sexta-feira, 11 de abril de 2014

Cidadania na cadência do samba

As aulas começaram no último dia 7 e vão até 23 de maio, na Guarda Mirim de Foz.
  
Consagrada por incorporar diversos ritmos e estilos musicais à batida do samba, integrantes da banda Monobloco estão ministrando oficinas de percussão a 60 jovens iguaçuenses. É o Projeto Monobloco – resultado de uma parceria entre a Itaipu Binacional, Fundação Coge e Guarda Mirim. As aulas começaram no último dia 7 e vão até 23 de maio, na Guarda Mirim de Foz do Iguaçu.
     
O objetivo principal não é apenas formar músicos, mas cidadãos conscientes: um aprendizado por meio da arte.
  
Com esta proposta, meninas e meninos vão aprender a tocar surdo, caixa, repique, chocalho, agogô e o tamborim, além de aprender a metodologia do livro “7 hábitos – uma dádiva para o aprimoramento dos adolescentes”, de Sean Covey.

   

Meninas e meninos vão aprender a tocar diversos instrumentos e a metodologia do livro “7 hábitos".
  

“Queremos formar jovens capazes de melhorar o relacionamento familiar e com amigos, desenvolvendo a autoconfiança, definindo os valores e encontrando equilíbrio entre escola, trabalho e vida social”, disse Alexandre Pacheco, da Assistência da Diretoria Geral Brasileira (AS.GB), de Itaipu.
   
“Esse é um projeto-piloto, mas a proposta é implantar na cidade um curso de música percussionista. Os adolescentes desta primeira oficina podem ser os multiplicadores”, explicou o músico e instrutor Ernani Cal.
  
Henrique da Silva, de 16 anos é um dos aprendizes. “Eu sempre quis ser músico. Tocar bateria era um sonho, mas nunca tive oportunidade. Agora, quero me dedicar ao máximo”, disse.
  


A proposta é implantar na cidade um curso de música percussionista.
  

Aval
   
Para Hélio Cândido do Carmo, presidente da Guarda Mirim, este projeto está de acordo com as ações desenvolvidas pela instituição, que mantém uma banda formada por 32 adolescentes. “É mais uma atividade no processo de formação dos adolescentes, com a chancela da Funcoge e Itaipu.”
  
Itaipu
  
A Fundação Coge reúne 67 empresas do setor elétrico e escolheu Itaipu para iniciar o projeto devido à dimensão e relevância da empresa para o Brasil e, também, por já desenvolver projetos na defesa dos direitos das crianças e adolescentes. Depois de Foz do Iguaçu, o Projeto Monobloco será replicado em outras cidades brasileiras.
   
Segundo Joel de Lima, assistente do diretor-geral brasileiro, a Itaipu está apoiando o Monobloco porque, como outros projetos sociais mantidos pela empresa, busca acima de tudo formar cidadãos. “Já utilizamos o esporte, mas agora, o desafio é de uma forma lúdica inserir nos adolescentes a ideia da prática de bons hábitos e despertá-los para uma vida saudável”.
   
Monobloco
   
A banda Monobloco foi criada em 2000 no Rio de Janeiro. Hoje está entre os grupos brasileiros que contabilizam mais apresentações durante o ano todo e arrastam milhões de pessoas durante o carnaval.
   
O repertório eclético vai das marchinhas tradicionais, passando pelo xote, o forró, o funk até canções de Paralamas do Sucesso, Raul Seixas e Tim Maia. A mistura inusitada também está presente na bateria. Aos tradicionais instrumentos de escola de samba - como cavaco, repique, tamborim, chocalho, surdo e agogô - foram incorporados um baixo e uma guitarra.

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