sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A senadora eleita pelo Paraná, Gleisi Hoffmann, está com Dilma

A primeira senadora eleita pelo Paraná, Gleisi Hoffmann, quer Dilma Rousseff na Presidência da República. Gleisi conta com o apoio da população paranaense para eleger também, a primeira mulher como presidente do Brasil.

Assista ao depoimento de Gleisi

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

FCCR reunirá governadores e prefeitos de países do Mercosul


Coordenadores nacionais do Foro Consultivo de Cidades e Regiões (FCCR), do Ministério das Relações Institucionais, participaram de uma reunião, na manhã desta quinta-feira (7), no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), para definir a pauta da plenária anual da entidade e detalhes finais de um estudo que identificará os problemas das cidades de fronteiras.       
Integrantes do FCCR durante encontro no PTI, na manhã desta quinta-feira (7).

O diagnóstico é patrocinado pela Agência Espanhola para a Cooperação Internacional e o Desenvolvimento (AECID) e será apresentado nos dias 15 e 16 de dezembro, em Foz do Iguaçu, durante reunião com 50 governadores de países do Mercosul e prefeitos de capitais, cidades fronteiriças e da região Oeste do Paraná.

As decisões resultantes dos dois dias de encontro serão levadas à Reunião de Cúpula do Mercosul, que também ocorrerá na cidade, entre os dias 13 e 17 de dezembro. Ambos os eventos contam com o apoio da Itaipu.


A pauta

  
Entre os temas do encontro está a definição do planejamento estratégico para os próximos anos e a avaliação dos avanços conquistados pelo grupo desde sua implantação, em 2004.
   
Nestes seis anos, o FCCR conseguiu articular a criação de um corredor turístico entre a Patagônia, na Argentina, e o Amazonas. Foi criada também a Comissão Permanente para o Desenvolvimento e Integração da Faixa de Fronteira (CPDIFF).
    
Segundo Joel de Lima, assistente do diretor-geral brasileiro da Itaipu, a empresa apoia e participa das decisões do FCCR porque tem, na sua missão, a promoção do desenvolvimento regional. “Ao integrarmos os municípios da Tríplice Fronteira, naturalmente ocorrerá o desenvolvimento sustentável dos demais municípios da região”, explicou.


Fonte: JIE

A missão de Marina Silva, por Leonardo Boff

O Brasil está ainda em construção. Somos inteiros, mas não acabados. Nas bases e nas discussões políticas sempre se suscita a questão: que Brasil finalmente queremos?

É então que surgem os vários projetos políticos elaborados a partir de forças sociais com seus interesses econômicos e ideológicos com os quais pretendem moldar o Brasil.

Agora, no segundo turno das eleições presidenciais, tais projetos repontam com clareza. É importante o cidadão consciente dar-se conta do que está em jogo para além das palavras e promessas e se colocar criticamente a questão: qual dos projetos atende melhor às urgências das maiorias que sempre foram as "humilhadas e ofendidas" e consideradas "zeros econômicos" pelo pouco que produzem e consomem.

Essas maiorias conseguiram se organizar, criar sua consciência própria, elaborar o seu projeto de Brasil e digamos, sinceramente, chegaram a fazer de alguém de seu meio presidente do país, Luiz Inácio Lula da Silva. Foi uma virada de magnitude histórica.

Há dois projetos em ação: um é o neoliberal ainda vigente no mundo e no Brasil apesar da derrota de suas principais teses na crise econômico-financeira de 2008. Esse nome visa dissimular aos olhos de todos, o caráter altamente depredador do processo de acumulação, concentrador de renda que tem como contrapartida o aumento vertiginoso das injustiças, da exclusão e da fome. Para facilitar a dominação do capital mundializado, procura-se enfraquecer o Estado, flexibilizar as legislações e privatizar os setores rentáveis dos bens públicos.

O Brasil sob o governo de Fernando Henrique Cardoso embarcou alegremente neste barco a ponto de no final de seu mandato quase afundar o Brasil. Para dar certo, ele postulou uma população menor do que aquela existente. Cresceu a multidão dos excluídos. Os pequenos ensaios de inclusão foram apenas ensaios para disfarçar as contradições inocultáveis.


Os portadores deste projeto são aqueles partidos ou coligações, encabeçados pelo PSDB, que sempre estiveram no poder com seus fartos benesses. Este projeto prolonga a lógica do colonialismo, do neocolonialismo e do globocolonialismo, pois sempre se atém aos ditames dos países centrais.

José Serra do PSDB representa esse ideário. Por detrás dele estão o agrobusiness, o latifúndio tecnicamente moderno e ideologicamente retrógrado, parte da burguesia financeira e industrial. É o núcleo central do velho Brasil das elites que precisamos vencer pois elas sempre procuram abortar a chance de um Brasil moderno com uma democracia inclusiva.

O outro projeto é o da democracia social e popular do PT. Sua base social é o povo organizado e todos aqueles que pela vida afora se empenharam por um outro Brasil. Este projeto se constrói de baixo para cima e de dentro para fora.
Quer forjar uma nação autônoma, capaz de democratizar a cidadania, mobilizar a sociedade e o Estado para erradicar, a curto prazo, a fome e a pobreza, garantir um desenvolvimento social includente que diminua as desigualdades. Esse projeto quer um Brasil aberto ao diálogo com todos, visa a integração continental e pratica uma política externa autônoma, fundada no ganha-ganha e não na truculência do mais forte.

Ora, o governo Lula deu corpo a este projeto. Produziu uma inclusão social de mais de 30 milhões, e uma diminuição do fosso entre ricos e pobres, nunca assistido em nossa história. Representou em termos políticos uma revolução social de cunho popular, pois deu novo rumo ao nosso destino. Essa virada deve ser mantida, pois faz bem a todos, principalmente às grandes maiorias, pois lhes devolveu a dignidade negada.

Dilma Rousseff se propõe garantir e aprofundar a continuidade deste projeto que deu certo. Muito foi feito, mas muito falta ainda por fazer, pois a chaga social dura já há séculos e sangra.
É aqui que entra a missão de Marina Silva com seus cerca de vinte milhões de votos. Ela mostrou que há uma faceta significativa do eleitorado que quer enriquecer o projeto da democracia social e popular. Esta precisa assumir estrategicamente a questão da natureza, impedir sua devastação pelas monoculturas, ensaiar uma nova benevolência para com a Mãe Terra.

Marina em sua campanha lançou esse programa. Seguramente se inclinará para o lado de onde veio, o PT, que ajudou a construir e agora a enriquecer. Cabe ao PT escutar esta voz que vem das ruas e com humildade saber abrir-se ao ambiental. Sonhamos com uma democracia social, popular e ecológica que reconcilie ser humano e natureza para garantir um futuro comum feliz para nós e para a humanidade que nos olha cheia de esperança.

Leonardo Boff é teólogo e integrante do Partido Verde


Fonte: Carta Maior

''Mistificação em torno do aborto é calhordice''

''Mistificação em torno do aborto é calhordice''
Convidado para ser um dos coordenadore da campanha da petista Dilma Rousseff à Presidência da República, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) considera uma 'calhordice' a mistificação religiosa em torno do debate do aborto. Apesar de ter sido afastado da corrida presidencial por decisão do PSB, a mando do Planalto, Ciro garante não ter guardado ressentimento. 'Eu sou um dos eleitores que potencialmente poderia ter votado na Marina por tudo que aconteceu. Não votei porque sou militante, meu partido tomou alinhamento', afirma.
 Reconheceu ainda que a mudança de seu título de eleitor do Ceará para São Paulo foi o 'maior erro' que cometeu na vida.
A substância desse voto é ideológica, é progressista, é um voto exigente, que vota comigo. Eu disse várias vezes: se eu não for candidato, a Marina vai ficar com os meus votos. Ela ficou com parte importante deles, que é essa classe média, com escolarização alta, que percebe que o PT e o PSDB são iguais nas mazelas. São pessoas que não aceitam a redução da política a esse falso maniqueísmo. Percebem a contradição de um PSDB, que prometeu uma coisa e fez outra. E também que percebem a contradição de um PT que falava pela goela num moralismo exacerbado e agora, de vez em quando, manda uma notícia de um escândalo.

E esse voto vai para onde?
Vai para a Dilma. Não tenho a menor dúvida disso.

Não vai para o Serra?
 Parte vai, mas a substância vai para Dilma. Se fosse para o Serra, teria ido no primeiro turno. As pesquisas que vão sair agora vão revelar uns 10 pontos de revanche da Dilma sobre o Serra.

O salto alto na campanha da Dilma atrapalhou sua eleição no primeiro turno?
Não é salto alto. Todos os institutos de pesquisa ficaram dizendo que a Dilma ganhou. E aí a gente faz realmente o quê? Eu digo na parte dos profissionais. O que acontece é o seguinte: toca a bola no meio de campo para não errar. Não responde ao ataque, não reconhece o crescimento da Marina. Não houve erro.
 Como se faz, se estão com 51% em um instituto, 52% em outro? Eu inovo, eu caio na provocação? Eu respondo aos boatos sujos, imundos, que dominaram a internet?

O senhor está se referindo a questão do aborto?
O pior é trazer para a luta política brasileira um homem como o Serra, qualificado, preparado, experiente, homem de valor, e o PSDB trazer em socorro de sua débâcle eleitoral a calhordice da mistificação religiosa. É grave para o País. O Brasil tem uma tradição que o mundo inteiro admira, que é a tolerância religiosa, é o Estado laico. Aí a imundície está tomando conta, essa coisa do ódio religioso, da intolerância trazida para a política.

A disseminação, principalmente na internet, de que Dilma seria favorável ao aborto atrapalhou a sua eleição em primeiro turno? Não acho. A Dilma falou com muita clareza que não é a favor do aborto. A questão é posta em si em termos calhordas, desonestos. Ninguém é a favor do aborto. Isso é um assunto da intimidade da mulher, da família, de seu conjunto de valores morais, éticos, religiosos e uma ação de saúde. Essa é a única discussão possível. O presidente da República tem zero poder nesse assunto. Só quem pode regulamentar esse assunto é monopolisticamente o Congresso.

Mas o assunto ficou...
A mãe da liberdade de imprensa é o Estado republicano laico. Os aiatolás, os talibãs e os seus afins não permitem a liberdade de imprensa, não permitem que as mulheres tenham liberdade. É isso que estamos querendo trazer para o Brasil? É violar essa conquista centenária do povo brasileiro, por oportunismo? Por que o PSDB, que nasceu para ajudar a modernidade do País, resolveu agora advogar o Estado teocrático? O Serra tem de dizer que, na República que ele advoga, primeiro falam os aiatolás, e aí os políticos resolvem o que os aiatolás querem que seja feito.

O senhor acha que o fato de o Lula ter feito criticas à imprensa influenciou negativamente na eleição de Dilma?
Aquilo foi gol contra. A imprensa como entidade é tão essencial à democracia como o ar que a gente respira. Isso não quer dizer que você não possa fazer um debate com o mérito deste ou daquele editorial. Eu, por exemplo, tenho grandes problemas com facções da imprensa conservadora brasileira. Mas amo e protejo os seus direitos. Quando o Getúlio Vargas se suicidou havia contra ele uma campanha violentíssima na grande mídia. Mas ele preferiu se matar do que atentar contra a liberdade da imprensa.

Mas por que o Lula tem esse tipo de comportamento de sempre querer cercear a imprensa?
O Lula nasceu e cresceu mal acostumado com as redações todas favoráveis a ele. E assume a Presidência e meio que replica as práticas conservadoras de manter esse imenso volume de dinheiro público financiando a grande mídia. Creio que ele esperava uma certa reciprocidade. Já devia ter aprendido que isso não vai existir jamais. Eu distingo uma linha editorial do Estado, que é um jornal sério, conservador, que tem seu lado, que tem seus valores. Eu respeito isso mais profundamente do que dois terços dos meus aliados. Respeito o jornal, a posição, a opinião, como respeito Aloysio Nunes Ferreira. Viva São Paulo, que elegeu Aloysio Nunes Ferreira.

Foi melhor do que eleger o Netinho?
Não vou dizer de quem ele é melhor. Vou dizer: viva São Paulo que elegeu Aloysio Nunes Ferreira. É um cara da política, de a gente discutir posições, um cara que tem uma linha. Dou muito mais valor ao Aloysio Nunes Ferreira do que dois terços dos meus aliados de hoje.

Que aliados? O PMDB?
Você que está falando.

O senhor é um dos coordenadores da campanha. O que deve mudar na propaganda eleitoral?
O programa eleitoral tem necessariamente de mudar porque agora ele terá uma dinâmica bipolar, todos os dias e dez minutos iguais. Você tem de politizar muito mais. Agora sim é um plebiscito. Temos de mostrar que há um projeto, que pegou o desemprego em 15% e está com 8%, que pegou a inflação em 24% e está em 5%. É um projeto que pegou o salário mínimo em US$ 76 e agora está quase US$ 300. Então é projeto contra a tentativa de volta daquele outro projeto. O único brasileiro que tem saudade do Fernando Henrique é o Serra.
Pouco antes de sua candidatura pelo PSB ser abortada, o sr. foi irônico e se referiu ao presidente Lula como o 'santo Lula'.
Minha frase inteira é a seguinte: o Lula é um extraordinário líder político, mas não é um santo. Muitas vezes, acho que os bajuladores do Lula o tratam não como se ele fosse um extraordinário líder político, mas um santo a quem não deve se dar uma opinião negativa. Eu sou leal, parceiro, amigo do Lula há mil anos. Disso ninguém duvida. Agora, a forma de ser leal e amigo não é ficar bajulando, dizendo que está tudo maravilhoso. É dizer o que você pensa com franqueza. Ainda que você também possa estar errado. Quantas vezes eu já não errei?

O senhor ficou magoado com o fato de ter barrada sua candidatura à Presidência?
Mágoa não é a palavra. Fiquei triste para valer porque achei uma violência. Eu poderia ter votado na Marina por simpatia pessoal. Eu sou um dos eleitores que potencialmente poderia ter votado na Marina por tudo que aconteceu. Não votei porque sou militante, filiado a um partido, meu partido tomou alinhamento. Eu acho que o Serra é o atraso. Acho que essa aliança do PT com tudo que tem aí é uma contradição, tem muito problema, tem fadiga de material. Eu hospedaria o meu voto com muita tranquilidade no primeiro turno na Marina certo de que ela não ganharia. Ato contínuo eu votaria na Dilma, sem dúvida. Eu seria esse típico eleitor. As pessoas vão pensar um pouco.

QUEM É
Formado em Direito, filiou-se ao PDS em 1980. Em 1982 foi eleito deputado estadual. No ano seguinte foi para o PMDB e se reelegeu. Em 1988 migrou para o PSDB. Foi eleito prefeito de Fortaleza e depois governador do Ceará. Em 1996 filiou-se ao PPS para concorrer à Presidência da República em 1998. Em 2003 deixou o partido e migrou para o PSB e foi convidado por Lula para assumir o Ministério da Integração Nacional

Fonte: Por Eugênia Lopes, Estadão

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Segundo turno: entre o egoísmo e a fraternidade.


* Por Ivo Pugnaloni 

Faltam poucos dias para o segundo turno em 31 de outubro. Não há tempo a perder. 

Cada um de nós, que apoiamos Lula, deve fazer sua parte. Os resultados do primeiro turno mostram o caminho. Esse texto está focado nos votos nulos, brancos e abstenções. E sobre as formas de mostrar às pessoas como serem agentes ativos da grande mudança que o governo Lula representa.

Tivemos 18% de abstenções. Contando com 5,5% de votos nulos e 3,3 % de votos em branco temos no total, que 27% dos votos não foram dados a ninguém.

É preciso entender esses resultados e explicá-los às pessoas, para que cada um ajude como puder.
É fato que quase um em cada três eleitores brasileiros deixou de votar num presidente no primeiro turno, embora potencialmente, sejam eleitores de Dilma.

Na sua maioria são pessoas que não votaram porque moram num lugar, mas ainda não transferiram seu título de eleitor da cidade de onde vieram. E que por razões de trabalho e de falta de dinheiro, não puderam ir votar. É preciso convencê-las a ir votar.

Há também os maiores de 65 anos, que tem o direito de votar, mas não estão mais obrigados a votar. Muitos acham que isso é uma grande vantagem e deixam de votar sem razão melhor do que essa, embora reconheçam que Lula foi o melhor presidente para os aposentados e os mais pobres. É preciso convencê-las da importância de seu voto, não só pelo futuro dos mais novos, como dos mais velhos e mais pobres que eles.

Além disso, cada um de nós conhece pessoas que alegam votar nulo ou branco para expressar seu descontentamento com o processo político. É preciso convencê-las que protestar contra o que está aí há quinhentos anos é apoiar Dilma e Lula, que representam a única mudança concreta de vida do povo que ocorreu nesse tempo.

Conhecemos também pessoas que por sua idade ou por outra razão qualquer, tem muita dificuldade com máquinas eletrônicas como caixas automáticas de banco e urnas. E quase sempre se atrapalham, anulando o voto sem querer.É preciso ajudar essas pessoas a entender o processo e a fazerem suas “colinhas”.
 
Cada um conhece também muitos eleitores com menos de 18 anos, que se inscreveram para votar mas que, no dia 3 de outubro, tinham uma viagem, uma festa, ou algo mais gostoso para fazer do que comparecer para votar.É preciso convencer esses jovens a adiar o passeio ou a festa só um pouquinho, para exercerem a cidadania que já adquiriram.
Ou seja, nossa tarefa é fazer esse pessoal votar na Dilma em 31 de outubro!

Há também os que votaram em Marina e em Serra equivocados, mas de boa fé, iludidos pela mídia mídia comprada pela oposição.

Embora esses também sejam importantes, o nosso “alvo” nesse artigo são os votos brancos, nulos e as abstenções, com muito potencial de serem votos para a Dilma, mas que faltaram chegar às urnas.

Os argumentos para cumprirmos nossa tarefa
Num segundo turno, as escolhas do eleitor diminuem. Ou ele escolhe que o Brasil continue no rumo que Lula deu ao país ou escolhe mudar de rumo.
Não comparecer, votar nulo ou votar em branco será a mesma coisa que votar em Serra e por conseqüência, votar na volta do tempo de Fernando Henrique Cardoso.

Não comparecer, votar nulo ou branco será pedir para que os salários sejam novamente congelados, alguns por nove anos, sem aumento, como aconteceu com o dos funcionários públicos entre 1994 e 2002.

Não comparecer, votar nulo ou branco será o mesmo que pedir para que acabar com programas como o PROUNI, que colocou nas universidades mais de 700 mil jovens de famílias mais carentes, além de acabar com dezenas de outros programas de inclusão social como o Minha Casa Minha Vida, o Bolsa-Família, o Luz para Todos, os programas de saneamento, de esportes de urbanização de favelas...

Não comparecer, anular o voto ou votar em branco será votar contra uma nova forma de relacionamento entre o Governo e o Povo, que foi inaugurada pelo presidente Lula.
Uma forma de governar com um pensamento fraterno, que supera e vence os sentimentos egoístas que cada um, no fundo de nós, carrega dentro de si, mesmo não admitindo isso.

As idéias egoístas e as idéias fraternas.
Dentro de cada um de nós existe um tipo de luta entre os pensamentos egoístas e os pensamentos fraternos. Devemos estar preparados para influir nessa luta com nossos conhecidos.

Pensarmos de forma egoísta é muito fácil.
É pensarmos só em nós mesmos, ou no máximo, em nossa família.
Pensar de forma fraterna é mais difícil, pois é pensar naqueles que não são de nossa família, de nossa cor de pele, de nossa raça, de nossa classe social.
Pensar de forma egoísta é seguir as mensagens subliminares que estão em quase todos os veículos de informação e de diversão.
 
Estes veículos, por serem voltados para a máxima audiência e o lucro, propagam muito mais as notícias sobre catástrofes, desgraças e guerras do que a sobre paz. Os jornais noticiam muito mais os casos de crimes e de violências do que os milhões de casos em que as pessoas e as famílias estão vivendo melhor, ou os casos nos quais a  assistência e a caridade, pública ou privada, remediam diariamente aos enfermos e aos necessitados.

Esse martelar diário da imprensa sobre desgraças, corrupção e crimes, aumenta o medo da sociedade com relação os mais pobres, aos mal vestidos, aos diferentes e acentua em todos nós o pensamento egoísta, uma forma de salvarmos pelo menos aqueles que são mais próximos de nós, “já que o mundo está perdido mesmo”.

É esse pensamento egoísta, disseminado pela imprensa sensacionalista, que leva muita gente a achar que os beneficiários dos programas de Lula são vagabundos, oportunistas, gente sem direito à cidadania por serem preguiçosos e que são pobres e miseráveis porque não querem estudar nem trabalhar.
Esse argumento é parte central do “discurso anti-Lula”.

A quem pensa assim, em resumo, devemos dizer que pensar de forma fraterna é pensar aquilo que nossos pais nos ensinaram, que nosso padre, nosso pastor, nosso professor ou nosso guia espiritual, nos ensinaram. E que foi repartir mesmo o pouco que tivéssemos com nossos irmãos e com os mais pobres, a pensar naquele que são órfãos, nos doentes, nos mais velhos e nos necessitados.

Temos que lembrar que é isso que Lula e Dilma continuarão fazendo, criando novas obras, novos empregos, se eles nos ajudarem nesse segundo turno das eleições, com seu apoio e com seu voto.

Como podemos fazer a luta de idéias?
Com muito jeito e em qualquer lugar. A eleição é hoje um assunto tão importante como o frio, o calor, a chuva ou a secura que está fazendo em cada canto de nosso enorme país. Experimente puxar o assunto com aquele desconhecido (ou desconhecida) que você vê todos os dias no ônibus e no metrô...

Podemos dialogar com as pessoas sobre o segundo turno no trabalho, no caminho para o trabalho, em casa, na sala de aula, na casa dos amigos, em qualquer lugar. Até mesmo na internet.

Mas cuidado com só ficarmos no teclado. É preciso nos concentrar em falar com pessoas de carne e osso, que nos 
conhecem, nos respeitam, mas que apenas estão equivocadas.

Não devemos perder tempo na internet com militantes do egoísmo e do racismo, que infestam os blogs e sites e salas de chat, muitas vezes pagos e bem pagos por nossos adversários da oposição raivosa ao Lula.

É preciso termos muito cuidado para não sermos agressivos ou inconvenientes com as pessoas, pois esses temas políticos desgostam algumas delas que ficam irritadas quando contrariadas quando se fala nisso.

Mas se colocarmos as coisas da forma adequada, aceitando as queixas e os argumentos delas, colocando de um lado os pensamentos egoístas e de outro os pensamentos fraternos, nós teremos boas chances de sermos entendidos.
 
Boa Sorte em seu trabalho! E tenha a certeza de estar fazendo algo muito grande e muito bom pelo seu futuro, dos seus filhos e dos seus netos, ao querer influir nessas eleições, pelo bem e o progresso desse grande e generoso povo brasileiro! 

* Empresário e um dos fundadores do PT

Ciro Gomes entra para a coordenação de campanha

Ciro Gomes entra para a coordenação de campanha

Foto: Roberto Stuckert Filho

O deputado Ciro Gomes (PSB), uma das maiores lideranças políticas do Nordeste e do Brasil, se integrou neste segundo turno à coordenação da campanha da candidata Dilma Rousseff. A notícia foi dada pela própria candidata na terça-feira, durante entrevista coletiva em Brasília.

“Tem uma pessoa muito especial que hoje integra a coordenação da campanha, que é o nosso querido Ciro Gomes. Ele vai participar da coordenação e estou muito feliz porque eu admiro, respeito e considero muito o deputado Ciro Gomes. Acho que ele tem uma imensa contribuição a dar”, revelou Dilma.
Animada, Dilma disse que fará uma carreata amanhã no Rio de Janeiro e, no final de semana, participará do primeiro debate na televisão, na TV Bandeirantes. Ela lembrou que o segundo turno é um ótimo momento para apresentar, de forma detalhada, as propostas aos eleitores e permitir que elas a conheçam melhor.

“Nosso objetivo principal no segundo turno é deixar o eleitor me conhecer melhor e deixar cada vez mais claro que se trata de uma disputa de dois projetos. Um projeto que é volta ao passado, porque o exemplo do que foi o governo do PSDB no Brasil tem que ser lembrado.  É a única carta de referência que o eleitor pode ter ao considerar o que significa concretamente os compromissos do meu adversário", disse.

Ela acrescentou: "Meu projeto, que é de mudança e transformação do Brasil. Levamos nesses últimos oito anos o Brasil a uma nova era de prosperidade, mais emprego, crescimento a taxas elevadas e, sobretudo, incluindo toda a população brasileira”.

Vida
Dilma falou que não vê o menor problema em debater temas religiosos, já que o projeto que ela defende está baseado no humanismo e nos valores cristãos. Católica, a candidata ainda ressaltou a importância que dá à vida.

“É muito importante afirmar que meu projeto, que foca nas pessoas marginalizadas, é um projeto a favor da vida. E tenho certeza que entre a concepção da minha proposta tem tudo a ver com as religiões no Brasil", afirmou.

Segundo ela, "o Brasil tem uma força muito grande na religião cristã e eu particularmente sou de família católica e sempre fui a favor da vida. Mas, sobretudo, eu tenho hoje muita felicidade de ter passado nesta campanha com uma experiência pessoal muito forte, que foi o nascimento do meu neto. Mais do que tudo eu sou a favor da vida”.

Fonte: Dilma 13

Veja como era a Petrobras e como está agora, com Lula e Dilma

Assista ao vídeo e compare como estava a Petrobras no governo Tucano e hoje, com Lula e Dilma.

Só para relembrar: Há menos de um mês, a Petrobras passou a ser considerada a segunda maior produtora de petróleo do mundo.

Veja você mesmo:

Ex-ministro Ciro Gomes faz comentários sobre Serra

Um dos criadores do Plano Real,  Ciro Gomes, em entrevista concedida em 2009 ao Jogo do Poder, teceu comentários sobre José Serra e o governo Fernando Henrique Cardoso (FHC).

No entendimento dele, essa gente (Serra e FHC) não pode voltar. Segundo ele, mesmo assumindo o país em situação "greguingolada",
Lula provou que o Brasil tem condições de resolver seus desafios.

Em relação às privatizações, segundo ele,  Hélio Gáspari, chamou de PRIVATARIA - mistura de privatização com pirataria.

Para Ciro Gomes, Serra é um "Fernando Henrique boy". 

Assista à entrevista

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O Brasil não esquecerá: 45 escândalos que marcaram o governo FHC

Itinerário de um desastre

Nenhum governo teve mídia tão favorável quanto o de FHC, o que não deixa de ser surpreendente, visto que em seus dois mandatos ele realizou uma extraordinária obra de demolição, de fazer inveja a Átila e a Gêngis Khan. Vale a pena relembrar algumas das passagens de um governo que deixou uma pesada herança para seu sucessor: o presidente Luíz Inácio Lula da Silva. Leia este texto com atenção e depois compare como Lula está deixando o governo para seu (sua) sucessor (a).

A taxa média de crescimento da economia brasileira, ao longo da década tucana, foi a pior da história, em torno de 2,4%. Pior até mesmo que a taxa média da chamada década perdida, os anos 80, que girou em torno de 3,2%.
No período, o patrimônio público representado pelas grandes estatais foi liquidado na bacia das almas. No discurso, essa operação serviria para reduzir a dívida pública e para atrair capitais. Na prática assistimos a um crescimento exponencial da dívida pública. A dívida interna saltou de R$ 60 bilhões para impensáveis R$ 630 bilhões, enquanto a dívida externa teve seu valor dobrado.

Enquanto isso, o esperado afluxo de capitais não se verificou. Pelo contrário, o que vimos no setor elétrico foi exemplar. Uma parceria entre as elétricas privatizadas e o governo gerou uma aguda crise no setor, provocando um longo racionamento. Esse ano, para compensar o prejuízo que sua imprevidência deu ao povo, o governo premiou as elétricas com sobretaxas e um esdrúxulo programa de energia emergencial. Ou seja, os capitais internacionais não vieram e a incompetência das privatizadas está sendo financiada pelo povo.

O texto que segue é um itinerário, em 45 pontos, das ações e omissões levadas a efeito pelo governo FHC e de relatos sobre tentativas fracassadas de impor medidas do receituário neoliberal. Em alguns casos, a oposição, aproveitando-se de rachas na base governista ou recorrendo aos tribunais, bloqueou iniciativas que teriam causado ainda mais dano aos interesses do povo.

Essa recompilação serve como ajuda à memória e antídoto contra a amnésia. Mostra que a obra de destruição realizada por FHC não pode ser fruto do acaso. Ela só pode ser fruto de um planejamento meticuloso.


1 - Conivência com a corrupção
O governo do PSDB tem sido conivente com a corrupção. Um dos primeiros gestos de FHC ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias.

2 - O escândalo do Sivam
O contrato para execução do projeto Sivam foi marcado por escândalos. A empresa Esca, associada à norte-americana Raytheon, e responsável pelo gerenciamento do projeto, foi extinta por fraudes contra a Previdência. Denúncias de tráfico de influência derrubaram o embaixador Júlio César dos Santos e o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra.

3 - A farra do Proer
O Proer demonstrou, já em 1996, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais.

4 - Caixa-dois de campanhas
As campanhas de FHC em 1994 e em 1998 teriam se beneficiado de um esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.

5 - Propina na privatização
A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.

6 - A emenda da reeleição
O instituto da reeleição foi obtido por FHC a preços altos. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara.

7 - Grampos telefônicos
Conversas gravadas de forma ilegal foram um capítulo à parte no governo FHC. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.

8 - TRT paulista
A construção da sede do TRT paulista representou um desvio de R$ 169 milhões aos cofres públicos. A CPI do Judiciário contribuiu para levar o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, para a cadeia e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois dos principais envolvidos no caso.

9 - Os ralos do DNER
O DNER foi o principal foco de corrupção no governo de FHC. Seu último avanço em matéria de tecnologia da propina atende pelo nome de precatórios. A manobra consiste em furar a fila para o pagamento desses títulos. Estima-se que os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor dos precatórios para a quadrilha que comandava o esquema. O órgão acabou sendo extinto pelo governo.

10 - O "caladão"
O Brasil calou no início de julho de 1999 quando o governo FHC implementou o novo sistema de Discagem Direta a Distância (DDD). Uma pane geral deixou os telefones mudos. As empresas que provocaram o caos no sistema haviam sido recém-privatizadas. O "caladão" provocou prejuízo aos consumidores, às empresas e ao próprio governo. Ficou tudo por isso mesmo.

11 - Desvalorização do real
FHC se reelegeu em 1998 com um discurso que pregava "ou eu ou o caos". Segurou a quase paridade entre o real e o dólar até passar o pleito. Vencida a eleição, teve de desvalorizar a moeda. Há indícios de vazamento de informações do Banco Central. O deputado Aloizio Mercadante, do PT, divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial e outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.

12 - O caso Marka/FonteCindam
Durante a desvalorização do real, os bancos Marka e FonteCindam foram socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão. O pretexto é que a quebra desses bancos criaria risco sistêmico para a economia. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por um pequeno lapso de tempo. Cacciola retornou à sua Itália natal, onde vive tranqüilo.

13 - Base de Alcântara
O governo FHC enfrenta resistências para aprovar o acordo de cooperação internacional que permite aos Estados Unidos usarem a Base de Lançamentos Espaciais de Alcântara (MA). Os termos do acordo são lesivos aos interesses nacionais. Exemplos: áreas de depósitos de material americano serão interditadas a autoridades brasileiras. O acesso brasileiro a novas tecnologias fica bloqueado e o acordo determina ainda com que países o Brasil pode se relacionar nessa área. Diante disso, o PT apresentou emendas ao tratado – todas acatadas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

14 - Biopirataria oficial
Antigamente, os exploradores levavam nosso ouro e pedras preciosas. Hoje, levam nosso patrimônio genético. O governo FHC teve de rever o contrato escandaloso assinado entre a Bioamazônia e a Novartis, que possibilitaria a coleta e transferência de 10 mil microorganismos diferentes e o envio de cepas para o exterior, por 4 milhões de dólares. Sem direito ao recebimento de royalties. Como um único fungo pode render bilhões de dólares aos laboratórios farmacêuticos, o contrato não fazia sentido. Apenas oficializava a biopirataria.

15 - O fiasco dos 500 anos
As festividades dos 500 anos de descobrimento do Brasil, sob coordenação do ex-ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca (PFL-PR), se transformaram num fiasco monumental. Índios e sem-terra apanharam da polícia quando tentaram entrar em Porto Seguro (BA), palco das comemorações. O filho do presidente, Paulo Henrique Cardoso, é um dos denunciados pelo Ministério Público de participação no episódio de superfaturamento da construção do estande brasileiro na Feira de Hannover, em 2000.

16 - Eduardo Jorge, um personagem suspeito
Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, é um dos personagens mais sombrios que freqüentou o Palácio do Planalto na era FHC. Suspeita-se que ele tenha se envolvido no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista e em superfaturamento no Serpro, de montar o caixa-dois para a reeleição de FHC, de ter feito lobby para empresas de informática, e de manipular recursos dos fundos de pensão nas privatizações. Também teria tentado impedir a falência da Encol.

17 - Drible na reforma tributária
O PT participou de um acordo, do qual faziam parte todas as bancadas com representação no Congresso Nacional, em torno de uma reforma tributária destinada a tornar o sistema mais justo, progressivo e simples. A bancada petista apoiou o substitutivo do relator do projeto na Comissão Especial de Reforma Tributária, deputado Mussa Demes (PFL-PI). Mas o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o Palácio do Planalto impediram a tramitação.

18 - Rombo transamazônico na Sudam
O rombo causado pelo festival de fraudes transamazônicas na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, a Sudam, no período de 1994 a 1999, ultrapassa R$ 2 bilhões. As denúncias de desvios de recursos na Sudam levaram o ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) a renunciar ao mandato. Ao invés de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. O PT ajuizou ação de
inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a providência do governo.

19 - Os desvios na Sudene
Foram apurados desvios de R$ 1,4 bilhão em 653 projetos da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene. A fraude consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como no caso da Sudam, FHC decidiu extinguir o órgão. O PT também questionou a decisão no Supremo Tribunal Federal.

20 - Calote no Fundef
O governo FHC desrespeita a lei que criou o Fundef. Em 2002, o valor mínimo deveria ser de R$ 655,08 por aluno/ano de 1ª a 4ª séries e de R$ 688,67 por aluno/ano da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e da educação especial. Mas os valores estabelecidos ficaram abaixo: R$ 418,00 e R$ 438,90, respectivamente. O calote aos estados mais pobres soma R$ 11,1 bilhões desde 1998.

21 - Abuso de MPs
Enquanto senador, FHC combatia com veemência o abuso nas edições e reedições de Medidas Provisórias por parte José Sarney e Fernando Collor. Os dois juntos editaram e reeditaram 298 MPs. Como presidente, FHC cedeu à tentação autoritária. Editou e reeditou, em seus dois mandatos, 5.491medidas. O PT participou ativamente das negociações que resultaram na aprovação de emenda constitucional que limita o uso de MPs.

22 - Acidentes na Petrobras
Por problemas de gestão e falta de investimentos, a Petrobras protagonizou uma série de acidentes ambientais no governo FHC que viraram notícia no Brasil e no mundo. A estatal foi responsável pelos maiores desastres ambientais ocorridos no País nos últimos anos. Provocou, entre outros, um grande vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio, outro no Rio Iguaçu, no Paraná. Uma das maiores plataformas da empresa, a P-36, afundou na Bacia de Campos, causando a morte de 11 trabalhadores. A Petrobras também ganhou manchetes com os acidentes de trabalho em suas plataformas e refinarias que ceifaram a vida de centenas de empregados.

23 - Apoio a Fujimori
O presidente FHC apoiou o terceiro mandato consecutivo do corrupto ditador peruano Alberto Fujimori, um sujeito que nunca deu valor à democracia e que fugiu do País para não viver os restos de seus dias na cadeia. Não bastasse isso, concedeu a Fujimori a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul, o principal título honorário brasileiro. O Senado, numa atitude correta, acatou sugestão apresentada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) e cassou a homenagem.

24 - Desmatamento na Amazônia
Por meio de decretos e medidas provisórias, o governo FHC desmontou a legislação ambiental existente no País. As mudanças na legislação ambiental debilitaram a proteção às florestas e ao cerrado e fizeram crescer o desmatamento e a exploração descontrolada de madeiras na Amazônia. Houve aumento dos focos de queimadas. A Lei de Crimes Ambientais foi modificada para pior.

25 – Os computadores do FUST
A idéia de equipar todas as escolas públicas de ensino médio com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata. Os recursos para a compra viriam do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust. Mas o governo ignorou a Lei de Licitações, a 8.666. Além disso, fez megacontrato com a Microsoft, que teria, com o Windows, o monopólio do sistema operacional das máquinas, quando há softwares que poderiam ser usados gratuitamente. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata está suspensa.

26 - Arapongagem
O governo FHC montou uma verdadeira rede de espionagem para vasculhar a vida de seus adversários e monitorar os passos dos movimentos sociais. Essa máquina de destruir reputações é constituída por ex-agentes do antigo SNI ou por empresas de fachada. Os arapongas tucanos sabiam da invasão dos sem-terra à propriedade do presidente em Buritis, em março deste ano, e o governo nada fez para evitar a operação. Eles foram responsáveis também pela espionagem contra Roseana Sarney.

27 - O esquema do FAT
A Fundação Teotônio Vilela, presidida pelo ex-presidente do PSDB, senador alagoano Teotônio Vilela, e que tinha como conselheiro o presidente FHC, foi acusada de envolvimento em desvios de R$ 4,5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Descobriu-se que boa parte do dinheiro, que deveria ser usado para treinamento de 54 mil trabalhadores do Distrito Federal, sumiu. As fraudes no financiamento de programas de formação profissional ocorreram em 17 unidades da federação e estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público.

28 - Mudanças na CLT
A maioria governista na Câmara dos Deputados aprovou, contra o voto da bancada do PT, projeto que flexibiliza a CLT, ameaçando direitos consagrados dos trabalhadores, como férias, décimo terceiro e licença maternidade. O projeto esvazia o poder de negociação dos sindicatos. No Senado, o governo FHC não teve forças para levar adiante essa medida anti-social.

29 - Obras irregulares
Um levantamento do Tribunal de Contas da União, feito em 2001, indicou a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades graves. A maioria dessas obras pertence a órgãos como o extinto DNER, os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Uma dessas obras, a hidrelétrica de Serra da Mesa, interior de Goiás, deveria ter custado 1,3 bilhão de dólares. Consumiu o dobro.

30 - Explosão da dívida pública
Quando FHC assumiu a Presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa somava R$ 153,4 bilhões. Entretanto, a política de juros altos de seu governo, que pratica as maiores taxas do planeta, elevou essa dívida para R$ 684,6 bilhões em abril de 2002, um aumento de 346%. Hoje, a dívida já equivale a preocupantes 54,5% do PIB.

31 - Avanço da dengue
A omissão do Ministério da Saúde é apontada como principal causa da epidemia de dengue no Rio de Janeiro. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministério da Saúde gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o estado do Rio registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte.

32 – Verbas do BNDES
Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de R$ 10 bilhões para socorrer empresas que assumiram o controle de ex-estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou R$ 686,8 milhões na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.

33 - Crescimento pífio do PIB
Na "Era FHC", a média anual de crescimento da economia brasileira estacionou em pífios 2%, incapaz de gerar os empregos que o País necessita e de impulsionar o setor produtivo. Um dos fatores responsáveis por essa quase estagnação é o elevado déficit em conta-corrente, de 23 bilhões de dólares no acumulado dos últimos 12 meses. Ou seja: devido ao baixo nível da poupança interna, para investir em seu desenvolvimento, o Brasil se tornou extremamente dependente de recursos externos, pelos quais paga cada vez mais caro.

34 – Renúncias no Senado
A disputa política entre o Senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e o Senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em torno da presidência do Senado expôs publicamente as divergências da base de sustentação do governo. ACM renunciou ao mandato, sob a acusação de violar o painel eletrônico do Senado na votação que cassou o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Levou consigo seu cúmplice, o líder do governo, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Jader Barbalho se elegeu presidente do Senado, com apoio ostensivo de José Serra e do PSDB, mas também acabou por renunciar ao mandato, para evitar a cassação. Pesavam contra ele denúncias de desvio de verbas da Sudam.

35 - Racionamento de energia
A imprevidência do governo FHC e das empresas do setor elétrico gerou o apagão. O povo se mobilizou para abreviar o racionamento de energia. Mesmo assim foi punido. Para compensar supostos prejuízos das empresas, o governo baixou Medida Provisória transferindo a conta do racionamento aos consumidores, que são obrigados a pagar duas novas tarifas em sua conta de luz. O pacote de ajuda às empresas soma R$ 22,5 bilhões.

36 - Assalto ao bolso do consumidor
FHC quer que o seu governo seja lembrado como aquele que deu proteção social ao povo brasileiro. Mas seu governo permitiu a elevação das tarifas públicas bem acima da inflação. Desde o início do plano real até agora, o preço das tarifas telefônicas foi reajustado acima de 580%. Os planos de saúde subiram 460%, o gás de cozinha 390%, os combustíveis 165%, a conta de luz 170% e a tarifa de água 135%. Neste período, a inflação acumulada ficou em 80%.

37 – Explosão da violência
O Brasil é um país cada vez mais violento. E as vítimas, na maioria dos casos, são os jovens. Na última década, o número de assassinatos de jovens de 15 a 24 anos subiu 48%. A Unesco coloca o País em terceiro lugar no ranking dos mais violentos, entre 60 nações pesquisadas. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes, na população geral, cresceu 29%. Cerca de 45 mil pessoas são assassinadas anualmente. FHC pouco ou nada fez para dar mais segurança aos brasileiros.

38 – A falácia da Reforma agrária
O governo FHC apresentou ao Brasil e ao mundo números mentirosos sobre a reforma agrária. Na propaganda oficial, espalhou ter assentado 600 mil famílias durante oito anos de reinado. Os números estavam inflados. O governo considerou assentadas famílias que haviam apenas sido inscritas no programa. Alguns assentamentos só existiam no papel. Em vez de reparar a fraude, baixou decreto para oficializar o engodo.

39 - Subserviência internacional
A timidez marcou a política de comércio exterior do governo FHC. Num gesto unilateral, os Estados Unidos sobretaxaram o aço brasileiro. O governo do PSDB foi acanhado nos protestos e hesitou em recorrer à OMC. Por iniciativa do PT, a Câmara aprovou moção de repúdio às barreiras protecionistas. A subserviência é tanta que em visita aos EUA, no início deste ano, o ministro Celso Lafer foi obrigado a tirar os sapatos três vezes e se submeter a revistas feitas por seguranças de aeroportos.

40 – Renda em queda e desemprego em alta
Para o emprego e a renda do trabalhador, a Era FHC pode ser considerada perdida. O governo tucano fez o desemprego bater recordes no País. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de desemprego chegou a 20,4% em abril, o que significa que 1,9 milhão de pessoas estão sem trabalhar. O governo FHC promoveu a precarização das condições de trabalho. O rendimento médio dos trabalhadores encolheu nos últimos três anos.

41 - Relações perigosas
Diga-me com quem andas e te direi quem és. Esse ditado revela um pouco as relações suspeitas do presidenciável tucano José Serra com três figuras que estiveram na berlinda nos últimos dias. O economista Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de Serra e de FHC, é acusado de exercer tráfico de influência quando era diretor do Banco do Brasil e de ter cobrado propina no processo de privatização. Ricardo Sérgio teria ajudado o empresário espanhol Gregório Marin Preciado a obter perdão de uma dívida de R$ 73 milhões junto ao Banco do Brasil. Preciado, casado com uma prima de Serra, foi doador de recursos para a campanha do senador paulista. Outra ligação perigosa é com Vladimir Antonio Rioli, ex-vice-presidente de operações do Banespa e ex-sócio de Serra em empresa de consultoria. Ele teria facilitado uma operação irregular realizada por Ricardo Sérgio para repatriar US$ 3 milhões depositados em bancos nas Ilhas Cayman - paraíso fiscal do Caribe.

42 – Violação aos direitos humanos
Massacres como o de Eldorado do Carajás, no sul do Pará, onde 19 sem-terra foram assassinados pela polícia militar do governo do PSDB em 1996, figuram nos relatórios da Anistia Internacional, que recentemente denunciou o governo FHC de violação aos direitos humanos. A Anistia critica a impunidade e denuncia que polícias e esquadrões da morte vinculados a forças de segurança cometeram numerosos homicídios de civis, inclusive crianças, durante o ano de 2001. A entidade afirma ainda que as práticas generalizadas e sistemáticas de tortura e maus-tratos prevalecem nas prisões.

43 – Correção da tabela do IR
Com fome de leão, o governo congelou por seis anos a tabela do Imposto de Renda. O congelamento aumentou a base de arrecadação do imposto, pois com a inflação acumulada, mesmo os que estavam isentos e não tiveram ganhos salariais, passaram a ser taxados. FHC só corrigiu a tabela em 17,5% depois de muita pressão da opinião pública e após aprovação de projeto pelo Congresso Nacional. Mesmo assim, após vetar o projeto e editar uma Medida Provisória que incorporava parte do que fora aprovado pelo Congresso, aproveitou a oportunidade e aumentou alíquotas de outros tributos.

44 – Intervenção na Previdência
FHC aproveitou o dia de estréia do Brasil na Copa do Mundo de 2002 para decretar intervenção na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, com patrimônio de R$ 38 bilhões e participação em dezenas de empresas. Com este gesto, afastou seis diretores, inclusive os três eleitos democraticamente pelos funcionários do BB. O ato truculento ocorreu a pedido do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunitty. Dias antes da intervenção, FHC recebeu Dantas no Palácio Alvorada. O banqueiro, que ameaçou divulgar dossiês comprometedores sobre o processo de privatização, trava queda-de-braço com a Previ para continuar dando as cartas na Brasil Telecom e outras empresas nas quais são sócios.

45 – Barbeiragens do Banco Central
O Banco Central – e não o crescimento de Lula nas pesquisas – tem sido o principal causador de turbulências no mercado financeiro. Ao antecipar de setembro para junho o ajuste nas regras dos fundos de investimento, que perderam R$ 2 bilhões, o BC deixou o mercado em polvorosa. Outro fator de instabilidade foi a decisão de rolar parte da dívida pública estimulando a venda de títulos LFTs de curto prazo e a compra desses mesmos papéis de longo prazo. Isto fez subir de R$ 17,2 bilhões para R$ 30,4 bilhões a concentração de vencimentos da dívida nos primeiros meses de 2003. O dólar e o risco Brasil dispararam. Combinado com os especuladores e o comando da campanha de José Serra, Armínio Fraga não vacilou em jogar a culpa no PT e nas eleições.

Dilma se reúne com aliados em Brasília para discutir estratégias do 2º turno

Um dia depois do primeiro turno das eleições Dilma Rousseff se reuniu com os aliados, em Brasília, para discutir estratégias do 2º turno. Entre as propostas, esclarecer suas reais posições e acabar com as calúnias e difamações contra ela difundidas durante a campanha.

Assista ao vídeo

Campanha vai desfazer calúnias contra Dilma

Campanha vai desfazer calúnias contra Dilma

Foto: Roberto Stuckert Filho

A candidata ao Palácio do Planalto e campeã do primeiro turno das eleições, Dilma Rousseff, na segunda-feira, em entrevista coletiva, que sua campanha não permitirá mais que ataques vis e de baixo nível do adversário fiquem sem resposta. Segundo ela, está em estudo uma forma de esclarecer as dúvidas estimuladas nos eleitores pelos boatos.

“Foi uma campanha tanto mais difícil porque quem me acusava não aparecia. Teve uma campanha insidiosa que não lança verdades. Nós estamos pensando em como nos comportar. Seguramente vamos fazer um movimento para esclarecer nossa posição sobre essas questões”, explicou.

Ela lamentou que os adversários políticos tenham feito campanha negativa e espalhado boatos, calúnias e difamações.

Maioria no Congresso

Dilma disse que o resultado das eleições deve ser comemorado porque, além de sua vitória, a coalizão Para o Brasil Seguir Mudando saiu vitoriosa em vários estados e elegeu uma base sólida de governadores e parlamentares para que ela possa governar.

“Tivemos a felicidade de eleger maioria na Câmara e no Senado. É uma coligação que teve uma eleição muito produtiva. Isso é muito importante no Brasil, porque vai permitir obviamente que caso eu seja eleita ter maioria para poder modificar a legislação e fazer algumas reformas”, disse.

Fonte: Dilma 13

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pronunciamento de Dilma pelo resultado no primeiro turno das eleições

Assista ao pronunciamento de Dilma pelo resultado no primeiro turno das eleições.

Dilma Rousseff

Gleisi Hoffmann: a primeira Senadora do Paraná


Gleisi Hoffmann é a primeira Senadora do Paraná. Ela foi a candidata mais votada. Conquistou  29,51% da preferência dos paranaenses, contabilizando mais 3 milhões de votos.

O resultado foi divulgado às 19h de domingo, com muita alegria e entusiasmo por parte da equipe de Gleisi que confirma o trabalho sério da candidata no decorrer de sua Campanha e sabe que ela tem capacidade para enfrentar os novos desafios como Senadora. A festa foi completa, com a eleição do companheiro de chapa, Roberto Requião (PMDB), para a segunda vaga ao Senado, com 24,84% dos votos dos paranaenses.

Em Foz do Iguaçu, Gleisi venceu. Ela foi a escolhada de 90.507 iguaçuenses.

Foto: Elias Dias

sábado, 2 de outubro de 2010

Corrida de dez dias

Falta apenas um dia para as eleições, mesmo assim, esta crônica de Luis Fernando Veríssimo, publicada pelo Jornal o Estado de São Paulo no dia 24 de setembro, merece ser lida. 

De hoje à data da eleição teremos dez dias de manchetes nos jornais e duas edições da Veja. Não sei até quando podem ser publicadas as pesquisas sobre intenção de voto, mas até a última publicação - aquela que, segundo os céticos, é a mais confiável, pois é a que garante a credibilidade e o futuro dos pesquisadores - veremos uma corrida emocionante: o noticiário perseguindo os índices da Dilma para tentar derrubá-los antes da chegada, no dia 3. O prêmio, se conseguirem, será um segundo turno. Se não conseguirem a única dúvida que restará será: se diz a presidente ou a presidenta?

Até agora as notícias de corrupção na Casa Civil não afetaram os índices da Dilma. Estou escrevendo na terça, talvez as últimas pesquisas mostrem um efeito retardado. Mas ainda faltam dez dias de manchetes e duas edições da Veja, quem sabe o que virá por aí? O governo Lula tem um bom retrospecto na sua competição com o noticiário. A popularidade do Lula não só resistiu a tudo, inclusive às mancadas e aos impropérios do próprio Lula, como cresceu com os oito anos de denúncias e noticiário negativo. Desde UDN x Getúlio nenhum presidente brasileiro foi tão atacado e denunciado quanto Lula. Desde sempre, nenhum presidente brasileiro acabou seu mandato tão bem cotado.

Acrescente-se ao paradoxo o fato de que o eleitorado brasileiro é tradicionalmente, às vezes simplisticamente, moralista. Elegeu Jânio para varrer a sujeira do governo Juscelino, elegeu Collor para acabar com os marajás, aplaudiu a queda do Collor por corrupção presumida e houve até quem pedisse o impedimento do Itamar por proximidade temerária com calcinha transparente. Mas o moralismo tornou-se politicamente irrelevante com Lula e, por tabela, para os índices da Dilma. É improvável que volte a ser decisivo em dez dias. Mas nunca se sabe. O que talvez precise ser revisado, depois dos oito anos do Lula e depois destas eleições, quando a poeira baixar, seja o conceito da imprensa como formadora de opiniões.

Mas a corrida dos dez dias começa hoje e seu resultado ninguém pode prever com certeza. Virá alguma bomba de fragmentação de última hora ou tudo que poderia explodir já explodiu? O que prevalecerá no final, os índices inalterados da Dilma ou o noticiário? Faça a sua aposta.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Lula X FHC: Compare os gráficos

Antes de votar no domingo, compare estes gráficos. Prefere que o Brasil continue crescendo e sendo respeitado ou volte caia novamente no descrédito?














 

Será que o Beto Richa já viu este filme?

Será que o candidado ao Governo do Paraná pelo PSDB, Beto Richa, também chamado de playboy, já assistiu este famoso filme?

Beto Richa: A Queda 


Confira os melhores momentos de Dilma no debate da Globo

Confira os melhores momentos e as propostas da candidata à Presidência da República, Dilma Roussef, no úlitmo debate, antes das eleições, promovido pela Rede Globo.

Assista ao vídeo:

Próximas denúncias que surgirão antes das eleições

Nos últimos dias surgiram várias calúnias contra à candidata do PT à Presidencia da República, Dilma Roussef, mas a  dois dias das eleições, um momento de descontração.

Próximas denúncias que surgirão antes das eleições. Essas são sérias e precisam ser investigadas.

Folha afirma que Dilma planeja a invasão aos Estados Unidos

Investigação francesa revela que Dilma embriagou motorista da princesa Diana no dia de sua morte.
Veja: Dilma colocou remédio na água da Vanusa antes dela cantar o hino nacional.
Folha de São Paulo: Dilma tentou quebrar o sigilo da receita da coca-cola.
Dilma foi responsável pela queda da Torre de Babel.
Folha: Dilma tem ligações com as FARC, ferc, firc,forc e furc
Folha de São Paulo: há 100 dias não chove por culpa de Dilma. Serra a critica e diz que vai solucionar o problema.

Folha on Line: o PT roubou o cavalo de D. Pedro I, obrigando-o a proclamar a independência em cima de um pangaré!
 
Capa Policial: Dilma e toda a sua turma são também acusados pela diarréia de D. Pedro I!

Folha de São Paulo: descoberta participação de Dilma nos atentados de 11 de setembro.

Globo Repórter: Dilma é responsável pelo terremoto no Haiti.

Folha: Fevereiro tem menos dia por culpa de Dilma.

Estado de Minas revela: Dilma não quer transposição do mar para Minas Gerais

Escândalo: Os sete ganhadores da mega sena pertencem à campanha de Dilma.

Época revela: Dilma seria culpada pelo excesso de peso do jogador Ronaldo.

Le Monde para a Folha, exclusivo: "Polícia descobre que Dilma matou Joana D'arc".

Marina denuncia 2 crimes ecológicos de Dilma: Devastação de Serra e extinção de tucanos.

William Bonner confessa que Dilma é culpada de ter arranhado sua hérnia de disco .

Estadão descobre que Dilma é a mãe do Chaves e abandonou ele na Vila dormindo no barril.
Exclusivo: Foi Dilma quem cortou dedo de lula.

Denúncia da Revista Istoé: Neto de Dilma nasce violando sigilo de Veronica Serra! PSDB pede impugnação do nascimento do moleque!

Manchete Veja: Dilma é criminosa: mandou cortar a perna do Saci Pererê.
Folha: Dilma envenenou a maçã da branca de neve.
O Globo - exclusivo: Foi Dilma quem entregou o dinheiro a Judas Escariotes.

Exclusivo Veja: Dilma afundou o Titanic e agora ameaça afundar o Serranic!

PSDB denuncia: Dilma é acusada de interferir no romance de Tiririca com Florentina de Jesus.

Fontes seguras da Folha confirmam que Dilma, quando era das FARC, matou John Lennon!

FCCR: reunirá 50 governadores do Mercosul

A plenária anual do Fórum Consultivo de Cidades e Regiões (FCCR) será realizada nos dias 15 e 16 de dezembro em Foz do Iguaçu. Com o tema: 20 do Mercado Comum do Sul (Mercosul) – Avanços e Desafios, reunirá na cidade 50 governadores do bloco, também prefeitos das capitais e da região Oeste do Paraná. O evento contará com o apoio da Itaipu Binacional.

As decisões tomadas durante os dois dias serão levadas a Reunião de Cúpula do Mercosul que também ocorrerá na cidade entre os dias 13 e 17 de dezembro. Até o momento, presidentes de 12 países da América do Sul já confirmaram a presença.

Segundo Alberto Kleiman, assessor da Secretaria de Relações Institucionais, criado em 2004, o FCCR é o espaço onde os governos estaduais e municipais dos Estados membros do Mercosul apresentam suas demandas e contribuição para a efetiva construção do bloco. Não apenas como coadjuvantes, mas como atores efetivos. Entre os temas, educação, integração física, arranjos produtivos e comerciais, capacitação de empregados para elaboração de projetos e intercâmbio de experiências. “As decisões não podem vir de cima, pois, a integração deve começar pelas fronteiras, onde estão localizadas as cidades e os estados”, explicou.

O local da Reunião do FCCR ainda não está confirmado, mas a previsão é que será no Hotel Mabu.

O Mercosul é formado pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O Chile e a Bolívia são países associados. A Venezuela depende ainda da aprovação dos países-membros para também ser aceita no bloco.