A experiência de Itaipu na implantação dos programas de responsabilidade social como Rede Cidadã, Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente (PPCA), Grupo de Trabalho Itaipu Saúde e Equidade de Gênero foi apresentada na terça-feira, 9, na abertura da Semana Acadêmica de Serviço Social da Faculdade Uniamérica. As atividades prosseguem até sábado.
A apresentação foi feita pelo assistente do diretor-geral, Joel de Lima.
"A equipe de Itaipu tem contribuído na elaboração de políticas públicas regionais e até nacionais. Como uma da funções do assistente social é formular políticas públicas não poderíamos deixar de conhecer um pouco mais o trabalho da empresa na área de responsabilidade social", disse a organizadora da Semana Acadêmica, Roseane de Souza.
Joel lembrou que até 2003, antes do presidente Luís Inácio Lula da Silva, determinar que todas as empresas públicas deveriam ter um cuidado com as comunidades onde estavam inseridas, Itaipu era uma Usina preocupada em produzir energia de qualidade. Mas, a partir daquele ano, as pessoas ganharam uma atenção especial da empresa. “A determinação da presidente Dilma Rousseff é a mesma. E estamos trabalhando para fortalecer ainda mais nossas ações e programas”, destacou.
Como exemplo de resultado, Joel citou que Itaipu e Governo do Estado, através do Rede Cidadã, contribuiu para erradicar o analfabetismo em quatro municípios da região: Serranópolis do Iguaçu, Itaipulândia, Medianeira e Matelândia. O próximo desafio é Foz do Iguaçu. Atualmente, 5,06% dos iguaçuenses ainda são analfabetos. Há 10 anos, 45% dos moradores de Foz nunca havia sentando em um banco escolar.
A Organização das Nações Unidas para a educação, à ciência e à cultura (Unesco) concede o título quando menos de 4% da população não sabe ler ou escrever. Desde a implantação em 2004, cerca de 367 mil pessoas aprenderam a ler e a escrever no Paraná. Desses, 13 mil nos nove municípios do NRE.
Crianças
Em relação à proteção das crianças e adolescentes ele destacou o trabalho desenvolvido pela Rede Proteger que reúne todos os meses representantes de mais de 40 entidades sociais da cidade para pensar, elaborar e desenvolver ações capazes de evitar que o público infantojuvenil seja explorado. Também o apoio do PPCA em projetos como o Plugados, que leva cultura a mais de 800 estudantes e o Meninos do Lago, que ensina canoagem a 100 adolescentes da Vila C e Morumbi
A empresa repassará de R$ 20 a R$ 38 para cada litro do insumo que estiver em condições industriais, que os hemocentros poderão empregar na compra de maquinário, manutenção de equipamentos, contratação de profissionais, além da melhoria do controle da qualidade do plasma.
A parceria com os hemocentros entra numa segunda fase com esses acordos. A colaboração entre a empresa e os hospitais começou em 2008, com a doação de equipamentos específicos para manter a qualidade do plasma. A Hemobrás já distribuiu 38 blast freezers e 15 freezers verticais a – 30º C, para congelamento rápido e armazenamento do plasma e 25 sistemas de monitoramento da cadeia do frio.
Parcerias – Já foram firmadas parcerias com os serviços de hemoterapia de Ribeirão Preto (Hemocentro RP), de Brasília, Minas Gerais (Hemominas), Pernambuco (Hemope), Bahia (Hemoba), Rio de Janeiro (Hemorio), São Paulo (Pró-Sangue e Colsan) e Santa Catarina (Hemosc).
O objetivo é ter um fluxo de ao menos 300 mil litros por ano, para ter a matéria prima necessária quando a fábrica de Pernambuco estiver pronta, em 2014. A unidade tem capacidade de processar até 500 mil litros anuais. A Hemobrás não pagará pelo plasma, o que é proibido pela Constituição (parágrafo 4° do artigo 199).
Setor estratégico – O SUS consome US$ 800 milhões anuais em derivados de sangue importados, que serão fornecidos pela estatal quando a fábrica entrar em operação. Além da garantia de fornecimento, o Brasil passará a dominar a tecnologia dessa linha de medicação. A planta industrial em construção em Pernambuco está orçada em R$ 670 milhões, entre obras civis, instalações e equipamentos.
Atualmente, os serviços de hemoterapia coletam 3,6 milhões de doações de sangue por ano no País. A maior parte das bolsas é usada sem passar por processos industriais no próprio hospital.
Ampliação de tratamento no sistema público
A Hemobrás é estratégica para ampliar o acesso ao tratamento no sistema público de saúde, assim como as fábricas públicas de vacinas e outros tipos de fármacos (antirretrovirais, por exemplo) no País. Com a operação da fábrica em Pernambuco, a expectativa é que o Brasil diminua a vulnerabilidade do mercado externo e fortaleça o complexo industrial da saúde. Além disso, a formação de mão de obra altamente especializada para a indústria farmacêutica deverá impulsionar o desenvolvimento socioeconômico, com a geração de emprego, renda e redução da pobreza.
Fonte: Em questão – Governo Federal






