recebe prêmio por apoio à agricultura


Pelo apoio ao Plano Safra 2013/2014, a Ministra Chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, recebeu nesta terça-feira, 03, em Brasília, Prêmio conferido pela Sociedade Nacional da Agricultura, entidade que há 116 anos representa o setor agrícola brasileiro.

Segundo o Presidente da SNA, Antônio Melo Alvarenga,“viemos a Brasília fazer esta homenagem da área rural e manifestar nosso reconhecimento pelo apoio prestado pela Ministra
Glesi ao setor neste ano em que tivemos o melhor Plano agrícola de todos”.

A Ministra disse que o trabalho do governo é no sentido de obter o melhor para o país e destacou a proposta em estudo para um Plano Safra Plurianual. Destacou ainda os estudos para o lançamento ainda este ano de programa federal que irá definir a política para a produção de trigo no Brasil.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Meninos do Lago é indicado ao Prêmio Orgulho Paranaense

021213 JOELJoel fala sobre o "Meninos do Lago" para Cristina Pinheiro, na rádio CBN

Os bons resultados apresentados pelo "Meninos do Lago", mantido através do Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente (PPCA), da Itaipu, e pela Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), garantiram a indicação do Projeto ao Prêmio Orgulho Paranaense 2013, criado pela Secretaria de Estado do Esporte e Turismo, em parceria com a RPC TV.

Segundo Joel de Lima, assistente do diretor-geral da Itaipu, oprêmio reconhece entidades ou cidadãos paranaenses em destaque no esporte.
Ele participou do programa CBN Foz Edição da Tarde, nesta segunda-feira (02), e disse que o "Meninos do Lago" é mais um projeto que facilita a inclusão social, uma das grandes preocupações da atual gestão de Itaipu.
Joel de Lima disse ainda que devido aos resultados apresentados nos eventos do Circuito Nacional de Canoagem Slalom, os atletas já tornaram-se destaque nesta modalidade esportiva e conquistaram o acesso a programas governamentais, como o Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte, e o Top 2016, do Governo do Estado do Paraná.
De acordo com Joel, muitos dos atletas beneficiados com essas bolsas já ajudam suas famílias colaborando com o orçamento doméstico.

O evento de entrega do prêmio ocorrerá no dia 11 de dezembro no Centro de Convenções de Curitiba, na capital paranaense.