quarta-feira, 16 de maio de 2012

Caminhada marcará Dia Nacional de Combate à Exploração Infanto-juvenil


Em 2010, o maratonist​a Frank Caldeira participou da caminhada pelo fim exploração sexual contra crianças e adolescent​es

A exemplo dos anos anteriores, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes não passará em despercebido na fronteira. No dia 18, às 8h, crianças, adolescentes e integrantes de entidades ligadas à defesa do direito infanto-juvenil participam de uma caminhada, de aproximadamente três quilômetros, pelas principais avenidas da cidade.

Organizada pela Prefeitura e Rede Proteger, com o apoio do Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente (PPCA), da Itaipu, a marcha começa em frente ao 34º Batalhão de Infantaria Motorizado e segue pela Avenida Brasil até a Praça do Mitre, onde tendas com serviços e atividades lúdicas estarão à disposição da comunidade durante todo o dia.

A proposta é que cada uma das 40 instituições integrantes da Rede Proteger apresente o trabalho realizado na prevenção, no combate e no cuidado com os meninos e meninas vítimas de maus-tratos e violência sexual. Acadêmicos de enfermagem da Uniamérica exames rápidos enquanto a Casa do Teatro, Guarda Mirim, Nosso Canto e outras entidades promoverão rodas de conversas e apresentações teatrais.

Embora não haja um levantamento com dados oficiais, devido a dificuldade de chegar até essas crianças, as entidades estimam que cerca de 4 mil crianças vivam me situação de risco na fronteira.

18 de Maio

O dia 18 de Maio tem como objetivo de reforçar o enfrentamento à violência sexual contra meninos e meninas, bem como mobilizar os diversos setores da sociedade sobre o problema. A data foi escolhida como protesto contra um crime impune. Em 18 de maio de 1973, em Vitória-ES, uma menina de oito anos foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada por jovens de classe média alta. Apesar de ser considerado bárbaro, o crime, conhecido como “Caso Araceli”, prescreveu e os culpados permanecem impunes.

Para Joel de Lima, assistente do diretor-geral da Itaipu, o cuidado com as crianças deve ocorrer diariamente, mas neste dia há um reforço no enfrentamento à violência sexual infanto-juvenil. “A exploração e o abuso são as piores formas de violência contra meninos e meninos. Neste dia, queremos incentivar a denúncia. Um telefonema para disque 100 ou 181 pode salvar uma vida”, alertou. E acrescentou: “Ao participar da caminhada e das atividades na Praça os adolescentes conhecerão seus direitos e os locais onde podem encontrar ajuda”.

Mais mobilização

Como parte das atividades alusivas ao 18 de Maio, no dia 15, a Secretaria Estado da Família e Desenvolvimento Social, lançou em Foz a cartilha “Solte a sua voz. Saiba seus direitos – Denuncie a Violência contra a Criança e o Adolescente”. A cartilha é voltada à criança e o adolescente com alerta sobre os direitos dos menores, garantidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Dentre os alertas estão que não é “legal nem normal ser constantemente agredido verbalmente, com insultos, gritos e humilhações”, e que o corpo pertence ao menor e “se alguém te machucar isso não é sua culpa: você é uma pessoa especial e tem direitos”.

No dia 28, o PAIR/MERCOSUL – Estratégia Regional de Enfrentamento ao Tráfico de Crianças e Adolescentes para fins de Exploração Sexual no MERCOSUL, promove no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), com o apoio do PPCA a “Capacitação da rede local no enfrentamento á Violência Sexual”. O objetivo é levar aos profissionais e demais atores envolvidos na formulação e execução da Política Pública voltada ao público infanto-juvenil, conhecimento e subsídios que possam potencializar as ações já em curso no município possibilitando a definição de fluxos e metodologias mais eficazes no enfrentamento á violência sexual.

Em 2011

Em 2011, Em 2011, mais de 400 adolescentes entregaram material de conscientização e sensibilização, na Ponte Internacional, que liga Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, no Paraguai. Também uma abordagem a caminhoneiros na Estação Aduaneira do Interior (Eadi). O objetivo foi chamar a atenção da comunidade ao problema.

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