terça-feira, 7 de junho de 2011

Gleisi Hoffmann é a nova ministra da Casa Civil

A senadora pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, de 45 anos, é a nova ministra da Casa Civil. Ela assume o cargo a convite da Presidenta Dilma Rousseff, em substituição a Antônio Palocci.


Em entrevista por telefone, Gleisi disse ter ficado surpresa e honrada com o convite feito pela presidenta, mas triste pela situação. “Fiquei feliz e triste ao mesmo tempo. Eu admiro muito o Palocci e não esperava ocupar o cargo dele nessas condições”, disse.

Responsável, agora, pelo principal ministério da República, Gleisi afirmou que espera corresponder às expectativas do povo brasileiro e também do Governo. Ela garantiu ainda que, a atuação na Casa Civil será semelhante ao trabalho realizado no Senado. “Procurarei a conciliação, pois conversando é possível resolver tudo”, completou.

Nesta quarta-feira, 8, fará um pronunciamento oficial no Senado Federal.

Fronteira

Gleisi Hoffmann, que também é advogada e filiada ao PT desde 1989, foi secretária de Estado no Mato Grosso do Sul, durante a gestão de ‘Zeca do PT’ e secretária de Gestão Pública da prefeitura de Londrina por alguns meses, mas tem um carinho especial com Foz do Iguaçu e região.


Em uma de suas visitas a cidade, (foto) afirmou se considerar a voz da Fronteira na capital federal. A relação estreita entre de Gleisi a região é resultado do período em que foi diretora financeira executiva da Itaipu Binacional. Foi a primeira mulher a assumir uma diretoria na empresa. Com um olhar diferenciado, contribuiu à mudança da missão da binacional, incluindo o cuidado com o meio ambiente e a responsabilidade social.  “Minha experiência em Itaipu me fez conhecer e gostar dessa região e do povo paraguaio.“Muito do que sou hoje, levei da experiência conquistada em Itaipu e nesta região”, afirmou Gleisi.

Em sua rápida passagem pelo Senado Federal, onde foi eleita com mais de 3 milhões de votos, defendeu vários projetos para melhorar a qualidade de vida das mulheres brasileiras e beneficiar a integração e o desenvolvimento fronteiriço. Também uma defensora da Reforma Política. Para a nova ministra, a maior participação feminina é uma tendência. “Temos uma presidenta e o maior número de mulheres na história do Senado Federal, com 12 senadoras”, destacou.

O último foi o Decreto Legislativo nº 129 que aprovou o aumento do valor pago pelo Brasil ao Paraguai à energia excedente produzida por Itaipu Binacional. O valor de US$ 120 milhões, passará a R$ 360 milhões.

Para Gleisi Hoffmann, foi apenas um reequilibrio financeiro, pois qualquer contrato com mais de três anos precisa de alteração. Especialmente porque, pelo Tratado de Itaipu, o Paraguai é obrigado a vender o excedente ao Brasil.

Na área da saúde Gleisi propôs estabelecer ações conjuntas entre os países vizinhos. A implantação de um calendário único de vacinas e, a instalação de um sistema de dados com informações epidemiológicas de ambos os países para facilitar a tomada de decisão por parte dos gestores de saúde são alguns dos exemplos.

Reportagem: Abilene Rodrigues

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